A Odisseia, de Christopher Nolan, estreou em 17 de julho de 2026 com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, a maior nota da carreira do diretor na plataforma. Mesmo assim, o filme carrega uma lista de polêmicas que começaram bem antes da primeira sessão e seguiram repercutindo depois da estreia.
A produção da Odisseia adapta o poema de Homero e acompanha o rei Odisseu de Ítaca em sua jornada de dez anos de volta para casa após a Guerra de Troia. O elenco reúne Matt Damon como Odisseu, Tom Holland como Telêmaco, Anne Hathaway como Penélope e Zendaya como Atena, entre outros nomes de peso da Universal Pictures.
Elenco sem atores gregos divide opiniões

Assim que os primeiros nomes do elenco vazaram, parte do público notou que um poema centrado em personagens gregos tinha poucos atores gregos escalados. A crítica se somou ao debate mais amplo sobre representatividade em Hollywood.
Escolhas pontuais também geraram discussão, como Lupita Nyong’o no papel de Helena de Troia e Clitemnestra. Um boato de que Elliot Page interpretaria Aquiles circulou nos bastidores, mas não se confirmou: no filme, o ator vive Sinon.
Armaduras “fora de época” incomodam parte da crítica
O figurino também virou alvo, especialmente a armadura preta de Agamêmnon e a armadura prateada usada pelos gigantes no cartaz do filme. Muita gente achou que a peça de Agamêmnon lembrava mais um traje de filme de super-herói do que a Grécia antiga.
Em entrevista à revista Time, Nolan defendeu a escolha citando adagas micênicas daquele período, feitas com bronze escurecido. O diretor argumentou ainda que a própria versão de Homero já era historicamente imprecisa, já que refletia a época do poeta, no século VIII a.C., e não a da Guerra de Troia em si.
“Dad” e “daddy”: os diálogos que pegaram o público de surpresa
Diferente da maioria das produções que recorrem a sotaques britânicos para histórias clássicas europeias, o elenco de A Odisseia fala com sotaque americano. A escolha já havia chamado atenção no primeiro trailer, lançado em dezembro de 2025.
O segundo trailer, com mais diálogos, ampliou o desconforto: Telêmaco chama Odisseu de “dad”, num registro bem casual, e Antínoo usa o termo “daddy”. Sem uma explicação oficial de Nolan sobre a escolha, parte do público interpretou o vocabulário como uma tentativa de tornar a história mais “acessível” ao público atual.
Universal repete corte de sessões para influenciadores em A Odisseia
Assim como fez em Oppenheimer, a Universal decidiu não realizar sessões exclusivas para influenciadores antes da estreia de A Odisseia. A prática virou padrão em grandes lançamentos justamente para gerar comentários nas redes antes do público comum assistir ao filme.
A diferença é que Oppenheimer chegou embalado pelo fenômeno “Barbenheimer”, enquanto A Odisseia enfrenta esse conjunto de polêmicas antes mesmo de estrear. Ainda assim, o filme é projetado para faturar entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões no fim de semana de estreia, puxado pela procura por formatos premium como o IMAX.
O contraste entre a recepção crítica e as polêmicas de A Odisseia mostra como um projeto tecnicamente elogiado ainda pode dividir opiniões em decisões de elenco, figurino e roteiro antes de chegar ao público final.
Fonte principal: Adorocinema. Informações complementares: Time, Instagram (Lore | filmes, séries, animes) e Observatório do Cinema.



