Timothée Chalamet escolheu seu próximo passo em Hollywood e, desta vez, ele divide a cadeira de produtor com Brad Pitt. A dupla vai levar às telas Playground, best-seller de Richard Powers que explora os limites da inteligência artificial.
O projeto, ainda sem cronograma definido, será desenvolvido pela Plan B, produtora de Pitt, ao lado de Chalamet e do agente Brian Swardstrom. Caso deseje, o ator de Duna pode assumir também o papel principal, mas o contrato com a Warner Bros. Pictures permanece em aberto.
Romance focado em IA e decadência de um império tecnológico
Lançado em 2024, Playground coloca os holofotes sobre Todd Keane, bilionário criador de uma plataforma inspirada no Reddit que enfrenta demência com corpos de Lewy. A obra alterna lembranças de infância, anos de universidade e a ascensão do império digital construído pelo protagonista.
A presença da inteligência artificial permeia todo o enredo, servindo de combustível tanto para o crescimento da empresa quanto para os dilemas éticos de Keane. O livro foi finalista do Booker Prize, premiação que consagrou Orbital, de Samantha Harvey, no mesmo ano.
Timothée Chalamet: sequência de indicações e experiência como produtor
Mesmo antes de Playground, Chalamet já vinha acumulando créditos por trás das câmeras. Ele assinou a produção de Bones and All, A Complete Unknown e Marty Supreme, projeto que lhe rendeu indicações ao Oscar, BAFTA e Actor Awards, além de vitórias no Globo de Ouro e Critics’ Choice.
Na mais recente cerimônia do Oscar, o ator disputou a estatueta de Melhor Ator por Marty Supreme, mas viu Michael B. Jordan levar o prêmio por Sinners. No mesmo páreo estavam Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke e Wagner Moura. Ainda em frente às câmeras, Chalamet retorna como Paul Atreides em Duna: Parte III, marcada para 18 de dezembro de 2026.
Brad Pitt e Plan B: selo de prestígio no comando
Comandada por Pitt, a Plan B acumula sucessos como 12 Years a Slave, vencedor do Oscar de Melhor Filme. O ator também carrega uma estatueta de Melhor Ator Coadjuvante por Era uma Vez em… Hollywood e créditos inesquecíveis em Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button e Moneyball.
Imagem: Divulgação
Na última temporada de premiações, F1 — longa que Pitt estrelou e produziu — conquistou o Oscar de Melhor Som e ainda concorreu a Filme, Montagem e Efeitos Visuais. A associação de Pitt ao novo projeto reforça o peso que Playground deve receber no mercado.
Direção, roteiro e próximos passos de Playground
Ainda não há nome de diretor ou roteirista confirmado. Nos bastidores, comenta-se que a escolha deve respeitar o tom cerebral de Richard Powers, autor que já foi laureado com o Pulitzer de Ficção, National Book Award e MacArthur Fellowship.
Assim que a Warner Bros. oficializar o elenco e a equipe, detalhes sobre cronograma de filmagens e previsão de estreia devem ser divulgados. Enquanto isso, o mercado especula se Chalamet aceitará o desafio de interpretar Todd Keane, personagem com camadas que exigem tanto vigor físico quanto sutileza emocional.
Vale a pena ficar de olho?
Playground reúne três elementos que costumam atrair o público do Salada de Cinema: um texto literário premiado, a presença magnética de Timothée Chalamet e a experiência de Brad Pitt na produção de dramas sofisticados. O tema da inteligência artificial segue em alta, impulsionado por lançamentos recentes e discussões sobre ética tecnológica.
Se a equipe criativa mantiver a complexidade do livro e explorar o declínio de Todd Keane com a mesma densidade, o filme tem potencial para disputar espaço nas próximas temporadas de premiações — tão concorridas quanto a cronologia do novo DCU apontada por James Gunn em Supergirl entre Superman e Man of Tomorrow. Até lá, resta acompanhar cada passo da pré-produção.




