Supergirl estreou nos cinemas em 26 de junho de 2026, trazendo Kara Zor-El de volta às telas pela primeira vez desde o filme de 1984. O segundo longa-metragem do novo DCU de James Gunn adapta a minissérie em quadrinhos Supergirl: Woman of Tomorrow, escrita por Tom King e ilustrada por Bilquis Evely, publicada a partir de junho de 2021.
Resumo rápido
- Estreia: 26 de junho de 2026, nos cinemas
- Protagonista: Milly Alcock como Kara Zor-El / Supergirl
- Elenco: Jason Momoa (Lobo), Eve Ridley (Ruthye), Matthias Schoenaerts, Emily Beecham, David Corenswet (Superman)
- Direção: Craig Gillespie | Roteiro: Ana Nogueira
- Fonte da adaptação: minissérie Woman of Tomorrow (Tom King e Bilquis Evely, 2021), indicada ao Eisner Award em 2022
- Reações iniciais: 59% no Rotten Tomatoes (crítica) e 77% no Popcornmeter (audiência), segundo dados do Screen Rant
A HQ que virou filme: o que é Woman of Tomorrow
A minissérie tem oito edições e começa de um jeito que chama atenção logo na primeira página: Kara Zor-El completando 21 anos, sozinha, bêbada, em um planeta distante. Nada de heroína animada ou cheerleader cósmica.
A proposta de Tom King era clara desde o início. Kara viu Krypton morrer devagar — diferente do primo, que era bebê quando o planeta explodiu e não guarda memória da destruição. Esse peso é o que define o tom da HQ: uma personagem marcada por luto real, não por trauma genérico de origem.
A história principal envolve Ruthye Marye Knoll, uma jovem alienígena que busca Kara para ajudá-la a encontrar Krem of the Yellow Hills, o assassino de seu pai. O que começa como uma missão de vingança vira uma travessia pelo espaço com ação, desenvolvimento de personagem e uma amizade construída aos poucos entre as duas.
Críticos receberam bem a minissérie: ela foi indicada ao Eisner Award de Melhor Série Limitada em 2022, um dos prêmios mais importantes dos quadrinhos americanos. Muitos leitores a consideram a melhor história já publicada sobre a personagem.

Por que essa HQ era o ponto de partida ideal para o DCU
Adaptar Woman of Tomorrow resolve um problema que qualquer primeiro filme de Supergirl teria: como apresentar Kara sem repetir o que Superman já fez.
O filme de 2025 com David Corenswet mostrou um Clark Kent que acredita no bem em todo mundo, que nunca perdeu uma batalha e que o mundo recebe de braços abertos. É um retrato quase sem arestas. Kara é o oposto disso: ela conhece a crueldade de perto, perdeu amigos, família e a memória viva de um planeta inteiro.
O trailer do filme resumiu bem essa diferença com uma fala de Kara: “Ele vê o bem em todos, e eu vejo a verdade.” Não é antagonismo, é contraste. E contraste é exatamente o que o DCU precisava para justificar os dois personagens dividindo o mesmo universo sem um parecer cópia do outro.
Se o primeiro filme da Supergirl fosse apenas mais uma origem heroica com a personagem descobrindo poderes e salvando o dia com entusiasmo, o resultado seria redundante. Woman of Tomorrow entrega outro ponto de entrada: uma heroína que já conhece o peso do que é ser alienígena num universo hostil.
Você pode conferir mais sobre como Kara se encaixa na linha do tempo do novo universo no nosso guia sobre a ordem cronológica do DCU com a estreia de Supergirl.

O que o filme muda em relação à HQ
A adaptação mais discutida é a inclusão de Jason Momoa como Lobo, o caçador de recompensas de Czarnia. O personagem não aparece na minissérie original, mas há um motivo para isso: segundo informações atribuídas à equipe criativa, Tom King e Bilquis Evely planejavam incluí-lo, mas a DC pediu que ficasse de fora porque tinha outros planos para o personagem na época.
Na prática, isso significa que Lobo não foi encaixado à força no roteiro só para ter um nome extra no cartaz. Há uma lógica narrativa para ele estar ali, mesmo que fora dos quadrinhos.
Superman também aparece no filme, o que não acontece na HQ. Nesse caso, a função é mais de conexão entre os filmes do que de peso narrativo — e, segundo o Screen Rant, a participação não é exagerada.
Outra mudança é a narração. Na HQ, quem conta a história é Ruthye, o que dá à minissérie uma perspectiva externa sobre Kara, quase como se fosse um relato oral de uma aventura épica. O filme abandona esse recurso, o que faz sentido do ponto de vista de foco: com Lobo já dividindo cenas com Kara, colocar Ruthye como narradora tiraria ainda mais espaço da protagonista.
Pode ser uma perda real para quem amou a HQ. A relação entre as duas personagens é um dos pontos mais fortes da minissérie, e a narração de Ruthye ajudava a construir isso de um jeito que o cinema terá que alcançar por outros meios.
Milly Alcock e o elenco de Supergirl 2026
Milly Alcock já era conhecida do público de fantasia por seu trabalho em A Casa do Dragão. Ela apareceu brevemente em Superman (2025) antes de assumir o papel de protagonista aqui. A escolha foi bem recebida por fãs e parte da crítica, que vê na atriz capacidade para carregar o tom mais sombrio que a personagem exige nessa versão.
Eve Ridley vive Ruthye Marye Knoll, a jovem alienígena que se torna parceira de Kara na missão. Matthias Schoenaerts e Emily Beecham completam o elenco principal, enquanto David Krumholtz aparece em papel de apoio. David Corenswet retorna como Superman em participação especial.
A direção ficou com Craig Gillespie, conhecido por Eu, Tonya e Cruella. O roteiro é de Ana Nogueira. James Gunn e Peter Safran produziram pelo DC Studios, com distribuição da Warner Bros. Pictures.
As expectativas para Supergirl dentro do plano do novo DCU
As reações iniciais mostram um filme que divide opiniões: 59% na crítica e 77% entre o público nos primeiros dados de agregadores, segundo o Screen Rant. Divergência entre crítica e audiência não é novidade no gênero, e o número do Rotten Tomatoes ainda pode mudar com mais resenhas.
O que fica claro, independentemente da recepção final, é que a escolha de Woman of Tomorrow como base foi uma aposta com lógica. A HQ tem reconhecimento, diferencia Kara de Clark de forma concreta e oferece uma estrutura de aventura espacial que abre caminho para histórias futuras sem depender de um vilão do calibre de Lex Luthor ou de uma ameaça de escala planetária logo na estreia.
Se o filme funciona ou não como adaptação é outra conversa — e você pode conferir nossa análise completa em nossa crítica de Supergirl: Woman of Tomorrow. Mas como ponto de partida para uma personagem que o cinema ainda não tratou direito, a escolha da minissérie de Tom King dificilmente poderia ser mais acertada.
Fonte principal: screenrant.com. Informações complementares: Variety, Ingresso.com.






