O documentário “Musk” vai chegar aos cinemas americanos antes do previsto. A Bleecker Street antecipou a estreia do longa dirigido por Alex Gibney de 16 para 9 de outubro de 2026, segundo confirmou a Deadline.
A mudança aconteceu depois da première mundial do filme no Festival de Veneza, em 8 de setembro de 2026, quando a repercussão do público surpreendeu a distribuidora. O lançamento começa em Nova York e Los Angeles antes de se expandir para o restante dos Estados Unidos.
Resumo rápido
- A estreia de “Musk” nos cinemas dos EUA foi antecipada de 16 para 9 de outubro de 2026.
- A mudança veio após a forte resposta do público na première em Veneza, em 8 de setembro de 2026.
- O filme estreia em Nova York e Los Angeles antes de chegar ao resto do país, e tem 3h45 de duração com intervalo de 10 minutos.
- Segundo a Variety, depois da passagem pelos cinemas o documentário terá lançamento na HBO Max.
- O longa mantém 100% de aprovação no Tomatometer, do Rotten Tomatoes.
Quando e onde assistir ao documentário sobre Elon Musk
“Musk” chega às salas de Nova York e Los Angeles em 9 de outubro de 2026 e, a partir daí, ganha expansão nacional nos cinemas americanos. A distribuição é da Bleecker Street, empresa independente que também confirmou a nova data à Deadline.
O filme tem 3 horas e 45 minutos de duração, com um intervalo de 10 minutos incluído na sessão. Segundo a Variety, depois da janela nos cinemas o documentário deve seguir para a HBO Max, embora ainda não haja data definida para essa etapa de streaming.
Por que o filme virou fenômeno em Veneza
Parte da força do burburinho em torno de “Musk” vem do próprio conteúdo do documentário, e não só da polêmica pública. Na coletiva de imprensa em Veneza, Ashley St. Clair, ex-parceira de Elon Musk e mãe de um dos filhos do bilionário, revelou por que aceitou participar das gravações.
Espero que o risco que estou correndo agora ao me manifestar e tentar reagir ajude, pelo menos um pouco.
Ashley St. Clair, em coletiva de imprensa na Mostra de Veneza,
Segundo a Variety, St. Clair conseguiu participar do filme porque recusou assinar um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após dar à luz o 13º filho de Elon Musk. A recusa abriu espaço para que ela falasse abertamente com a equipe de Alex Gibney.
Além dela, o documentário reúne depoimentos de Justine Musk, primeira ex-esposa do empresário, das jornalistas Kara Swisher e Zoë Schiffer, e dos engenheiros Martin Eberhard e Geoffrey Hinton, apontado como um dos precursores da inteligência artificial moderna.
A reação de Elon Musk e a ameaça de ação judicial
Dirigido por Alex Gibney, o documentário acompanha a ascensão de Elon Musk na política de direita americana. O bilionário respondeu ao filme com uma série de mensagens duras em sua rede social, chamando o diretor de “homem horrível” e de “velho amargo que perdeu o rumo há muito tempo”.
Musk também classificou a obra como um “ataque que erra o alvo” e descreveu o resultado como “chato pra caramba”. Segundo o New York Post, o advogado do empresário, Alex Spiro, enviou uma carta à produtora Jigsaw Productions, de Gibney, alertando que “a insinuação é falsa, o material que a refuta é público” e que o diretor “optou por não ser informado do resto”.
Gibney rebateu a acusação de que teria ignorado o lado de Musk na história.
Entrei em contato imediatamente. Mas ele claramente não estava interessado em conversar. Fizemos várias tentativas formais de contato, e, com exceção dos comentários dele no Twitter, não recebemos nada de volta.
Alex Gibney, diretor de “Musk”
Nota máxima no Rotten Tomatoes reforça o interesse pelo documentário
Mesmo em meio à troca de farpas com Elon Musk, o documentário segue com 100% de aprovação no Tomatometer, do Rotten Tomatoes. A combinação entre nota cheia da crítica e a exposição gerada pela reação pública do bilionário ajuda a explicar por que a Bleecker Street decidiu não esperar mais duas semanas para colocar o filme em cartaz.
Para quem quer entender o histórico de embates públicos do empresário antes da estreia de “Musk” nos cinemas, vale lembrar que o próprio bilionário já vive às voltas com repercussões de suas falas, como no caso em que prometeu um filme feito com inteligência artificial supostamente mais fiel à Odisseia do que a adaptação de Christopher Nolan.
O que esperar da expansão de “Musk” nos cinemas
Com a estreia marcada para 9 de outubro de 2026 em Nova York e Los Angeles, o próximo passo natural é acompanhar como a Bleecker Street vai calibrar a expansão nacional do documentário nas semanas seguintes. A resposta do público às primeiras sessões, somada à repercussão da disputa entre Gibney e Musk, deve influenciar diretamente o ritmo dessa ampliação e o eventual calendário de estreia na HBO Max.
Fonte principal: Deadline. Informações complementares: Variety e ComingSoon.



