Nas águas turvas do Novo Mundo, os quatro Yonkou concentram o medo e a cobiça. Ainda assim, a Saga Final de One Piece prova que há vida — e muita força — além dos imperadores.
Enquanto Eiichiro Oda pausa o capítulo 1177 para 22 de março , fãs aproveitam o hiato para medir quem realmente ameaça o topo. A seguir, o Salada de Cinema reúne os oito nomes que mais impressionam entre os não-Yonkou.
A força além dos Imperadores
Durante anos, as bandeiras dos Yonkou funcionaram como sinal de “game over” para quem ousasse cruzar seus territórios. No entanto, a narrativa de One Piece expandiu o leque de ameaças. Capitães independentes, ex-oficiais da Marinha e até imediatos de tripulações imperiais surgem com Haki refinado e Akuma no Mi de causar pesadelos.
Esse fenômeno mantém a história imprevisível: vitórias relâmpago, alianças improváveis e quedas de gigantes, como Big Mom em Wano, alimentam teorias e tabelas de poder a cada capítulo.
O critério deste ranking
Para ordenar os nomes, consideramos feitos comprovados em batalha, domínio de Haki, influência narrativa e potencial de crescimento já confirmado por Oda nos últimos arcos. Embora conquistas políticas — como posse de territórios — contem para virar Yonkou, aqui o foco é puramente combate.
A lista segue a ordem do material original, respeitando o desempenho atual de cada pirata na cronologia oficial.
Top 8 piratas fora do título de Yonkou
- Sanji – Tripulação: Chapéu de Palha
O “perna negra” une dois tipos de Haki a modificações genéticas Germa, demolindo Queen em Wano com folga. Oda indica que, em Elbaf, Sanji pode despertar o Haki do Conquistador, elevando ainda mais o nível.
- Roronoa Zoro – Tripulação: Chapéu de Palha
Portador das três formas de Haki, Zoro liberou versões avançadas de Armamento e Conquistador graças à espada Enma. A vitória sobre King confirma que ele já mira o patamar de almirante.
- Eustass “Captain” Kid – Tripulação: Piratas Kid
Com o magnetismo do Jiki Jiki no Mi, Kid mostrou poder de fogo contra Big Mom. Caiu para Shanks em um golpe, mas isso diz mais sobre o ruivo do que sobre ele. Reforços na tripulação o colocariam fácil na corrida pelo título imperial.
- Trafalgar Law – Tripulação: Piratas do Coração
A recompensa de 3 bilhões comprova a ameaça. A Room do Ope Ope no Mi desestabilizou Big Mom e feriu Blackbeard, mesmo em derrota. Falta-lhe, porém, um bando que acompanhe tamanha ousadia.
- Ben Beckman – Tripulação: Piratas do Ruivo
Braço direito de Shanks, ostenta Haki que, segundo o volume One Piece 4 Billion, supera o dos almirantes. Defesa impenetrável e mira lendária fazem dele o terror silencioso do Novo Mundo.
Imagem: GameRant
- Kuzan (ex-Aokiji) – Tripulação: Piratas do Barba Negra
Ex-almirante e atual capitão do 10º navio de Teach, Kuzan exibe controle absoluto do gelo do Hie Hie no Mi. Enfrentou Garp de igual para igual, evidenciando calibre próximo ao de um Yonkou.
- Boa Hancock – Tripulação: Piratas Kuja
O Mero Mero no Mi petrifica adversários sem cerimônia. Hancock domina os três tipos de Haki — chamado de Kuja Haki — e até Barba Negra admitiu que um ataque surpresa foi sua única chance contra ela.
- Dracule Mihawk – Organização: Cross Guild
Maior espadachim vivo, traz recompensa de 3,59 bilhões de berries. Lidera a Cross Guild ao lado de Crocodile e Buggy, mas evita o rótulo de imperador para manter uma vida relativamente pacífica.
Impacto desses personagens na narrativa
A presença de tantos titãs fora do pódio Yonkou cria um cenário onde qualquer confronto pode redefinir o curso da história. Batalhas antes restritas a capitães lendários agora podem explodir por motivos banais — uma rota de comércio ou um Road Poneglyph, por exemplo.
Além disso, a variedade de estilos de luta enriquece as sequências animadas. Zoro traz o espetáculo das três lâminas; Sanji, coreografias de chutes alucinantes; Mihawk, duelos de precisão cirúrgica. A convergência dessas técnicas valoriza a animação da Toei e o trabalho de roteiristas veteranos como Junki Takegami, que precisam equilibrar tantos poderes em tela.
Fora do universo de One Piece, o debate ajuda a medir tendências de shonen contemporâneos. Discussões sobre hierarquia de poder também incendiavam séries como Fire Force, cujo episódio 22 destacou a evolução de Shinra .
Vale a pena acompanhar a reta final de One Piece?
Se a lista acima provoca curiosidade, a resposta é sim. A Saga Final coloca todos esses nomes em rota de colisão direta ou indireta, garantindo lutas monumentais. Ver como Sanji e Zoro se comparam a lendas como Mihawk ou Kuzan já é, por si só, um espetáculo.
One Piece vive um momento raro: a mescla de veteranos consolidados e promessas que ainda crescem diante do leitor. Cada capítulo entrega progressão palpável de força, algo que mantém a base de fãs engajada há mais de duas décadas.
Portanto, quem deseja entender a obra na íntegra — e avaliar com propriedade qualquer próximo crossover, como o de Solo Leveling com Seven Knights — precisa testemunhar de perto essa dança de titãs que redefinirá o balanço de poder nos mares.



