A Netflix estreou em 29 de julho de 2026, a docussérie Os Assassinatos de Idaho: Pesadelo Universitário (título original The Idaho Murders: College Nightmare), que revisita o assassinato de quatro estudantes da Universidade de Idaho em 2022. A produção, dirigida por Skye Borgman e com Joe Berlinger como produtor executivo, traz depoimentos das duas sobreviventes daquela noite e reconstitui a investigação que levou à prisão de Bryan Kohberger.
Passados quase quatro anos do crime, o documentário também serve para atualizar o leitor sobre o paradeiro de quem viveu aquele episódio. Veja abaixo onde estão hoje os principais nomes envolvidos no caso.
Resumo rápido
- A docussérie estreou em 29 de julho de 2026 na Netflix e revisita o crime de 13 de novembro de 2022.
- Dylan Mortensen e Bethany Funke, as duas sobreviventes da casa em Moscow, vivem hoje afastadas da vida pública.
- Bryan Kohberger foi sentenciado em 23 de julho de 2025 a quatro prisões perpétuas sem liberdade condicional, mais 10 anos por roubo.
- As famílias das vítimas movem um processo civil contra a Washington State University, com julgamento marcado para 13 de setembro de 2027.
- Ainda não há confirmação pública de novas declarações de Mortensen ou Funke desde a audiência de sentença.
Dylan Mortensen: a sobrevivente que viu o rosto do assassino
Dylan Mortensen estava em seu quarto no segundo andar da casa da King Road quando ouviu gritos por volta das 4h da madrugada. Ao abrir a porta, avistou um homem mascarado saindo pela cozinha — o próprio Kohberger, segundo a reconstituição do caso.
Ela travou a porta, tentou contato com as colegas de casa e só recebeu resposta de Bethany Funke. As duas chamaram amigos para ajudar na manhã seguinte, e a polícia foi acionada cerca de oito horas depois do ataque, quando os quatro corpos foram encontrados.
Em 23 de julho de 2025, Mortensen fez um depoimento de impacto na audiência de sentença de Kohberger, descrevendo os efeitos do trauma em sua rotina.
Dizem que sou uma sobrevivente, mas não veem como é minha nova realidade. Não veem os ataques de pânico, a hipervigilância, o cansaço, a forma como vasculho cada cômodo que entro, como estremeço com sons repentinos. Isso é por causa dele. Ele é um recipiente vazio. Algo menos que humano.
Dylan Mortensen, sobrevivente, em depoimento na audiência de sentença de Bryan Kohberger, em tradução livre
Segundo reportagem de 2023, ela trocou de universidade após o crime, sem identificação pública da nova instituição. Hoje, Mortensen segue vivendo de forma reservada, e uma tia da sobrevivente chegou a criar uma vaquinha on-line para ajudá-la, que superou a meta arrecadada.

Bethany Funke tenta reconstruir a vida longe dos holofotes
Bethany Funke também estava em casa na noite do crime, em seu quarto no andar térreo. Depois da tragédia, ela se transferiu da Universidade de Nevada, onde, conforme post de 2024 da fraternidade Alpha Tau Omega, cursava saúde pública e jogava no time de futebol universitário.
Funke não compareceu pessoalmente à audiência de sentença de Kohberger em julho de 2025, mas teve seu depoimento lido pela amiga Emily Alandt.
Eu estava de luto, entorpecida e sem saber se aquilo tinha realmente acontecido, e ao mesmo tempo recebia ameaças de morte e mensagens dolorosas de pessoas que nem sequer me conheciam ou sabiam como era a nossa amizade.
Bethany Funke, sobrevivente, em depoimento lido por Emily Alandt na audiência de sentença de Bryan Kohberger, em tradução livre
Assim como Mortensen, Funke mantém as redes sociais fechadas e não fez aparições públicas desde então.
Bryan Kohberger cumpre quatro prisões perpétuas
Bryan Kohberger era doutorando em criminologia na Universidade de Washington e atuava como assistente de ensino no semestre em que ocorreram os assassinatos. Ele foi preso na Pensilvânia em 30 de dezembro de 2022, depois que DNA encontrado em uma bainha de faca o ligou ao crime contra Madison Mogen, Kaylee Goncalves, Xana Kernodle e Ethan Chapin.
Ele foi indiciado por quatro homicídios de primeiro grau e roubo qualificado. Antes do julgamento previsto para 2025, Kohberger fechou um acordo de confissão para evitar a pena de morte.
Em 23 de julho de 2025, recebeu a sentença: quatro prisões perpétuas sem possibilidade de liberdade condicional, mais 10 anos adicionais pelo roubo. Ele cumpre a pena atualmente e permanecerá preso pelo resto da vida.

Famílias das vítimas seguem batalha na Justiça
O caso não se encerrou com a sentença de Kohberger. As famílias das vítimas entraram com um processo civil contra a Washington State University, e o julgamento está agendado para 13 de setembro de 2027.
A ação é um desdobramento posterior ao que a própria docussérie retrata e mostra que as consequências jurídicas do crime ainda estão em curso, quase cinco anos depois da noite em Moscow.
Onde assistir Os Assassinatos de Idaho: Pesadelo Universitário
Os três episódios da docussérie já estão disponíveis na Netflix desde 29 de julho de 2026. A produção reúne depoimentos de Mortensen e Funke por meio de gravações anteriores, além de falas de familiares das vítimas e de profissionais que acompanharam a investigação.
Por enquanto, não há confirmação pública de que as sobreviventes tenham dado novas entrevistas após a sentença de Kohberger em 2025 — o que reforça que a rotina de ambas segue reservada, como mostrado no próprio documentário.
Fonte principal: Netflix. Informações complementares: Entertainment Weekly, Biography e Reportagem original em inglês sobre os sujeitos da docussérie.



