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O filme Michael se tornou a maior cinebiografia da história do cinema em termos de bilheteria. Segundo dados do The Numbers, a produção deve encerrar seu décimo fim de semana em cartaz com US$ 977,4 milhões arrecadados no mundo, superando os US$ 976,8 milhões de Oppenheimer, de Christopher Nolan, que ocupava o primeiro lugar do ranking.

Resumo rápido

  • Michael acumulou US$ 977,4 milhões na bilheteria mundial em dez fins de semana
  • O resultado supera os US$ 976,8 milhões de Oppenheimer, o anterior recordista
  • Nos EUA e Canadá, o filme soma US$ 370,2 milhões; no mercado internacional, US$ 607,2 milhões
  • Jaafar Jackson vive o tio Michael Jackson; direção é de Antoine Fuqua
  • O filme está em cartaz nos cinemas; uma segunda parte já foi anunciada pelo estúdio

Como Michael chegou ao topo do ranking histórico

Dez fins de semana em cartaz. Esse foi o tempo que o biopic de Michael Jackson precisou para ultrapassar Oppenheimer e assumir o primeiro lugar entre as cinebiografias mais lucrativas de todos os tempos.

A virada não é pequena: Oppenheimer levou mais de um ano para consolidar seus quase US$ 977 milhões e saiu de cartaz como um fenômeno raro, um filme biográfico de três horas que atraiu público em escala de blockbuster. Michael Jackson trilhou um caminho parecido — mas em velocidade maior.

Imagem promocional de Michael supera Oppenheimer e se torna a maior cinebiografia da história
O filme acumula US$ 977,4 milhões na bilheteria global. (Reprodução / Michael supera Oppenheimer e se torna a maior cinebiografia da história)

Dos US$ 977,4 milhões totais, US$ 607,2 milhões vieram do mercado internacional, o que confirma que a atração pelo Rei do Pop segue sendo um fenômeno global. O desempenho doméstico, com US$ 370,2 milhões nos EUA e Canadá, também se sustentou ao longo das semanas, algo que poucos filmes conseguem manter em cartaz por tanto tempo.

O filme que quase não saiu como estava planejado

Parte do interesse em torno de Michael vem de tudo que aconteceu antes do lançamento. O corte original tinha mais de três horas e meia, e questões legais em torno de um dos acusadores do cantor impediram que determinada parte da história fosse dramatizada.

O resultado foi a divisão em duas partes. A segunda, segundo o estúdio, promete ser “grande e satisfatória” — declaração que soa como sinal verde para uma continuação com escopo ampliado.

O roteiro ficou com John Logan, que tem Gladiador e O Aviador no currículo. A direção é de Antoine Fuqua, nome conhecido por Dia de Treinamento e a franquia O Protetor. A escolha de Fuqua para conduzir uma história tão sensível foi uma das apostas mais comentadas do projeto.

Quem está no elenco de Michael

A decisão mais arriscada do casting foi escalar Jaafar Jackson, sobrinho do próprio cantor, para viver Michael adulto. A aposta funcionou para o público: a bilheteria sustentou o filme semana após semana, indicando que a performance de Jaafar não foi obstáculo para a recepção.

Juliano Krue Valdi interpreta Michael aos 9 anos, período que cobre a infância do artista no Jackson 5. No núcleo familiar, Colman Domingo vive Joe Jackson, o pai, e Nia Long interpreta Katherine, a matriarca. Miles Teller completa o elenco principal no papel de John Branca, o advogado que administrou a carreira do Rei do Pop.

Um recorde que reposiciona o gênero na indústria

Cinebiografias raramente chegam perto de US$ 1 bilhão. Bohemian Rhapsody, sobre o Queen, foi por muito tempo o maior sucesso do gênero, com cerca de US$ 910 milhões globais. Oppenheimer quebrou esse limite de forma inesperada em 2023. Agora Michael vai além.

Isso muda a percepção sobre o que um biopic pode render nas bilheterias. Estúdios provavelmente vão enxergar nesse resultado um sinal de que figuras icônicas da música e da cultura pop justificam investimentos antes reservados a franquias de super-heróis.

A segunda parte de Michael ainda não tem data oficial. O que o estúdio já confirmou é que ela virá, e com ambições proporcionais ao que o primeiro filme estabeleceu.

O que a segunda parte de Michael precisa entregar para sustentar o recorde

Com quase US$ 1 bilhão acumulados, a expectativa sobre a continuação é alta. O primeiro filme, segundo a sinopse oficial, prometeu “um retrato fascinante e honesto” do artista — e deixou de fora exatamente a parte mais controversa da história de Jackson.

A segunda parte é onde o projeto vai encontrar sua maior tensão narrativa. Entregar os conflitos que a primeira contornou, sem perder o público que ajudou a construir esse recorde, é o desafio que o estúdio terá que resolver antes mesmo de definir uma data de estreia.

Fonte: The Numbers.

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Toni Morais Ferreira editor do Salada de Cinema, cobre cinemas, séries e streaming desde 2021. Especializado em análise de séries de plataformas como Netflix, Prime Video e Paramount+, acompanha estreias, finais e bastidores com foco em cobertura aprofundada para o público brasileiro. Já analisou produções de mais de 30 países e escreve críticas, finais explicados e coberturas semanais de séries em alta.

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