Quentin Tarantino pegou o cinema B, os filmes de Kung Fu dos anos 70 e os quadrinhos japoneses e os jogou em um liquidificador. O resultado é Kill Bill — Volume 1, a obra que virou um clássico instantâneo e que agora retorna ao catálogo da Netflix.
Com uma nota de 8.2 no IMDb e 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme não é uma simples história de vingança. Kill Bill — Volume 1 é uma epopeia pop, um balé de sangue e honra, onde o exagero é tão bem feito que transcende o ridículo para se tornar incrível.
Qual é a história de Kill Bill — Volume 1?
A narrativa nos apresenta à Noiva. Ela era a assassina mais letal de um esquadrão de elite liderado por Bill. Grávida, ela decide abandonar a vida de violência e se casar em segredo.
No dia da cerimônia, seus antigos companheiros de trabalho invadem a igreja e a deixam à beira da morte. Cinco anos depois, ela acorda de um coma. O bebê se foi.
Ela está sozinha e movida por um único pensamento: vingança. A Noiva traça uma lista de cinco nomes para matar, começando pelas perigosas assassinas Vernita Green e O-Ren Ishii.
Sua jornada de caçada a leva a Tóquio, onde ela enfrenta o submundo Yakuza em uma das lutas de espada mais longas do cinema.
A análise do filme
Kill Bill — Volume 1 é a forma mais pura do cinema de gênero. Tarantino assume a loucura de sua história. Ele troca o realismo por uma paixão desmedida por artes marciais, filmes de faroeste italianos e animes japoneses.
A obra mistura forasteiros de capa, espadas de samurai e a máfia, e essa colagem caótica é a sua maior força. O filme não tem pressa. A narrativa se divide em capítulos que parecem vinhetas de um quadrinho.
A luta final no Japão, ambientada em um restaurante cheio de neon, é uma sequência de ação estilizada que se tornou lendária. A trilha sonora, que vai do rock dos anos 60 ao surf music, funciona como um DJ set que dita o ritmo do sangue.
O elenco e a produção que transformaram a vingança em arte
O filme é escrito e dirigido por Quentin Tarantino, e a história foi desenvolvida em parceria com sua musa, Uma Thurman. A obra é o seu veículo para a catarse.

Uma Thurman não interpreta A Noiva, enquanto Lucy Liu (O-Ren Ishii) é a vilã perfeita. O elenco de vilões se completa com Vivica A. Fox (Vernita Green) e David Carradine (Bill).
A presença desses nomes ajuda a construir a mitologia da trama. Para quem ama cinema de ação estilizado e diálogos memoráveis, Kill Bill é uma obra que atravessa gerações com sua fúria e criatividade.
A obra nos deixa com uma lição: quando a vingança se torna a única coisa que resta, a vida não é mais sobre o futuro. É sobre a lista de nomes. Kill Bill — Volume 1 já pode ser visto na Netflix.
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