A combinação de George R.R. Martin, autor de Game of Thrones, com o diretor de Resident Evil, Paul W.S. Anderson, soa, no mínimo, inusitada. Mas, o resultado dessa união é Nas Terras Perdidas, uma aventura de fantasia e ação que chegou agora ao Prime Video.
Apesar da premissa interessante e do elenco de peso de Nas Terras Perdidas, o filme levanta uma questão importante sobre o desafio de adaptar obras literárias complexas.
A história de Nas Terras Perdidas
A narrativa do filme, conta com 1 hora e 41 minutos, é ambientada em um mundo de fantasia sombria. Uma rainha desesperada contrata os serviços de Gray Alys (Milla Jovovich), uma feiticeira temida e poderosa, para uma missão impossível: viajar para as fantasmagóricas “Terras Perdidas” e obter o poder mágico da metamorfose.
Para guiá-la e protegê-la nesta terra amaldiçoada, ela é acompanhada pelo misterioso andarilho Boyce (Dave Bautista). Juntos, eles precisam enfrentar criaturas sombrias e inimigos mortais.
No entanto, o maior perigo pode ser o próprio poder que buscam, pois cada desejo realizado pela feiticeira carrega consequências terríveis em Nas Terras Perdidas.
A crítica: uma fantasia genérica com a alma de videogame
Apesar da premissa promissora e da origem literária de peso, o filme falha em criar uma narrativa envolvente. É possível dizer que tudo parece muito roteirizado, com soluções convenientes que eliminam qualquer senso de perigo real.
A produção sofre com a falta de organicidade e com uma forte sensação de “invencibilidade” dos protagonistas, onde fica claro que o roteiro sempre os salvará no último segundo.
Logo, Nas Terras Perdidas se assemelha mais a mais do mesmo: “o bom e velho Resident Evil com outra roupagem” do que a uma adaptação do universo de George R.R. Martin.
O foco na ação do diretor se sobrepõe à construção de um mundo e de personagens complexos, resultando em uma experiência que não empolga nem envolve.
Um Time de Peso em um Terreno Instável

A direção e o roteiro são de Paul W.S. Anderson. A produção é estrelada por Milla Jovovich, sua esposa e colaboradora de longa data, e Dave Bautista (Guardiões da Galáxia).
A Nas Terras Perdidas adapta três contos do aclamado autor George R.R. Martin. A dica, portanto, é um alerta para os fãs do escritor. Aqueles que esperam a complexidade de Game of Thrones podem se decepcionar, mas os fãs do estilo de ação do diretor talvez encontrem um entretenimento passageiro.
Nas Terras Perdidas é uma aventura de fantasia que cumpre em partes sua função: entreter. Mas, dizer que é um filme espetacular, soaria forçado, assim como o roteiro.
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