Vencedor de dois Oscars e celebrado pela crítica, o espetáculo musical Wicked no Prime Video, é a escolha perfeita para o seu sábado. A aguardada adaptação do fenômeno da Broadway finalmente está disponível para ser vista em casa.
Esqueça a história que você conhece sobre a estrada de tijolos amarelos. Com 2 horas e 40 minutos, Wicked é a história não contada, a verdade por trás do chapéu pontudo e da pele verde. É uma jornada única que nos leva de volta a Oz, mas para nos mostrar que a linha entre o bem e o mal é muito mais uma questão de perspectiva do que de magia.
A história de Wicked
A narrativa nos apresenta a Elphaba. Ela é uma jovem talentosa, mas nascida com a pele verde, o que a torna uma pária no Reino de Oz. Seu destino se cruza na Universidade de Shiz com o de Glinda, a personificação da popularidade: loira, ambiciosa e amada por todos.
O que começa como uma rivalidade forçada floresce em uma amizade improvável. No entanto, o mundo ao redor delas começa a exigir escolhas. O desejo de Glinda por aceitação e poder colide com a recusa de Elphaba em se curvar à injustiça.
Suas decisões as colocarão em caminhos opostos, moldando a história que Oz um dia contará sobre elas: a de uma bruxa “Boa” e uma bruxa “Má”.
Uma revolução musical: o outro lado da história
O que torna Wicked um fenômeno tão duradouro é sua premissa genial: pegar uma das vilãs mais icônicas da cultura pop e perguntar: “e se ela não fosse má, mas apenas incompreendida?”.
A direção de Jon M. Chu (Podres de Ricos) transforma o espetáculo da Broadway em uma experiência cinematográfica grandiosa. Ele usa a cor e a escala para construir um mundo de Oz que é, ao mesmo tempo, deslumbrante e opressor.
As canções, que já são clássicos, ganham um novo poder. Elas não são apenas números musicais: são os monólogos internos que revelam a dor de Elphaba e a superficialidade calculada de Glinda.
A obra é um estudo sobre como a história é escrita pelos vencedores e sobre a tragédia de ser diferente em um mundo que exige conformidade.
A equipe que deu voz e alma à magia de Oz
A direção de Wicked é de Jon M. Chu. O roteiro de Winnie Holzman e Dana Fox adapta o musical da Broadway. Mas a alma do filme reside em suas duas estrelas. Cynthia Erivo, no papel de Elphaba, carrega o peso da exclusão em sua voz.

Em contraste, Ariana Grande, como Glinda, usa seu carisma para construir uma personagem que é muito mais do que uma “patricinha”. Ela mostra as rachaduras na fachada de perfeição e a insegurança que se esconde por trás do sorriso. A eles se junta Jonathan Bailey (Bridgerton), completando o triângulo amoroso.
O que torna o filme uma recomendação essencial é sua capacidade de ser um espetáculo grandioso com uma história íntima. É uma obra para quem ama musicais, mas também para quem ama histórias sobre amizade, preconceito e a coragem de ser diferente.
Wicked nos deixa com uma lição poderosa. A história não é escrita pelos justos, mas pelos populares. E, às vezes, a única diferença entre uma bruxa má e uma heroína é quem está segurando a caneta.
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