Dolph Lundgren, o He-Man original de 1987, disse que ficou decepcionado com o desempenho de bilheteria do novo Mestres do Universo. Em entrevista ao ComicBook.com, o ator afirmou que esperava resultados mais expressivos para o filme estrelado por Nicholas Galitzine — e confessou não entender bem por que as coisas não saíram como prometido.
Resumo rápido
- Dolph Lundgren disse estar “um pouco decepcionado” com a bilheteria do novo Mestres do Universo
- O filme arrecadou cerca de US$ 102-103 milhões mundialmente, contra orçamento estimado entre US$ 170-200 milhões
- Lundgren faz participação especial na nova produção, estrelada por Nicholas Galitzine e Jared Leto
- O filme original de 1987 — protagonizado pelo próprio Lundgren — também foi fracasso comercial
- O novo Mestres do Universo estreou nos EUA em 5 de junho de 2026 e segue em cartaz nos cinemas
A decepção de quem viu de perto
Lundgren fez as declarações durante um evento como embaixador da USA Fencing para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Mesmo fora do circuito de divulgação do filme, o tema bilheteria surgiu — e ele não desconversou.
“Sim, fiquei um pouco decepcionado. Quero dizer, todo mundo me disse que seria um grande sucesso. Não sou um grande adepto de olhar para a bilheteria e deixar isso influenciar muito como me sinto emocionalmente sobre o filme. Mas pensei: ‘Ah, certo. Hum, foi estranho que não tenha ido melhor.’ E não sei por que isso aconteceu. Eles fizeram muito marketing, muita divulgação. Eu participei de parte disso. Não sei como está agora; quero dizer, acho que também foi razoavelmente bem no mercado internacional. Não tenho certeza do que isso realmente significa.”
Dolph Lundgren, em tradução livre, ao ComicBook.com
O que chama atenção na fala é a honestidade sem drama. Lundgren não culpa ninguém, não aponta erro de estratégia — ele genuinamente não sabe o que deu errado. E esse desconforto tem algum peso vindo de alguém que esteve dos dois lados da franquia.

Os números que explicam a decepção
O novo Mestres do Universo arrecadou aproximadamente US$ 102-103 milhões no mundo todo, segundo dados reunidos por veículos especializados. O orçamento de produção foi estimado entre US$ 170-200 milhões — sem contar os gastos com marketing, que costumam representar um valor adicional relevante em produções desse porte.
Na prática, o filme da Amazon MGM Studios (distribuição nos EUA e Canadá) e da Sony Pictures Releasing International (mercado internacional) precisaria de uma arrecadação consideravelmente maior para ser considerado lucrativo.
O resultado não chegou perto disso. Para efeito de comparação, produções com orçamento similar costumam precisar de pelo menos duas a três vezes o custo de produção em bilheteria global para cobrir todos os gastos envolvidos.
A maldição que vem de 1987
Há um detalhe curioso nessa história toda: o filme original de Dolph Lundgren também foi um fracasso comercial em seu tempo. A produção de 1987 arrecadou cerca de US$ 17 milhões com orçamento de US$ 20 milhões — ou seja, quase quatro décadas antes, a franquia já havia enfrentado o mesmo problema nas salas de cinema.
O filme de 87 acabou se tornando cult com o tempo, amado por uma geração que cresceu com a série animada e os brinquedos. Resta saber se o novo, dirigido por Travis Knight (de Bumblebee), vai percorrer o mesmo caminho.
Knight assina a direção a partir de roteiro reescrito por Chris Butler, sobre base original de David Callaham. No elenco, além de Galitzine como He-Man e Jared Leto como Esqueleto, estão Camila Mendes (Teela), Idris Elba (Mestre das Armas), Allison Brie (Maligna) e Morena Baccarin (Feiticeira).
A participação especial que poucos esperavam
Lundgren não ficou só como espectador do novo filme. O ator tem uma participação especial na produção — um aceno à história da franquia que agradou parte do público e da crítica.
É uma posição interessante a dele: participou da nova versão, torcia pelo sucesso, e agora observa o resultado com um misto de surpresa e frustração contida. Sem reclamação pública, sem apontar culpados. Só aquela sensação de “esperava mais”.
Sobre uma possível sequência, circulam informações de que a Amazon estaria disposta a dar continuidade à franquia mesmo diante dos números decepcionantes — mas até o momento não há confirmação oficial de um segundo filme.
O que os números de bilheteria de Mestres do Universo significam para o futuro da franquia
Um resultado abaixo das expectativas não encerra necessariamente uma franquia. Há casos em que estúdios enxergam potencial de longo prazo — especialmente quando existe uma base de fãs fiel, produtos licenciados e interesse em streaming.
Mestres do Universo tem esse histórico: sobreviveu ao fracasso de 87, atravessou décadas em animações e HQs, e chegou até aqui com público cativo. Se a Amazon decidir apostar em uma sequência, vai precisar recalcular a conta — tanto no orçamento quanto na estratégia de lançamento.
Por ora, o filme segue em cartaz nos cinemas. E Dolph Lundgren, ao menos, já deixou claro o que sentiu ao ver os números.
Fonte e Informações complementares: ComicBook.com, Wikipedia, O Vício, Rolling Stone Brasil.






