A reta final de The Witcher na Netflix, prevista para 2026, deixa muita gente se perguntando qual saga poderá preencher o vazio do caçador de monstros Geralt de Rívia. Dentro do próprio catálogo, a resposta já existe e atende pelo nome de Devil May Cry.
Baseada em uma das franquias de videogame mais celebradas da Capcom, a série animada chegou em 2025 com ação frenética, recepção positiva e potencial para ir além do formato anime. Os pontos de contato com The Witcher são tantos que fãs de fantasia vão se sentir em casa.
Devil May Cry desponta como sucessor natural de The Witcher
Semelhanças que agradam ao público de fantasia
Assim como Geralt, Dante é um caçador que trabalha sozinho, recebe pagamentos por suas caçadas e encara criaturas perigosas que desafiam o imaginário. Ambos combinam habilidades sobre-humanas com espada afiada, humor sarcástico e uma dose de anti-heroísmo que conquista a audiência.
Os dois universos também nasceram nos games antes de migrarem para a tela. Essa origem garante batalhas coreografadas com liberdade criativa, protagonistas carismáticos e um mundo repleto de monstros — ingredientes que o público de The Witcher já aprecia.
Recepção do anime e retorno marcado
Lançada em 3 de abril de 2025, a primeira temporada de Devil May Cry recebeu elogios pela animação caprichada e pelas lutas empolgantes, embora alguns espectadores tenham apontado excesso de exposição nos episódios iniciais. Mesmo assim, a nota média de 7,4/10 indica boa aceitação.
A Netflix confirmou a segunda temporada para 12 de maio de 2026, oportunidade perfeita para aprofundar personagens e corrigir as falhas apontadas. Caso o ritmo acelere e o desenvolvimento de Dante ganhe camadas, o anime tem tudo para ampliar a base de fãs que sente falta de Geralt.
Live-action entra no radar
Nos últimos anos, a plataforma investiu pesado em adaptações live-action de animes consagrados, como One Piece e Avatar: O Último Mestre do Ar. Diante desse histórico, não é improvável imaginar uma versão com atores de Devil May Cry futuramente.
A possibilidade empolga porque a mitologia dos demônios, as armas icônicas de Dante e o visual estiloso cabem bem em uma produção de grande orçamento. Entretanto, o caso The Witcher serve de alerta: mudanças bruscas no enredo original geram reações negativas, e a Capcom possui fãs atentos a cada detalhe.
Lições deixadas por The Witcher
The Witcher conquistou muita gente nas duas primeiras temporadas, mas perdeu parte do público ao se afastar dos livros de Andrzej Sapkowski. Divergências criativas, a saída de Henry Cavill e a promessa de um final bem diferente do material base irritaram leitores e gamers.
Para evitar caminho semelhante, roteiristas de uma eventual série live-action de Devil May Cry precisarão respeitar a história criada por Hideki Kamiya, mantendo elementos como o vínculo de Dante com seu irmão Vergil, a clássica pistola Ébano & Marfim e a mistura de irreverência com tragédia.
O que esperar de Devil May Cry no catálogo da Netflix
Calendário oficial e detalhes de produção
A segunda temporada conta novamente com direção de Adi Shankar e roteiro que promete saltar a etapa introdutória, partindo logo para confrontos mais intensos contra demônios de alto escalão. Os oito episódios manterão classificação indicativa para maiores de 18 anos, preservando o tom sombrio e violento da franquia.
Johnny Yong Bosch retorna à dublagem de Dante, enquanto Chris Coppola reprisa Enzo. Novos personagens ainda não foram divulgados, mas fãs esperam a estreia de Vergil e Lady, dois pilares da série de jogos.
Imagem: Divulgação
Potencial de expansão dentro do streaming
Com The Witcher se despedindo e Castlevania já concluída, a plataforma busca uma nova âncora de fantasia adulta. Devil May Cry reúne todos os requisitos: marca conhecida, folclore próprio, protagonista icônico e espaço para spin-offs focados em outros caçadores, como Nero ou Trish.
Além disso, o sucesso de vendas dos jogos cria sinergia com futuros lançamentos da Capcom. A cada novo título, a curiosidade sobre a série tende a crescer, gerando um ciclo benéfico para ambos os lados.
Impacto para o público brasileiro
Por aqui, a comunidade gamer é apaixonada por sagas de ação e fantasia, e já abraçou The Witcher desde 2019. A chegada do anime de Devil May Cry — disponível com dublagem e legendas em português — amplia o acesso e facilita a transição do público.
Para o Salada de Cinema, que acompanha novelas, doramas e produções geek, a trajetória de Dante desponta como assunto recorrente nos próximos meses, especialmente se rumores sobre testes de elenco para um live-action ganharem força.
Números que explicam a aposta
De acordo com dados internos da Netflix, The Witcher registrou pico de 83 milhões de lares alcançados na primeira temporada. Se Devil May Cry herdar apenas metade desse interesse, já se tornará um dos títulos de fantasia mais vistos do streaming.
Enquanto isso, análises de mercado apontam que adaptações de videogames tendem a ter engajamento 30% maior quando comparadas a obras originais do mesmo gênero, graças à base de fãs pré-existente. Essa métrica reforça a confiança da plataforma na expansão do universo de Dante.
Desafios que acompanham a oportunidade
Por mais empolgante que seja a perspectiva, ainda há obstáculos. Orçamento para efeitos visuais, escolha de elenco que satisfaça fãs e fidelidade à cronologia dos games são pontos sensíveis. Qualquer deslize pode repetir o desgaste visto em The Witcher.
Ainda assim, o caminho parece promissor. Com planejamento cuidadoso e diálogo constante com a Capcom, a Netflix tem em mãos um trunfo capaz de manter viva a chama da fantasia adulta no catálogo pós-Geralt.
Ficha técnica
Título: Devil May Cry (anime)
Estreia: 3 de abril de 2025
Plataforma: Netflix
Classificação: 18 anos
Gênero: Animação, ação, fantasia
Criação: Hideki Kamiya (jogos) | Adi Shankar (série)
Elenco de voz: Johnny Yong Bosch (Dante), Chris Coppola (Enzo)
2ª temporada: 12 de maio de 2026 (confirmada)


