O que é mais assustador do que um monstro? Um monstro que você não consegue ver. O Homem Invisível, o suspense de 2020 que pegou o mito clássico e o transformou em um filme de horror sobre abuso e paranoia, acaba de retornar ao catálogo da Netflix.
Com 2 horas e 5 minutos, a produção é uma experiência de alta tensão e detalhes. O Homem Invisível é um filme que te agarra pela premissa: lutar por sua vida contra um sociopata que pode estar em qualquer lugar, exceto onde você pode vê-lo.
Qual é a história de O Homem Invisível
A história não começa com a ficção científica, mas com a fuga. Cecilia (Elisabeth Moss) vive em uma mansão isolada com seu namorado, um rico e sociopata cientista especializado em óptica. Ela planeja sua fuga há tempos e consegue escapar, mesmo que o plano dê errado.
Dias depois, ela recebe uma notícia surpreendente: o ex se suicidou e deixou uma herança milionária. Mas Cecilia sabe que o homem não era simples nem burro. Ela não acredita na morte dele.
Logo, ela passa a ter experiências aterrorizantes e sobrenaturais, convencida de que ele criou uma máquina que o tornou invisível e que agora a matará de vez. Ela precisa lutar para provar que está sendo perseguida por um monstro que ninguém mais consegue enxergar.
Análise do filme
O Homem Invisível funciona como um mestre do terror psicológico. O diretor Leigh Whannell (Sobrenatural, Upgrade) usa a invisibilidade como uma metáfora brilhante para o abuso e o “gaslighting” (a manipulação mental).
O filme não te assusta com o que aparece na tela, mas com o que não aparece. A tensão é construída nos espaços vazios, nos momentos de silêncio e nas câmeras que vasculham quartos vazios.
A obra se concentra na performance de sua protagonista. A trilha sonora e os momentos de silêncio contrastando com a expressividade de Elisabeth Moss são marcantes. O filme é uma releitura criativa e interessante que transforma a paranoia em um perigo palpável.
Elenco e produção
O Homem Invisível é escrito e dirigido por Leigh Whannell, que mostra sua experiência no gênero de horror (tendo co-criado a franquia Jogos Mortais).
Vivendo a protagonista, Cecilia, encontramos Elisabeth Moss, que já dominou o drama psicológico em The Handmaid’s Tale e Mad Men. Aqui, ela entrega uma atuação visceral; construindo a protagonista com uma exaustão que se transforma em fúria de sobrevivência.
Já Oliver Jackson-Cohen (Adrian Griffin) é o marido sociopata que nunca está realmente ausente. Sua presença é sentida através do olhar de Moss, e essa tensão não precisa de tempo de tela.
Por fim, Storm Reid (Sydney Lanier) é o contraponto, a aliada que tenta manter a sanidade da protagonista. O filme é um thriller que te prende por sua tensão e detalhes.
Vale a pena assistir

Sim, O Homem Invisível é um filme que vale a pena. É um terror psicológico de alta tensão e com cenas marcantes. O filme é uma obra que consegue te prender pela premissa criativa e pela atuação convincente de Elisabeth Moss.
Ele te faz procurar imagens que configurem a presença do marido sociopata e dominador, transformando o espectador em cúmplice da paranoia da protagonista.
A obra é um terror que se sustenta na performance e na inteligência do roteiro. Se você curte um thriller que te faz questionar o que é real, este filme está na Netflix.
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