James Gunn iniciou seu novo Universo DC com uma mistura curiosa de nomes pouco conhecidos e ícones de primeira grandeza. A confirmação da Tropa dos Lanternas Verdes no primeiro longa do DCU abriu caminho para Lanterns, série prevista para agosto que pretende mergulhar nesse esquadrão intergaláctico.
No lugar de aventuras cósmicas grandiloquentes, a produção coloca dois Lanternas em investigação de um assassinato no Nebraska. A proposta, mais pé no chão, deve dar espaço para o elenco brilhar e apresentar diferentes facetas dos anéis de poder. A seguir, listamos todos os membros da Tropa já garantidos na trama.
Como Lanterns expande a Tropa dos Lanternas Verdes
Gunn já declarou que a série é peça-chave na engrenagem do DCU. Mesmo antes da estreia, o projeto aumentou o número de Lanternas em cena e promete mostrar variações de poderes nunca vistas em live-action. A ambientação terrestre também favorece a construção de personagens, criando contrastes entre veteranos calejados e novatos cheios de dúvidas.
Esse pano de fundo permite uma leitura quase policial, lembrando produções que ganharam força justamente ao equilibrar fantasia e investigação. Caso a fórmula dê certo, Lanterns pode seguir o caminho de universos televisivos coesos, à maneira do Arrowverse, mas com orçamento e ambição cinematográficos.
Elenco e personagens confirmados
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Hal Jordan
Kyle Chandler assume o papel do piloto que recebeu o anel em 1959 nas HQs. No DCU, Hal é veterano e veste um uniforme claramente inspirado no design clássico. Caberá a ele treinar um novato — movimento que deve explorar o carisma contido de Chandler, visto em Friday Night Lights. Depois da recepção morna ao filme de 2011, a expectativa é ver um Hal mais seguro e com humor calibrado.
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John Stewart
Aaron Pierre, revelado em Rebel Ridge, interpreta o primeiro Lanterna Verde negro dos quadrinhos. Recém-chegado, John deve aprender a dominar o anel enquanto encara o peso simbólico de seu uniforme. A química entre Pierre e Chandler pode ser o coração dramático da série, mostrando o choque entre experiência e frescor.
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Guy Gardner
Apresentado rapidamente em Superman, Guy retorna com o tom fanfarrão típico dos quadrinhos. Nathan Fillion, parceiro frequente de Gunn, empresta seu timing cômico ao personagem. Sua participação anterior em Peacemaker provou que o ator sabe equilibrar bravata e vulnerabilidade, algo essencial para um herói que tanto irrita quanto diverte.
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Ch’p
O trailer confirma que o esquilo alienígena existe no DCU, ainda sem ator ou dublador anunciado. Mesmo que apareça apenas em referência, a simples menção já indica que Gunn não tem medo de abraçar o lado mais excêntrico da mitologia. Se ganhar tempo de tela, Ch’p pode repetir o encanto de personagens inusitados que roubam a cena em blockbusters.
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Sinestro (ex-Lanterna)
Ulrich Thomsen vive o ex-mentor de Hal, agora fora da Tropa. Conhecido por papéis intensos em The Blacklist, o dinamarquês deve trazer elegância sombria ao maior vilão desse núcleo. Como a série aborda investigação e segredos, a figura de Sinestro — armado com um anel amarelo nos quadrinhos — pode funcionar como sombra onipresente, preparando terreno para futuros conflitos.
Imagem: Divulgação
Conexões com o restante do DCU
Além de reforçar a mitologia cósmica, Lanterns liga pontos com produções já lançadas. Guy Gardner, por exemplo, aparece recrutando heróis em Peacemaker, sugerindo que a série de James Gunn manterá a linha de humor ácido. Hal Jordan, por sua vez, já circula entre a elite heroica, o que facilita crossovers com Superman ou Mulher-Maravilha.
Essa estratégia de apresentar personagens em títulos distintos antes de uni-los em narrativas maiores lembra sagas de quadrinhos que se estendem por diferentes publicações. Para o público do Salada de Cinema, acostumado a maratonar universos compartilhados, a promessa é de coesão sem abrir mão de identidade própria.
Direção e roteiro: o que esperar do tom da série
A sala de roteiristas conta com Chris Mundy e Damon Lindelof, nomes ligados a tramas cheias de reviravoltas e diálogos enxutos. A liderança na direção fica com James Hawes, que deve adotar fotografia mais sombria, adequada ao clima investigativo.
Os anéis de poder continuam gerando construções de luz dura, mas agora devem dialogar com cenas de crime e pistas deixadas em locais remotos. Esse contraste pode dar frescor visual e narrativo, afastando a lembrança do CGI datado de adaptações passadas. Além disso, a presença de personagens excêntricos, como Ch’p, promete momentos de alívio cômico sem quebrar a seriedade da trama central.
Vale a pena ficar de olho em Lanterns?
Com elenco experiente, vilões consagrados e uma abordagem que mistura investigação policial e fantasia científica, Lanterns surge como aposta sólida para quem busca histórias de super-heróis fora do padrão. A série ainda amplia o leque de representatividade ao trazer John Stewart para o centro da ação, enquanto respeita o legado de Hal Jordan.
Se James Gunn conseguir equilibrar tom e ritmo, a produção pode estabelecer a Tropa dos Lanternas Verdes como peça essencial no DCU, oferecendo um ponto de entrada acessível e empolgante para novas audiências.



