Nos anos 90, Jim Carrey não era um ator; era um efeito especial humano. E em nenhum outro filme essa verdade é mais explosiva do que em O Máskara. O clássico da comédia, que agora pode ser visto na Netflix, é a escolha perfeita para celebrar o Dia das Crianças amanhã, 12 de outubro.
A obra de 1994 é um tornado de energia verde. O Máskara é a chance de apresentar a uma nova geração o poder caótico de um comediante no auge de sua criatividade, em uma história que parece um desenho do Looney Tunes com atores de carne e osso.
A história viciante de O Máskara
A narrativa, com 1 hora e 40 minutos, nos apresenta a Stanley Ipkiss. Ele é um bancário gentil, mas tão bom que se torna invisível. Sua vida é uma sucessão de pequenas humilhações, até que, em uma noite particularmente ruim, ele encontra uma antiga máscara de madeira boiando em um rio.
Ao colocá-la, ele se transforma. Stanley libera um ser de rosto verde, dentes enormes e um apetite por anarquia. Esse alter ego, “O Máskara”, tem o poder de distorcer a realidade e a coragem de fazer tudo o que Stanley tem medo, como confrontar seus inimigos e flertar com a deslumbrante cantora Tina Carlyle, a estrela da boate Coco Bongo.
A comédia como um efeito especial humano
O que torna o filme tão duradouro é que ele é, em sua essência, um veículo para a genialidade física de Jim Carrey. A direção de Chuck Russell parece ter uma única regra: apontar a câmera para Carrey e sair da frente.
Seu corpo se contorce como borracha, seus olhos saltam das órbitas e ele se move com a lógica elástica de um personagem de Tex Avery. Os efeitos visuais, que na época foram inovadores ao misturar CGI com a performance do ator, servem apenas para complementar o que Carrey já estava fazendo organicamente.
A obra não se leva a sério por um único segundo. É um filme que encontra pura alegria no caos, uma fantasia que existe apenas para divertir, e cumpre essa missão com uma energia que poucas comédias conseguiram replicar.
O elenco e a produção que deram vida a um furacão de comédia
A direção de O Máskara é de Chuck Russell (O Escorpião Rei). O roteiro é de Mike Werb e Mark Verheiden. O que dá vida à obra, no entanto, é seu elenco.
Jim Carrey entrega aqui uma de suas performances mais icônicas. Ele constrói um Stanley Ipkiss encolhido e patético, o que torna a explosão de seu alter ego ainda mais libertadora.

Cameron Diaz, em seu primeiro papel no cinema, não é apenas o interesse amoroso, ela personifica o glamour noir que o Máskara tanto deseja, com uma presença que ilumina a tela. E Peter Greene é o contraponto perfeito como o vilão Dorian Tyrrell, um gângster sério em um mundo de desenho animado.
Com uma nota de 7.0 no IMDb, o que torna o filme uma recomendação essencial é sua energia contagiante. É a comédia familiar perfeita, que atravessa gerações com seu humor universal.
O Máskara é uma celebração da anarquia interior. É um filme que pergunta: e se, por uma noite, você pudesse ser a versão mais barulhenta, mais engraçada e mais livre de si mesmo?
Para não perder nenhuma das principais dicas de filmes e séries, siga o TaNoStreaming no INSTAGRAM e no FACEBOOK.



