O que acontece em Vegas, fica em Vegas. A não ser que você acorde com um tigre no banheiro, um bebê no armário e o noivo desaparecido. Se Beber, Não Case!, a comédia que redefiniu o termo: caos, acaba de chegar à Netflix.
Com uma nota impressionante de 7.7 no IMDb, a obra de 2009 não é apenas uma piada, é um quebra-cabeça hilário. Se Beber, Não Case é a história de três homens tentando reconstruir a noite mais insana de suas vidas, uma peça de cada vez, antes que seja tarde demais.
A história de Se Beber, Não Case
Quatro amigos vão para Las Vegas celebrar a despedida de solteiro de Doug. Phil, o professor cínico. Stu, o dentista certinho preso a uma namorada controladora. Alan, o cunhado estranho. E o próprio noivo, Doug.
Eles prometem uma noite memorável. Acordam na manhã seguinte em uma suíte de hotel destruída, sem nenhuma memória do que aconteceu. O noivo sumiu. No lugar dele, há um tigre no banheiro e um bebê desconhecido no armário.
Com o casamento marcado para o dia seguinte, o trio de padrinhos precisa refazer seus passos erráticos pela cidade do pecado. Eles tentam desvendar o mistério de sua própria noite, encontrando pistas que envolvem Mike Tyson, uma capela de casamento e a máfia chinesa.
A ressaca como um gênero cinematográfico
A genialidade de Se Beber, Não Case! está em sua estrutura. O diretor Todd Phillips não nos mostra a festa; ele nos mostra a ressaca.
O filme funciona como um mistério contado de trás para frente, onde cada pista descoberta revela um novo nível de absurdo.
A comédia não vem de piadas escritas, mas da reação dos personagens ao caos que eles mesmos criaram. A obra se apoia na dinâmica perfeita do trio principal.
O cinismo de Phil colide com o pânico de Stu, enquanto Alan existe em um universo paralelo de pura estranheza. Se Beber, Não Case captura a mistura de horror e hilaridade que se segue a uma noite de excessos, transformando a ressaca em um gênero cinematográfico.
A equipe que transformou o caos em ouro cômico
A direção do longa é de Todd Phillips, que anos antes de chocar o mundo com Coringa, já mostrava aqui seu talento para a comédia anárquica. O roteiro é de Jon Lucas e Scott Moore.

Mas a obra pertence ao seu elenco. Bradley Cooper, antes de se tornar um ator de prestígio indicado ao Oscar, usa seu charme como Phil, o líder relutante do grupo em Se Beber, Não Case.
Ed Helms, vindo do sucesso de The Office, transforma o pânico de Stu em uma arte cômica, especialmente na cena da descoberta do dente perdido. E Zach Galifianakis cria em Alan um ícone instantâneo, ele não interpreta um personagem estranho, ele é estranho, com uma lógica própria que desafia o mundo real.
Com nota 7.7/10 no IMDb, a obra é uma recomendação infalível. É o filme perfeito para quem busca uma comédia que te faz gargalhar do início ao fim, um clássico moderno que nunca perde a graça. A obra nos deixa com uma lição valiosa: nunca, jamais, deixe Alan sozinho com os tranquilizantes. Ou com um tigre.
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