O primeiro beijo deveria ser um salto no escuro, um mistério. Mas para o protagonista de Amor ao Primeiro Beijo, a comédia romântica que se tornou o numero um da Netflix, é um spoiler completo.
A produção espanhola, com 1 hora e 36 minutos, pega uma premissa de alta fantasia e a joga no meio de uma história sobre amizade e escolhas impossíveis. Amor ao Primeiro Beijo é um filme que pergunta: se você soubesse como termina, ainda teria a coragem de começar?
A história de Amor ao Primeiro Beijo: o beijo que revela tudo (e estraga tudo)
Aos 16 anos, Javier descobre seu “dom” da pior maneira: ao beijar uma garota pela primeira vez, ele vê um flash-forward de todo o relacionamento, do primeiro “eu te amo” à dolorosa separação.
Assustado, ele passa a vida adulta usando seu poder para evitar o sofrimento, tornando-se um mestre em primeiros encontros que nunca levam a um segundo.
Sua vida de desapego calculado é virada de cabeça para baixo quando, em uma festa, ele acidentalmente beija Lucía. O problema? Ela é a namorada de seu melhor amigo. O segundo problema? A visão que ele tem é a de um futuro feliz e perfeito, o amor que ele passou a vida inteira evitando.
Uma comédia romântica com a alma de um episódio de ‘Black Mirror’
O que eleva Amor ao Primeiro Beijo é que o filme usa sua premissa fantástica não para o espetáculo, mas para explorar um dilema terrivelmente humano: a paralisia de saber demais. A obra se transforma em uma espécie de episódio de Black Mirror com coração, onde a tecnologia é um poder sobrenatural.
O humor, como bem notou um espectador, não vem de piadas forçadas, mas do pânico de um homem que recebeu a resposta errada para a pergunta que nunca fez.
O roteiro é inteligente o suficiente para entender que a verdadeira questão não é “com quem ele fica?”, mas “o que ele faz com a informação que tem?”. O final surpreendente é a prova de que a obra leva sua premissa a sério.
O elenco e a produção que dão um rosto ao pânico e à paixão
O roteiro da comédia romântica espanhola, Amor ao Primeiro Beijo, é de Cristóbal Garrido e Adolfo Valor. A produção se apoia na química de seus protagonistas.

Álvaro Cervantes, no papel de Javier, conhecido por papéis dramáticos, constrói um personagem que é, ao mesmo tempo, charmoso e patético em sua indecisão.
Já Silvia Alonso, como Lucía, cria uma personagem que não é apenas o objeto do desejo, mas uma mulher com seus próprios conflitos, que ancora a trama no mundo real. O que torna o filme uma recomendação tão forte é essa combinação de uma premissa fantástica com um drama de personagem muito real.
É uma comédia romântica para quem gosta de pensar, uma obra que te diverte e te deixa com uma pulga atrás da orelha. Se quer conferir em primeira mão se Amor ao Primeiro Beijo é de fato tão perfeita, não deixe de assisti-la na Netflix.
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