Em uma cidade onde o destino de todo homem era o fundo de uma mina de carvão, um garoto olhou para o céu e sonhou com as estrelas. Essa é a premissa de O Céu de Outubro, o drama inspirador que está emocionando os assinantes da Netflix.
Baseado em uma história real e protagonizado por um jovem Jake Gyllenhaal, o filme de 1999 é um clássico do cinema “feel-good”. É uma daquelas raras produções que te fazem sair da sessão com a sensação de que, com um pouco de coragem e os amigos certos, qualquer coisa é possível. Se nunca viu O Céu de Outubro, agora é a hora.
A história de O Céu de Outubro
A narrativa nos transporta para Coalwood, West Virginia, em 1957. A vida na cidade gira em torno da mina de carvão. O futuro dos garotos, como o de seus pais antes deles, parece estar escrito em pedra: descer para a escuridão.
Tudo muda em uma noite de outubro. O satélite soviético Sputnik cruza o céu estrelado, um pequeno ponto de luz que captura a imaginação de Homer Hickam.
Obcecado pela ideia de construir seus próprios foguetes, ele se une a três amigos, os “nerds” da cidade. Com o apoio relutante de uma professora inspiradora, eles começam a transformar a sucata da cidade em máquinas que desafiam a gravidade.
A maior barreira em O Céu de Outubro, no entanto, não é a ciência, mas o pai de Homer, o chefe da mina, um homem prático que vê o sonho do filho como uma traição ao único modo de vida que ele conhece.
Um drama que acelera em vez de se arrastar
O que eleva o filme é que, apesar de ser um drama, ele tem a alma de um filme de aventura. A direção de Joe Johnston, vindo de filmes como Jumanji, entende de ritmo.
Ele filma os testes dos foguetes não como experimentos científicos, mas como eventos cheios de suspense e, muitas vezes, de comédia explosiva. O coração do filme, no entanto, é a relação entre Homer e seu pai.
Não é um conflito de bem contra mal, mas de dois mundos que não conseguem se comunicar: o pai que vê a segurança na terra e o filho que vê a liberdade no céu. O roteiro é ágil e nunca se afasta da história, criando uma experiência recompensadora.
O elenco e a produção que deram ignição a um clássico inspirador
Imagem: Divulgação/O Céu de Outubro – Universal Pictures
A direção de O Céu de Outubro é de Joe Johnston (Capitão América: O Primeiro Vingador). A produção se beneficia de um elenco que trata a história real com respeito.
Jake Gyllenhaal, em um de seus primeiros papéis principais, constrói um Homer não como um gênio, mas como um sonhador teimoso; sua determinação é mais visível em seu olhar obstinado do que em grandes discursos.

Chris Cooper interpreta o pai, John Hickam, com uma dureza que esconde uma preocupação profunda; é uma performance que exibe o retrato de um homem que ama o filho, mas teme o mundo para o qual não pode prepará-lo.
E Laura Dern, como a professora Miss Riley, é a personificação da esperança, a única adulta que enxerga o potencial dos garotos além da mina.
O Céu de Outubro nos deixa com uma lição simples: o caminho para as estrelas, às vezes, começa com os pés firmes no chão, em uma pequena cidade que todos disseram que você nunca deixaria. O filme está na Netflix.
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