As Akuma no Mi sempre foram o tempero especial de One Piece. Na nova leva de episódios da adaptação live-action da Netflix, dez frutas inéditas entram em cena e elevam o grau de fantasia da aventura.
Para quem acompanha o Salada de Cinema, vale a pena ficar de olho: cada uma dessas habilidades redefine duelos, desafia efeitos visuais e mostra o quanto a série ainda pode surpreender em futuras temporadas.
O que são as Akuma no Mi
No universo criado por Eiichiro Oda, as Akuma no Mi concedem poderes únicos a quem se arrisca a dar a primeira mordida. O preço é alto: o usuário perde para sempre a capacidade de nadar, ironia pesada em um mundo dominado pelos mares.
A adaptação da Netflix manteve essa lógica. Luffy continua elástico graças à Gomu-Gomu, mas agora divide os holofotes com novas figuras capazes de transformar o próprio corpo em fumaça, areia ou até mesmo em pura dinamite.
Como a 2ª temporada amplia o catálogo de poderes
Enquanto a temporada inaugural apresentou apenas um punhado de usuários, o segundo ano abre o baú da Baroque Works e despeja uma dezena de frutas pouco convencionais. O aumento dá ritmo aos confrontos e garante set pieces variados, algo que o trabalho de direção de Tim Southam, Marc Jobst e Josef Kubota Wladyka explora com criatividade.
O roteiro de Matt Owens e Steven Maeda distribui esses dons ao longo dos episódios, permitindo que cada sequência de ação mostre um truque novo. O resultado visual, por vezes cômico, por vezes ameaçador, sustenta o clima de fantasia que acompanha One Piece desde o mangá.
Lista das 10 novidades
- Flor-Flor (Nico Robin) – A arqueóloga pode fazer “florescer” braços e pernas em qualquer superfície, recurso usado de forma brutal logo no prólogo em Shells Town.
- Tonelada-Tonelada (Miss Valentine) – Permite alterar a própria massa entre 1 kg e 10 000 kg sem mudar o visual, combinação de voo leve e aterrissagens destrutivas.
- Bomba-Bomba (Mr. 5) – Transforma partes do corpo em explosivos; o personagem chega a arremessar meleca detonante para espanto de adversários e espectadores.
- Fumaça-Fumaça (Smoker) – O capitão da Marinha converte o corpo em fumaça, dribla golpes físicos e sufoca inimigos ao condensar o vapor em correntes sólidas.
- Escorrega-Escorrega (Alvida) – Faz qualquer ataque deslizar pela pele; efeito colateral: a gordura “escorrega”, renovando completamente a aparência da pirata.
- Cera-Cera (Mr. 3) – Produz cera endurecida mais resistente que aço, matéria-prima para prisões, armas e armadilhas como o gigantesco bolo de velas visto na temporada.
- Manda-Manda (King Wapol) – O monarca devora qualquer material e incorpora suas propriedades, chegando a criar soldados híbridos de metal e carne.
- Touro-Touro (Dalton) – Autoriza a metamorfose em um poderoso homem-bisão, incremento muscular que faz a diferença na defesa do Reino de Drum.
- Humano-Humano (Tony Tony Chopper) – Concede ao antigo renas habilidades humanas de fala, raciocínio e múltiplas formas corporais, incluindo um modo de força ampliada.
- Areia-Areia (Crocodile) – Revelada apenas no final, a fruta dá ao líder da Baroque Works controle total sobre areia, além de drenar umidade de seres vivos com um toque.
Impacto desses poderes no futuro da série
Ao apresentar tantos dons, a segunda temporada coloca o sarrafo lá em cima para a equipe de efeitos e para a coreografia de lutas. Smoker e Crocodile, por exemplo, exigem composições de CGI e interação com cenários práticos que determinam o realismo das batalhas.
Imagem: Divulgação
Além disso, a variedade de Akuma no Mi indica que a próxima saga, situada no deserto de Alabasta, terá confrontos ainda mais criativos. Quem gosta de garimpar detalhes pode conferir alguns easter eggs discretos que já apontam para esse arco.
Vale a pena maratonar a nova temporada?
Para quem busca ação inventiva, a resposta é sim. Cada fruta introduzida acrescenta uma dinâmica específica aos combates, evitando repetição e segurando o interesse ao longo dos episódios.
Ainda que a série mantenha um tom levemente cartunesco, a direção se esforça para equilibrar humor e ameaça, especialmente nas cenas de Nico Robin e Smoker. O elenco abraça o exagero proposto, o que torna crível até mesmo a ideia de cera virando aço ou meleca explosiva.
Se a expansão continuar nesse ritmo, One Piece pode repetir o feito observado aqui: integrar poderes inusitados à narrativa sem perder a essência pirata que conquistou milhões de fãs.








