Sete anos depois da versão estrelada por Kristen Stewart dividir opiniões nas salas de cinema, a franquia As Panteras (Charlie’s Angels) volta a ganhar fôlego dentro da Sony. O estúdio acaba de autorizar o desenvolvimento de um novo longa, ainda sem data para chegar aos cinemas.
Por enquanto, o projeto vive sua fase embrionária: há um roteirista contratado, rumores sobre quem produz e muitas perguntas sem resposta. Mesmo assim, o retorno da marca desperta curiosidade, principalmente pelo histórico de sucessos e tropeços que acompanham essas três investigadoras desde a TV nos anos 1970.
Retorno de As Panteras após sete anos
A confirmação veio através do The Hollywood Reporter, veículo que noticiou o avanço do estúdio em direção a mais um reboot. O movimento acontece pouco mais de um lustro depois de a versão comandada por Elizabeth Banks não ter alcançado o resultado financeiro esperado, mesmo com um elenco de peso.
Naquela ocasião, Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska assumiram as missões da Townsend Agency, mas o público não respondeu como previsto. O longa fechou bilheteria considerada modesta, cenário que esfriou planos de sequência. A decisão de insistir na marca indica que a Sony ainda vê valor no conceito e acredita que há espaço para reinvenção.
Pete Chiarelli assume o roteiro
Para essa nova tentativa, o estúdio escalou Pete Chiarelli, roteirista conhecido por A Proposta (2009) e Podres de Ricos (2018). Seu currículo aponta para uma combinação de ritmo cômico e olhar contemporâneo, características que podem ajudar a franquia a conversar com a geração que consome ação temperada com humor.
Chiarelli terá o desafio de equilibrar nostalgia e inovação. Desde Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith — estrelas originais entre 1976 e 1981 — o trio de agentes sempre refletiu a imagem de mulheres independentes da época. Atualizar essa identidade sem diluir a essência será parte fundamental do trabalho do roteirista, especialmente depois das críticas mistas que cercaram o filme de 2019.
Histórico da franquia e atuações marcantes
As Panteras nasceram na televisão sob produção de Aaron Spelling e rapidamente se transformaram em símbolo pop. Cada encarnação trouxe novas atrizes, e o desempenho do elenco ajudou a manter o interesse do público. No cinema, o primeiro salto ocorreu em 2000, com Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. A química entre elas, somada à direção de ação pulsante, rendeu US$ 264,1 milhões na época — algo próximo de US$ 493 milhões hoje.
Três anos depois, As Panteras: Detonando buscou repetir a fórmula. Embora não tenha alcançado o mesmo brilho do original, consolidou o carisma de Diaz e Liu em papéis de ação e reforçou Barrymore também como força nos bastidores. Agora, um informante ligado à produção afirma que a atriz pode retornar como produtora por meio da Flower Films, informação ainda não confirmada pela Sony.
Imagem: Divulgação
A comparação entre as performances de cada geração é inevitável. Stewart, Balinska e Scott entregaram química em 2019, mas enfrentaram um roteiro que não convenceu parte da audiência. Caso Barrymore de fato assine a produção, espera-se que sua experiência diante e atrás das câmeras ajude a moldar personagens mais robustas, evitando repetição de problemas anteriores.
Expectativas de produção e o que ainda falta definir
Diferentemente de 2000, quando o projeto já nasceu com trio definido e equipe técnica completa, o novo filme ainda não tem diretor, elenco ou mesmo cronograma fechado. A Sony preferiu manter silêncio, indicando que as negociações seguem em sigilo. Essa estratégia lembra o cuidado que outras franquias têm adotado após resultados aquém do previsto; basta ver o que está acontecendo com o próximo capítulo de Pânico, citado por aqui quando Scream 7 decidiu repensar a pegada meta-humor.
Outro ponto em aberto diz respeito à parceira de produção. Em 2000, a Columbia Pictures — subsidiária da Sony — assumiu a dianteira. Caso Drew Barrymore volte com a Flower Films, veremos uma mescla de veterania interna com olhar de alguém que entende intimamente o universo das Panteras. Para o público, essa combinação pode significar fidelidade ao espírito da série clássica, mas também a possibilidade de correções nos aspectos criticados da versão mais recente.
Vale a pena ficar de olho?
Embora os detalhes sejam escassos, a movimentação inicial já indica um esforço da Sony para resgatar o peso cultural de As Panteras. O envolvimento de Pete Chiarelli sugere que o roteiro deve priorizar diálogos ágeis e personagens bem delineadas, elementos que faltaram na última passagem pelo cinema.
Outro fator de interesse é a possível volta de Drew Barrymore nos bastidores. Seu histórico de sucesso com o trio original e sua proximidade com o material podem servir de ponte entre fãs antigos e novos espectadores. Caso se confirme, o projeto ganha um selo extra de credibilidade.
Salada de Cinema continuará acompanhando cada passo desse desenvolvimento. Até que o elenco seja anunciado e a data de estreia oficial divulgada, resta aos fãs revisitar as múltiplas encarnações já disponíveis e especular quais atrizes terão a missão de renovar a ação, o humor e a camaradagem que transformaram As Panteras em sinônimo de entretenimento há quase meio século.


