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    CRÍTICA | “Game of Thrones”: por que a franquia da HBO só melhora a cada nova série

    Thais BentlinBy Thais Bentlinfevereiro 27, 2026Nenhum comentário5 Mins Read

    O universo de Game of Thrones parecia ter chegado ao fim quando a oitava temporada frustrou boa parte do público. Três produções depois, a HBO prova que ainda sabe dominar a fantasia televisiva.

    Nesta crítica, observamos o desempenho do elenco, a mão dos diretores e a evolução narrativa que transformou a franquia em case de reinvenção. Tudo sem spoilers drásticos, mas com números e comparações que ajudam a entender o momento atual da saga.

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    Game of Thrones: o apogeu e a queda que abriu espaço para mudanças

    Quando estreou em 2011, Game of Thrones colocou a HBO no centro das discussões sobre dramaturgia de alto orçamento. As quatro primeiras temporadas combinaram política, violência e personagens complexos, alçando nomes como Peter Dinklage e Lena Headey ao status de astros premiados.

    A derrocada veio na reta final. A sétima e, principalmente, a oitava temporada aceleraram tramas, reduziram arcos e entregaram um desfecho que não fez jus à construção anterior. Métricas comprovam o tropeço: no Rotten Tomatoes, a audiência deu 55% para a oitava temporada, enquanto a crítica ficou em 30%. No IMDb, a média dos episódios caiu para 6,4/10.

    Responsáveis pelo roteiro, David Benioff e D. B. Weiss sofreram críticas pelo ritmo apressado e pela simplificação do texto de George R. R. Martin. Esse baque virou catalisador para que a emissora repensasse a franquia.

    House of the Dragon: direção afiada e elenco rejuvenescido

    Lançada como prelúdio, House of the Dragon chegou em 2022 com Ryan Condal no comando do roteiro e Miguel Sapochnik dividindo a direção da primeira temporada. A estratégia foi clara: voltar às raízes políticas, mergulhar em diálogos densos e apostar em um elenco menos conhecido, porém versátil.

    Emma D’Arcy e Olivia Cooke interpretam Rhaenyra e Alicent em momentos distintos de suas vidas, sustentando tensão dramática em cada olhar. Matt Smith, vivido antes pela cultura pop como o Doctor Who, entrega um Daemon Targaryen carismático e imprevisível. Essa combinação resultou em 90% de aprovação do público e 82% da crítica no Rotten Tomatoes, além de 8,7/10 no IMDb – clara recuperação em relação ao fim de Game of Thrones.

    O texto volta a respeitar a complexidade política de Westeros, algo que lembra a precisão cirúrgica que fez séries médicas como Scrubs Reboot equilibrar nostalgia e renovação. A fotografia escura — desta vez mais bem calibrada — e as batalhas pontuais reforçam a sensação de perigo constante sem sacrificar o desenvolvimento dos personagens.

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    No entanto, a segunda temporada enfrentou cortes orçamentários e passou de dez para oito episódios. A decisão afetou o ritmo: muitas peças foram posicionadas, mas poucas se moveram, gerando sensação de preparação prolongada. Esse contratempo reacendeu o debate sobre a importância de planejamento a longo prazo.

    CRÍTICA | “Game of Thrones”: por que a franquia da HBO só melhora a cada nova série - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    A Knight of the Seven Kingdoms: intimismo que devolve o coração à saga

    A saída encontrada pela HBO para retornar ao topo foi adaptar “Dunk & Egg”, histórias curtas de Martin ambientadas um século antes da Guerra dos Tronos. A Knight of the Seven Kingdoms opta por um tom menor, quase bucólico, focando na amizade entre Sor Duncan, o Alto, e o jovem Egg.

    Ao contrário do espetáculo grandioso das séries anteriores, aqui a força está no texto contido e na química entre os protagonistas. A fidelidade à obra original evita polêmicas de mudança de rota e permite que as camadas emocionais apareçam sem pressa. O resultado? Novo pico de aclamação crítica, reaproximando fãs que ainda lamentavam o final apressado da série-mãe.

    Aposta certeira dos diretores, a escolha de cenários externos diurnos traz leveza visual e reforça o tom aventureiro. Esse cuidado lembra o que David Chase fez ao retornar à TV com Project: MKUltra, privilegiando estética para sustentar narrativa.

    Terceira temporada de House of the Dragon: pressão máxima para manter a curva ascendente

    A dúvida agora gira em torno de como House of the Dragon voltará ao patamar da estreia. O trailer da terceira temporada sinaliza batalhas aéreas mais ambiciosas, mas a tensão nos bastidores, após o distanciamento entre Ryan Condal e George R. R. Martin, coloca holofotes sobre a sala de roteiristas.

    Em termos de elenco, a série mantém sua espinha dorsal: Emma D’Arcy, Olivia Cooke e Matt Smith. A continuidade dos atores ajuda a preservar coerência emocional, algo que faltou no passado recente da franquia. Se a produção conseguir equilibrar cenas de impacto com diálogos afiados, há chance de repetir a façanha de outras obras que renasceram em temporadas posteriores, como demonstrou a série de pirataria analisada em Black Sails.

    Por fim, a HBO sabe que o público de plataformas rivais, acostumado a sucessos como Stranger Things e Andor, espera envolvimento emocional rápido. A franquia Game of Thrones, porém, sempre se destacou justamente pela construção lenta, rica em sutilezas. Ajustar essa balança sem perder identidade será o grande desafio.

    Vale a pena maratonar?

    Se você abandonou Westeros após o final conturbado de 2019, os atuais spin-offs oferecem motivo legítimo para voltar. House of the Dragon resgatou intriga e atuação de alto nível, enquanto A Knight of the Seven Kingdoms devolveu charme e calor humano à franquia. No Salada de Cinema, seguimos atentos à terceira leva de episódios — e, se a curva de melhoria se mantiver, o universo criado por George R. R. Martin ainda tem fôlego para surpresas dignas do Trono de Ferro.

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    A Knight of the Seven Kingdoms game of thrones George R. R. Martin HBO House of the Dragon
    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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