Rooster, nova comédia dramática da HBO, ainda nem chegou à grade da emissora e já exibe um ótimo termômetro: 86% de aprovação no Rotten Tomatoes com apenas 14 críticas publicadas.
Criada por Bill Lawrence ao lado de Matt Tarses, a produção de dez episódios traz Steve Carell como um romancista best-seller que aceita o cargo de escritor residente em um pequeno campus da Nova Inglaterra — oportunidade que o recoloca frente a frente com a própria filha, professora de história da arte.
Equipe criativa mantém o DNA de Bill Lawrence
Conhecido por Ted Lasso, Scrubs e, mais recentemente, Shrinking, Bill Lawrence carrega a fama de criar séries que misturam humor, vulnerabilidade e situações cotidianas. Rooster mantém essa marca registrada: diálogos ágeis, climas aconchegantes e personagens que soam reais mesmo quando a situação beira o absurdo.
Matt Tarses, parceiro de longa data do showrunner, assina o roteiro ao lado dele. As primeiras seis horas analisadas pela imprensa mostram que a dupla tende a repetir a fórmula “risada + empatia” que consagrou seus projetos anteriores, embora alguns críticos ressaltem que a novidade ainda não alcança o ápice criativo de Ted Lasso.
Steve Carell lidera um elenco afiado
Vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar, Carell entrega um protagonista carismático que oscila entre o egocentrismo típico de um romancista celebrado e a insegurança de um pai que perdeu o timing na vida da filha. A química com Charly Clive, que vive a professora de arte, sustenta o coração dramático da narrativa.
O elenco de apoio traz nomes que brilham em gêneros variados: Danielle Deadwyler (Till) surge como uma reitora que não engole desaforo; John C. McGinley, eterno Dr. Cox, oferece seu humor sarcástico; Lauren Tsai (Legion) injeta frescor; e Phil Dunster, o Jamie Tartt de Ted Lasso, marca a “reunião” que todo fã aguardava. Entre os convidados recorrentes aparecem Annie Mumolo, Connie Britton, Robby Hoffman e Scott MacArthur, aumentando o leque de estilos cômicos.
Recepção inicial reflete potencial de crescimento
Com 86% de aprovação, Rooster largou na frente de muitos lançamentos recentes da própria HBO. O número, claro, pode oscilar assim que mais avaliações forem registradas, mas a proporção de apenas duas críticas negativas indica boa aceitação do tom e da proposta.
Imagem: Divulgação
Críticos apontam que o “clima de cobertor” herdado de Lawrence funciona bem, ainda que a comédia dramática precise lapidar o ritmo para se equiparar aos maiores títulos do criador. A julgar pela força do elenco, existe margem para evolução, sobretudo porque a série não hesita em equilibrar discussões acadêmicas e conflitos familiares.
Reencontros de Ted Lasso e Scrubs esquentam os bastidores
Rooster é, na prática, um duplo reencontro para Bill Lawrence. Phil Dunster volta a trabalhar com o showrunner depois de roubar a cena como Jamie Tartt, enquanto John C. McGinley remete diretamente a Scrubs, série que consolidou o humor rápido e referencial do roteirista. O resultado? Pequenos easter eggs de timing cômico que fãs perceberão sem esforço.
A união desses universos turbina o hype em torno da estreia marcada para 8 de março, às 22h (horário de Brasília). O burburinho lembra a expectativa gerada por outros projetos híbridos de gêneros, como O Beijo da Sereia, que também aposta no cruzamento entre humor, drama e instituições tradicionais.
Vale a pena assistir a Rooster?
Os primeiros veredictos sugerem que sim — principalmente para quem aprecia o estilo “feel good” de Bill Lawrence. A atuação de Steve Carell garante vigor ao texto, e o Rotten Tomatoes indica um ponto de partida animador. Ainda é cedo para decretar se a série alcançará o patamar de Ted Lasso, mas a combinação de elenco experiente, dinâmica familiar e ambiente universitário faz da estreia um convite promissor para os assinantes da HBO e da HBO Max.
Fique de olho: Salada de Cinema acompanhará os episódios semanais para atualizar impressões conforme o semestre acadêmico de Rooster avança.









