Depois de emplacar a primeira adaptação em live-action do mangá de Tsukasa Hojo no topo do ranking global de filmes não-ingleses, a Netflix bateu o martelo: City Hunter 2 chega ao catálogo em 2027. O anúncio garante o retorno do astro japonês Ryohei Suzuki ao papel do detetive particular Ryo Saeba.
A continuação, ainda sem data exata, chega alguns anos após o longa de 2024, que ficou entre os dez mais vistos em 32 países. A plataforma prepara um lançamento simultâneo mundial, estratégia que reforça a aposta nos títulos falados em japonês.
Retorno de Ryohei Suzuki e impacto da atuação
Ryohei Suzuki conquistou público e crítica ao dar vida ao “atirador galante” criado nos anos 1980. Sua performance, elogiada pelo equilíbrio entre charme e comédia, foi apontada pelo próprio Hojo como “resultado de total dedicação física e emocional”.
No novo filme, o ator promete intensificar essa dualidade: o Saeba habilidoso com armas volta ainda mais “cool” e, ao mesmo tempo, assumidamente trapalhão. A expectativa é que essa profundidade acrescente camadas ao personagem, abrindo espaço para cenas de ação mais ousadas e, claro, para o humor característico da franquia.
Direção e roteiro: o que muda na continuação
Responsável pelo primeiro longa, o cineasta Yûichi Satô repete a parceria com os roteiristas Tsukasa Hojo e Tatsuro Mishima. Segundo a Netflix, a equipe quer entregar “a versão mais essencial” da obra até aqui, mantendo o tom de thriller policial com toques de romance e comédia.
Satô já declarou que pretende filmar em locações reais de Tóquio para intensificar a atmosfera urbana. A narrativa vai explorar novos lados da capital japonesa, cenário fértil para perseguições e confrontos que valorizem as coreografias de luta e a precisão de câmera que marcaram o filme de 2024.
Novo enredo mergulha no submundo de Tóquio
Sem revelar grandes detalhes, a Netflix soltou a premissa: Ryo Saeba assume uma missão inédita nas sombras de Tóquio e cruza o caminho de uma misteriosa femme fatale. A presença dessa personagem, descrita como “irresistível e perigosa”, deve acirrar o conflito moral do protagonista — dividido entre o profissionalismo e suas conhecidas quedas românticas.
Imagem: Divulgação
O roteiro também promete expandir a dinâmica com Kaori Makimura (Misato Morita). Se o longa anterior focou na origem da dupla, agora a parceria deve ser testada por perigos maiores. Os fãs podem esperar trocas de marteladas e piadas internas que se tornaram marca registrada da obra.
Expansão da estratégia live-action da Netflix
City Hunter 2 faz parte de um pacote de produções japonesas que inclui adaptações de Yu Yu Hakusho, Mob Psycho 100 e Bleach. O resultado positivo desses títulos reforça a presença do streaming em um mercado antes dominado por lançamentos hollywoodianos.
A estreia em 2027 alinha o filme a outro lançamento de peso no mesmo ano, como o suspense estrelado por Jamie Lee Curtis, Assassinato por Escrito. Ao disputar atenção com produções internacionais, a continuação de Saeba mostra até onde a divisão japonesa da empresa pretende chegar.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem gostou do primeiro filme, a sequência traz a mesma equipe criativa, orçamento reforçado e a promessa de cenas de ação mais ambiciosas. O carisma de Ryohei Suzuki continua no centro da experiência, agora contracenando com novos antagonistas e desafios emocionais.
Se a meta da Netflix é entregar “o City Hunter definitivo”, resta acompanhar como o roteiro vai equilibrar humor, sensualidade e violência estilizada sem perder a essência do mangá. Com lançamento global garantido, o longa tem tudo para repetir — e talvez superar — o sucesso de 2024, mantendo o selo de confiança do Salada de Cinema em adaptações live-action bem cuidadas.



