Vinte e cinco anos depois que Wes Craven reinventou o terror, a máscara do Ghostface está de volta. Pânico (2022), o quinto filme da franquia, não é um remake; é uma “requel” autoconsciente que entende perfeitamente o legado que carrega. O filme, agora disponível no Paramount+, é uma carta de amor aos fãs.
A obra de 1 hora e 55 minutos nos leva de volta a Woodsboro. A nova geração de adolescentes de Pânico (2022) é o alvo, mas são os sobreviventes originais que carregam as cicatrizes. O resultado é um slasher que te faz pular da cadeira, mas também te faz sorrir com suas regras atualizadas para a era do “terror elevado”.
A história de Pânico (2022)
Uma nova série de assassinatos brutais choca a pacata cidade de Woodsboro. E, sim, o assassino usa a máscara do Ghostface e telefona para suas vítimas com perguntas sobre filmes de terror.
A diferença? Os novos alvos são parentes dos assassinos originais. Isso força Sam Carpenter, a irmã mais velha do novo grupo, a retornar à cidade que ela odeia. Ela sabe que não pode enfrentar isso sozinha.
Desesperada, ela busca a ajuda das únicas pessoas que já passaram por isso e sobreviveram: Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley. A velha guarda precisa se unir ao novo sangue para tentar parar um assassino que conhece (e ama) as regras do original.
A nostalgia como arma: um slasher que sabe que é um filme
Pânico (2022) entende que sua maior força é a nostalgia. O filme não tenta ser uma obra de arte; é um “filme delicioso”, como bem disse um fã. Ele é recheado de pistas falsas, homenagens ao original e um final que, embora não seja revolucionário, é totalmente coerente com a proposta.
A direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (do ótimo Casamento Sangrento) captura o espírito de Wes Craven. Eles sabem como equilibrar o suspense genuíno com a sátira.
A obra se diverte ao zombar das regras do “terror elevado” da A24, ao mesmo tempo em que constrói mortes genuinamente brutais. É um filme feito por fãs, para fãs.
O elenco e a produção que unem duas gerações de Woodsboro
A direção de Pânico (2022) é de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. O roteiro é de James Vanderbilt e Guy Busick. A obra se sustenta na ponte entre as duas gerações. O novo elenco, liderado por Melissa Barrera e Jenna Ortega, funciona bem como a “nova carne” para o assassino.

Mas o coração do filme está no retorno do trio original. Neve Campbell (Sidney Prescott), Courteney Cox (Gale Weathers) e David Arquette (Dewey Riley) trazem um peso emocional para a trama.
Não são mais adolescentes; são sobreviventes exaustos, e é no olhar cansado de Dewey que vemos o custo real de viver em um filme de terror. Com nota 6.3/10 no IMDb, a obra não é para o Oscar. É para quem ama a franquia e quer se divertir com um slasher inteligente que respeita suas raízes.
Pânico (2022) nos deixa com a regra de ouro atualizada: nunca, jamais, mexa com os clássicos, a não ser que você saiba exatamente o que está fazendo. E, felizmente, eles sabiam.
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