Jujutsu Kaisen retorna com o aguardado capítulo que dá largada ao Culling Game, entrega promessas de combates ferozes e testa a resistência dos protagonistas. Lançado em 12 de fevereiro de 2026, o episódio mostra o diretor Shōta Goshozono conduzindo a narrativa com ritmo acelerado e foco nas relações de poder.
Mesmo tratando-se de anime, a performance do elenco de voz se mantém no centro da experiência: cada entonação carrega nuances que a animação da MAPPA transforma em expressões corporais vibrantes. A combinação faz o espectador sentir o peso de cada decisão enquanto a trama mergulha em novas alianças e velhos ressentimentos.
Abertura explosiva coloca Megumi e Panda em evidência
A sequência inicial apresenta Megumi Fushiguro e Panda invadindo a fortaleza dos competidores, eliminando rivais com golpes rápidos que já evidenciam o esmero dos animadores. O roteiro reforça, sem rodeios, a motivação da dupla: encontrar apoio para libertar Satoru Gojo.
Nesse momento, a dublagem destaca a serenidade tática de Megumi, contraposta ao tom cômico – porém letal – de Panda. A química vocal sustenta a tensão enquanto as câmeras virtuais da MAPPA passeiam pelo cenário, criando profundidade e sensação de perigo iminente.
Duelo de estratégias revela talento de Kirara e brilho da MAPPA
Ao chegar ao terraço, a dupla de invasores encontra Kirara, nova peça chave do arco. A personagem bloqueia o avanço e prova que, mesmo em aparições curtas, pode dominar a tela com habilidades peculiares. A animação traduz seu poder com efeitos luminosos que simulam gravidade mutável, reforçando a complexidade do Jujutsu.
Durante o embate, a seiyuu de Kirara alterna entre firmeza e surpresa, sublinhando o momento em que Megumi revela o selamento de Gojo. A incredulidade sonora torna a informação mais impactante do que qualquer linha de diálogo expositivo.
Alianças inusitadas e a postura pragmática de Hakari
Do outro lado do prédio, Yuji Itadori confronta Hakari. O antigo aluno, taxado de indisciplinado pelos conservadores da escola, só aceita ajudar porque também deseja reforma no estatuto dos feiticeiros. Essa barganha amplia o subtexto político da temporada.
Imagem: Divulgação
A voz de Yuji transparece urgência, enquanto Hakari, impassível, impõe condições. A direção de Goshozono acerta ao priorizar enquadramentos fechados que capturam microexpressões, reforçando a atuação do elenco. A sequência lembra a sensibilidade vista em produções introspectivas como Frieren – Beyond Journey’s End, mas aqui a tensão substitui o tom contemplativo.
Preparação para o Jogo do Abate e ganchos futuros
Com o pacto firmado, o roteiro estabelece os próximos alvos: Hajime Kashima e Hiromi Higuruma. A urgência cresce quando Yuji descobre já estar inscrito no Culling Game, indício de um passado ainda mais sombrio ligado a Sukuna.
A passagem onírica que envolve Geto e Sasaki adiciona nuance emocional: é ela quem cuidou de Yuji, segundo a gratidão expressa pelo vilão. A escolha de apresentar monstros gigantes ao fundo, em contraste com o tom calmo do diálogo, expõe o domínio visual da MAPPA e antecipa a brutalidade do jogo recém-iniciado.
Vale a pena assistir?
O sétimo episódio da terceira temporada entrega a estreia do Culling Game com dublagem inspirada, direção segura de Shōta Goshozono e animação que mantém o selo de qualidade da MAPPA. Para quem acompanha Jujutsu Kaisen – e para leitores do Salada de Cinema em busca de ação bem coreografada – é um capítulo fundamental que prepara terreno sem perder dinamismo.









