Os leitores de One Piece vão precisar de paciência redobrada em 2026. Depois de um hiato prolongado no fim de 2025, o capítulo 1171 finalmente estreia em 18 de janeiro – e, logo em seguida, a série entra em nova pausa. O intervalo, já confirmado pela equipe editorial, adia o aguardado capítulo 1172 para 1º de fevereiro.
Embora os fãs estejam acostumados a pequenas interrupções, a sequência de hiatos entre dezembro e janeiro surpreende pelo volume: serão apenas dois capítulos oficiais de One Piece publicados no primeiro mês do ano. A decisão atende tanto ao calendário da revista Weekly Shonen Jump quanto ao ritmo de trabalho de Eiichiro Oda, que vem intercalando três semanas de produção com uma de descanso.
Cronograma de lançamentos: o que muda em janeiro
O calendário ficou claro e definitivo. O capítulo 1171 chega às plataformas digitais da Shonen Jump às 12h (JST) de 18 de janeiro de 2026 – 11h no horário de Brasília. Logo depois, a série interrompe a publicação regular e volta apenas em 1º de fevereiro, já com o 1172.
Para quem acompanha a obra desde o começo, não chega a ser novidade ver One Piece ausente da revista durante o inverno japonês. Feriados nacionais e a pausa editorial de Ano-Novo reduzem a quantidade de edições semanais. A diferença, desta vez, é que o hiato da revista se soma ao descanso agendado pelo próprio Oda, criando uma lacuna de duas semanas sem material inédito.
Por que a pausa de One Piece é necessária?
Dois fatores se sobrepõem neste caso. O primeiro é institucional: a Shonen Jump faz uma breve paralisação todo mês de janeiro em virtude das celebrações de Ano-Novo. Nenhum dos mangakás da casa publica durante esse período, e o mesmo se repetiu em 2024 e 2025.
O segundo fator é pessoal. Aos 51 anos, Oda adotou um ciclo de trabalho menos extenuante, intervalando a produção de três capítulos com uma semana de folga. Esse esquema, iniciado em 2024, permanece inalterado mesmo quando a revista faz seus próprios hiatos. Portanto, se a Jump para duas semanas e Oda pausa na semana seguinte, o buraco parece maior para o leitor – mas segue o planejamento original do autor.
Impacto narrativo: ritmo mais lento, expectativa mais alta
Dentro da história, One Piece vive o clímax do arco de Elbaf, parte central da Saga Final. Os últimos capítulos revelaram o mural de Harley, a intriga envolvendo os Holy Knights e a conexão de Loki, príncipe amaldiçoado, com a Marinha. Ao cortar a ação no meio de um flashback, o hiato potencializa a ansiedade dos fãs que aguardam o retorno aos acontecimentos em tempo real.
Imagem: Rei Penber/Game
Além disso, a pausa de One Piece acaba “estendendo” artificialmente cada cliffhanger. Luffy segue fora de cena, e as batalhas pendentes contra Imu e os gigantes Domi Reversid ficam congeladas. Em contrapartida, a interrupção dá ao mangaká a chance de ajustar guias de roteiro e manter a consistência no desenvolvimento de tantos personagens ao mesmo tempo.
O que esperar do capítulo 1172 e do arco de Elbaf
Quando retornar em 1º de fevereiro, One Piece deve encerrar o flashback de Loki. A tendência é que Oda volte o foco para Luffy e sua tripulação, já posicionados em Elbaf para um confronto de grandes proporções. Analistas apostam que o capítulo 1172 seja o ponto de virada, transformando revelações históricas em ação direta.
Também há curiosidade sobre como Oda lidará com o ajuste de escala. A presença de Imu e dos Holy Knights sugere conflitos que ultrapassam o escopo de um arco regular. Muitos leitores enxergam Elbaf como o passo definitivo rumo ao tesouro One Piece, o que faz da pausa de One Piece em janeiro uma espécie de “silêncio tenso” antes da tempestade narrativa.
Vale a pena acompanhar One Piece em 2026?
Apesar do ritmo mais espaçado, acompanhar One Piece continua recompensador para quem aprecia construções longas e revelações cuidadosas. Oda mantém a mão firme nos diálogos e no equilíbrio entre humor e tensão. Se o leitor tiver disciplina para lidar com as pausas – e consciência de que o autor precisa delas pela saúde –, a experiência permanece única.
Para o Salada de Cinema, a recomendação é clara: vale sim reservar espaço na agenda para o retorno do capítulo 1172. Mesmo que os hiatos sejam inevitáveis, o detalhamento crescente do universo, aliado à consistência visual e narrativa, justifica cada página lida.



