O furacão de bilheteria causado por Project Hail Mary mal baixou a poeira e o nome de Jenna Ortega já desponta como favorito para liderar Artemis, outra adaptação de Andy Weir. O próprio escritor comentou que seria “bem legal” ver a atriz à frente da trama lunar, reforçando a expectativa em torno do futuro longa.
Ainda sem elenco oficial, a produção permanece em desenvolvimento com Phil Lord e Christopher Miller na direção, repetindo a parceria vitoriosa estabelecida nas aventuras espaciais de Weir. A simples menção a Ortega, porém, foi o suficiente para incendiar as conversas em Hollywood e entre fãs de ficção científica.
O que impulsiona o apoio a Jenna Ortega em Artemis
Project Hail Mary abriu 2026 com números que desafiam a lógica dos blockbusters originais: mais de US$ 140 milhões já no primeiro fim de semana. Esse desempenho robusto fez de Ryan Gosling — intérprete do professor Ryland Grace — um termômetro perfeito para medir como o público ainda se encanta por narrativas científicas centradas em personagens carismáticos.
Nessa mesma linha, Artemis aposta em Jazz Bashara, contrabandista que tenta mudar de vida numa colônia instalada na Lua. Weir enxergou em Ortega o potencial de carregar o carisma e a agilidade que a personagem pede. A atriz, conhecida por performances intensas e economia de gestos, tornaria crível uma heroína que transita entre golpes, humor ácido e grandes conspirações.
Phil Lord e Christopher Miller: dupla retorna ao espaço
Desde 2017, Lord e Miller mantêm o projeto na fila — um período de gestação raro até mesmo para roteiros com forte apelo comercial. A dupla, famosa pelas transições ágeis entre comédia e aventura, volta a colaborar com Geneva Robertson-Dworet, corroteirista ao lado do próprio Weir.
Nos bastidores, o histórico recente de Lord e Miller ajuda a explicar o otimismo: os cineastas já alternaram animação, live-action e até universos de super-heróis sem abrir mão de ritmo e humor. Em Artemis, a ambientação na “primeira e única cidade humana na Lua” oferece terreno fértil para a montagem de cenários grandiosos, mas também íntimos o suficiente para que o olhar da câmera se concentre em Jazz — reforçando a importância de uma protagonista magnética.
Comparações inevitáveis com Project Hail Mary e Perdido em Marte
Enquanto Perdido em Marte focava na sobrevivência solitária de Mark Watney e Project Hail Mary mergulha em aventura interestelar, Artemis propõe uma trama de assalto num ambiente fechado e socialmente complexo. A mudança de tom pode atrair um público que gosta de sci-fi, mas prefere histórias pé-no-chão, próximas a thrillers criminais.
Imagem: Divulgação
Essa estratégia de variação narrativa tem dado certo para Weir. A prova está no impulso de bilheteria que coloca Project Hail Mary como a maior estreia de ficção científica original dos últimos anos. O autor acredita que, ao apostar no carisma de Ortega, Artemis conseguirá manter o DNA “ciência com humor” e, ao mesmo tempo, apresentar uma sonoridade própria — algo que já aconteceu com Gosling e seu alien Rocky.
Casting em ebulição: como a possível escolha afeta o restante do elenco
A confirmação de Jenna Ortega — caso ocorra — deve definir o tom de todo o casting. Jazz é a âncora emocional de Artemis; logo, produtores tendem a escalar coadjuvantes que complementem sua energia. Esse movimento lembra a recente transformação de Donald Glover como Yoshi na adaptação de Super Mario Galaxy: um acerto de protagonismo que guiou o restante da escalação.
Outro paralelo interessante vem da onda de atores já cobiçados para personagens específicos, como Jack Black à frente de uma eventual versão ocidental de Yakuza. A citação de Weir a Ortega enquadra-se no mesmo fenômeno: autores e diretores entendem a importância de nomes que geram identificação imediata, impulsionando a conversa online e, por consequência, o apelo de mercado.
Vale a pena ficar de olho em Artemis?
Para quem acompanha adaptações literárias de ficção científica, Artemis carrega elementos suficientes para manter a expectativa alta: uma heroína imperfeita em cenário inédito, direção experiente e o selo Andy Weir — já testado e aprovado em bilheteria. Se o aceno a Jenna Ortega se concretizar, o Salada de Cinema aposta que a curiosidade do público deve crescer ainda mais enquanto o longa avança em desenvolvimento.




