A primeira metade do arco Jogo do Abate chegou ao fim com um episódio que sacudiu o universo de Jujutsu Kaisen (Jujutsu Kaisen: The Culling Game Part 1). A conclusão deixou fãs empolgados — e confusos — diante de tantas batalhas simultâneas, reviravoltas e pontas soltas.
Sem se apoiar em Satoru Gojo, a narrativa concentrou-se na resistência de Yuji, no avanço de Yuta e na apresentação de novos conjuradores que prometem importância estratégica nas próximas fases. Abaixo, o Salada de Cinema reconstrói cada passo desse desfecho eletrizante.
Onde paramos: situação de Gojo e o início real do Jogo do Abate
A temporada encerra sem qualquer sinal de libertação do “feiticeiro mais forte”. Gojo continua preso no Reino da Prisão, informação essencial para entender o equilíbrio atual de forças: enquanto ele permanece selado, novos participantes dominam o tabuleiro.
Com o Jogo do Abate efetivamente iniciado, Shōta Goshozono direciona a trama para combates paralelos. O roteiro apresenta regras básicas — coleta de pontos e eliminação de oponentes —, mas deixa transparecer que o sentido real do torneio ainda é um segredo guardado por Kenjaku.
Yuji versus Higuruma: quando moral importa mais que poder
Logo após entrar na colônia, Yuji Itadori enfrenta Hiromi Higuruma, ex-advogado que perdeu a fé na Justiça humana. Na luta, a força física de Yuji não bastaria; o protagonista vence ao expor remorsos próprios e, assim, reacender a empatia de Higuruma.
Esse duelo é decisivo por mostrar que o torneio não recompensará apenas habilidade maldita. Higuruma, convencido pelo discurso de Yuji, entrega seus pontos, altera o andamento da classificação e se torna um eventual aliado — movimento que pode favorecer o reencontro futuro entre Yuji e Megumi.
Caos em quatro frentes: Yuta enfrenta Kurourushi, Ryu e Takako
Se o confronto de Yuji foi moral, a batalha de Yuta Okkotsu é puramente brutal. Ele lida primeiro com Kurourushi, entidade em forma de barata que tenta infectá-lo. Yuta responde utilizando técnica de reversão e liquida a criatura com relativa facilidade.
Imagem: Divulgação
Em seguida, Ryu Ishigori e Takako Uro invadem a arena. Ambos demonstram poderes ofensivos capazes de rivalizar com o protagonista de Jujutsu Kaisen, forçando uma sequência coreografada que alterna golpes corpo a corpo e rajadas de energia amaldiçoada. No ápice, Yuta derrota os dois, mas poupa suas vidas, coleta os pontos e, num gesto calculado, preserva possíveis trunfos narrativos para capítulos futuros.
Bastidores: direção de Shōta Goshozono e a promessa para a Parte 2
Com estilo que lembra cinema de ação, Goshozono utiliza cortes rápidos e enquadramentos amplos para valorizar impacto. A fotografia realça cores vibrantes nos domínios expansionistas, enquanto close-ups ressaltam tensão nos diálogos — estratégia elogiada pelo público e presente em outras produções recentes do estúdio, como a adaptação de JoJo’s Bizarre Adventure: Steel Ball Run, que sofreu críticas pela opção de lançamento na Netflix.
Embora a temporada se concentre na ação, a equipe de roteiristas planta questões que só deverão ser respondidas mais adiante: qual o verdadeiro objetivo de Kenjaku? Como o retorno de Sukuna afetará Yuji? E, sobretudo, quando o elenco da terceira temporada voltará a reunir forças para libertar Gojo?
Vale a pena continuar de olho?
A Parte 1 demonstra que Jujutsu Kaisen sabe caminhar sem depender de seu personagem mais popular. Com batalhas variadas, suspense sobre motivações e direção segura de Goshozono, o anime sustenta alta expectativa para o próximo bloco de episódios, inclusive sobre o impacto de Sukuna e a possível ascensão de Maki e Choso.
Para quem aprecia duelos bem animados e narrativas que deixam perguntas, o Jogo do Abate ainda está longe do fim — e cada ponto conquistado pelos feiticeiros promete repercussões intensas na continuação.


