A adaptação de The Housemaid não só resgatou Sydney Sweeney de uma sequência de fracassos em 2025, como também colocou o nome da atriz em um patamar inédito de popularidade e renda. Em menos de dois meses de exibição global, o longa já acumula estimados US$ 383 milhões, superando o recorde que pertencia a Once Upon a Time in Hollywood desde 2019.
O triunfo coroa um ano turbulento para Sweeney, marcado por controvérsias publicitárias e lançamentos que murcharam na bilheteria. Agora, o suspense dirigido por Paul Feig faz barulho positivo e devolve à estrela de Euphoria o status de aposta segura para os estúdios.
Recorde histórico, números robustos e comparação com Tarantino
Dados da Lionsgate confirmam que The Housemaid bateu US$ 383 milhões mundialmente, quantia que já ultrapassa os US$ 377 milhões obtidos por Once Upon a Time in Hollywood em seu lançamento original. A contagem de Tarantino subiu para US$ 393 milhões após um relançamento em 2024, mas o estúdio considera apenas o ciclo inicial de cada filme para efeito de recorde.
O feito ganha peso extra quando se lembra que, no longa de Tarantino, Sweeney interpreta a coadjuvante “Snake”, uma das seguidoras de Charles Manson. Em The Housemaid, ela segura a narrativa sozinha como a protagonista Millie Calloway. Essa virada de posição — de figura secundária a centro da trama — evidencia o alcance da atriz e reforça o impacto comercial do novo projeto.
Com orçamento enxuto de US$ 35 milhões, a produção já multiplicou receita em mais de dez vezes, caso raro entre thrillers para maiores de idade. Na estreia, o filme enfrentou Avatar: Fire and Ash e saiu apenas em terceiro lugar. Porém, o boca a boca fez efeito: a queda de 19,5% no segundo fim de semana indica fôlego de longa duração.
Atuação de Sydney Sweeney e química do elenco
A performance de Sweeney em The Housemaid é apontada como o principal motor de engajamento. Ao viver Millie, uma empregada que se envolve em segredos escusos de uma família rica, a atriz alterna vulnerabilidade e ousadia numa intensidade que lembra clássicos eróticos dos anos 80 e 90. Essa entrega conquistou 92% de aprovação no Popcornmeter, segundo maior índice da carreira da artista.
A química entre Sweeney e Amanda Seyfried, que interpreta a enigmática Nina Winchester, oferece equilíbrio entre confronto psicológico e tensão sexual. Brendan Sklenar e Michele Morrone completam o quarteto central, sustentando subtramas que mantêm o mistério em alta até a virada final — elemento elogiado pelos críticos como “grande reviravolta divertida”.
Mesmo em aparições pontuais, os coadjuvantes ampliam a sensação de paranoia doméstica, gerando empatia ou repulsa conforme a revelação de cada segredo. Esse conjunto cria ritmo envolvente e supera o problema de algumas obras recentes do gênero, que apostam só no choque visual.
Direção de Paul Feig e roteiro de Rebecca Sonnenshine
Conhecido por comédias como Missão Madrinha de Casamento, Paul Feig revisita aqui os moldes dos thrillers adultos, mas sem perder a elegância visual. A câmera acompanha Millie pelos corredores claustrofóbicos da mansão Winchester, transformando espaços cotidianos em labirintos de suspeita.
Imagem: Divulgação
O roteiro assinado por Rebecca Sonnenshine — adaptando o best-seller de Freida McFadden — equilibra diálogos diretos com pistas sutis. A roteirista dosa informações de modo que o público suspeite de todos os personagens, mas sem descartar reviravoltas orgânicas. Esse design narrativo explica a boa recepção no Rotten Tomatoes, onde o filme marca 74%.
A construção de atmosfera também se beneficia da trilha minimalista e da fotografia que alterna tons quentes e frios, reforçando o contraste social entre a empregada e seus patrões. A soma desses elementos eleva The Housemaid acima de produções recentes que tentaram, sem sucesso, ressuscitar o suspense erótico.
Reação do público, Popcornmeter e futuro da franquia
Enquanto a bilheteria dispara, a plateia demonstra envolvimento raro para o gênero. O Popcornmeter em 92% aponta que o longa agrada mais aos espectadores do que à crítica especializada, situação semelhante à de títulos como GOAT, que surpreenderam na bilheteria graças ao boca a boca.
O estúdio já confirmou a continuação baseada em The Housemaid’s Secret, com filmagens previstas para 2026 e retorno de Feig e Sweeney. A expectativa é manter o mesmo orçamento contido e repetir a estratégia de exibição ampla, apostando na familiaridade do público com Millie Calloway.
Paralelamente, Sydney Sweeney volta a viver Cassie Howard em Euphoria a partir de 12 de abril de 2026. Também estão em pré-produção os longas Scandalous e Custom of the Country, enquanto o live-action Gundam seleciona elenco. A agenda cheia sugere que o sucesso de The Housemaid não é ponto fora da curva, mas parte de uma transição definitiva da atriz para papéis protagonistas no cinema.
Vale a pena assistir The Housemaid?
Para quem busca um suspense com clima retrô, reviravolta marcante e performances intensas, The Housemaid entrega exatamente o que promete. A interpretação segura de Sydney Sweeney sustenta a narrativa, enquanto Paul Feig orquestra tensão sem recorrer a sustos fáceis. O resultado é um entretenimento eficiente que justifica o recorde de bilheteria e consolida a atriz como força dominante no gênero.
Com isso, o Salada de Cinema acompanha de perto a escalada do filme, já de olho no próximo capítulo dessa história que, ao que tudo indica, ainda tem muito a render nas telas e nas bilheterias.



