E se, de um dia para o outro, você perdesse completamente o filtro social e começasse a dizer exatamente o que pensa? Essa é a premissa de Uma Mulher Sem Filtro, a comédia brasileira que continua em destaque na Netflix e que transforma o estresse do dia a dia em uma arma de sinceridade brutal.
A produção, com 1 hora e 32 minutos, não é sobre superpoderes. Uma Mulher Sem Filtro é sobre a fantasia de mandar tudo às favas. Com Fabiula Nascimento no centro do furacão, o filme é um convite para rir, e talvez se identificar, com o caos que se instala quando a paciência finalmente acaba.
A história de Uma Mulher Sem Filtro
Bia vive no limite. A publicitária lida com um chefe machista, um marido encostado, um enteado adolescente insuportável e uma melhor amiga que só fala de si mesma.
A gota d’água vem quando uma influenciadora digital assume o cargo de CEO que ela tanto merecia. Prestes a explodir, Bia segue um conselho desesperado: uma sessão esotérica com a misteriosa “Deusa Xana”.
Algo acontece. Ao sair da consulta, Bia não tem mais papas na língua. A tolerância zero se instala em Uma Mulher Sem Filtro. Ela começa a confrontar cada absurdo e cada pessoa que a tira do sério, sem medir as palavras ou as consequências. Sua vida vira de cabeça para baixo, mas, pela primeira vez, ela sente que está no controle.
A catarse cômica de falar o que ninguém tem coragem
A diversão de Uma Mulher Sem Filtro está na realização dessa fantasia universal. Quem nunca sonhou em dizer umas verdades para o chefe ou para aquele parente folgado? O roteiro de Tati Bernardi, conhecida por sua escrita afiada sobre as neuroses femininas, usa a “cura” esotérica como um motor para a comédia.
O filme acerta ao não transformar Bia em uma heroína perfeita. Sua sinceridade radical causa estragos, mas também liberta. A obra funciona porque o humor nasce de situações terrivelmente reconhecíveis, elevadas ao absurdo pela falta de filtro da protagonista. É a comédia do constrangimento, mas com um toque de empoderamento.
O elenco e a produção por trás do “sincericídio”
A direção do longa é de Arthur Fontes. O roteiro é da escritora e colunista Tati Bernardi. A obra é definida pela performance central de Fabiula Nascimento (Estômago, Segundo Sol).

Ela não interpreta apenas uma mulher estressada; ela encarna a panela de pressão prestes a explodir. Vemos a tensão acumulada em seus ombros dar lugar a uma leveza quase maníaca quando ela finalmente solta o verbo.
O elenco de apoio, com Camila Queiroz e Samuel de Assis, forma o coro de personagens que precisam lidar com a nova e imprevisível Bia.
A obra é uma recomendação para quem busca uma comédia brasileira inteligente. Se você aprecia o humor que nasce da observação do cotidiano e não tem medo de uma protagonista que fala o que pensa, Uma Mulher Sem Filtro é diversão garantida.
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