Depois de dois episódios sem aparecer em cena, Aemond Targaryen volta a se mexer — e o episódio que marca esse retorno é considerado por críticos como um dos mais bem amarrados da temporada. A avaliação vem do Winter is Coming, que descreveu o episódio 5 de A Casa do Dragão como a hora mais coesa da terceira temporada até agora.
O episódio, chamado “Unbowed and Unbent” no original, foi exibido em 19 de julho de 2026 e teve a crítica completa publicada na madrugada seguinte, em 20 de julho. O elogio principal recai sobre três frentes: a campanha de guerrilha de Criston Cole nos Riverlands, o despertar de Aemond em Harrenhal e o confronto decisivo entre Aegon II e Larys Strong. Cada uma dessas linhas ganha peso graças às atuações de Fabien Frankel, Ewan Mitchell e Tom Glynn-Carney.
Criston Cole caminha para o próprio fim — e Fabien Frankel sustenta isso

A espinha dorsal do episódio é a fuga de Criston Cole pelos Riverlands, perseguido pelo exército de Daemon Targaryen. Cole ataca à noite, mata Petyr Piper diante de seus homens e some na escuridão antes que os Rivermen reajam — uma abertura tensa que já indica o tom do resto da hora.
O ponto alto, segundo a crítica, é a despedida entre Criston e Gwayne Hightower (Freddie Fox). Cansado da guerra desde que viu dragões pisarem soldados como formigas em Rook’s Rest, Cole recusa o convite de Gwayne para servir a Casa Hightower e opta por um fim escolhido por ele mesmo. A cena foi chamada pelo Winter is Coming de “minha cena favorita para qualquer um dos dois atores em toda a série”.
É esse tipo de arco que só funciona quando o ator sustenta o peso emocional sem exagerar — e é exatamente o que a crítica reconhece em Frankel: um Criston Cole cansado, mas ainda lúcido sobre quem ele é.
Aemond acorda em Harrenhal e reencontra um mundo diferente
Depois de ficar ausente por dois episódios, Aemond Targaryen desperta em Harrenhal e descobre que Porto Real caiu para Rhaenyra e que Vhagar sumiu sem deixar rastro. É Alys Rivers (Gayle Rankin) quem cuida dele enquanto caçadores de recompensa tentam capturar o príncipe pela recompensa oferecida por sua cabeça.
A cena de combate em que Aemond enfrenta um grupo de mercenários, mesmo ainda debilitado, é apontada como um destaque técnico do episódio. Ewan Mitchell aproveita a experiência que já tinha como espadachim em The Last Kingdom, e o resultado aparece na tela: coreografia mais precisa e físicona do que se via antes na série.
Aegon II perde a paciência com Larys Strong — e a cena rende o momento mais forte de Tom Glynn-Carney
Enquanto isso, Aegon II (Tom Glynn-Carney) insiste em caminhar até Harrenhal para se vingar de Aemond, ignorando o perigo. É aí que Larys Strong (Matthew Needham), até então o pastor paciente do rei, finalmente confronta Aegon de frente — lembrando todas as vantagens que ele teve e desperdiçou, incluindo um dragão à altura do próprio nome.
A crítica destaca a atuação física de Glynn-Carney nessa cena: os tiques nervosos, a perna que treme sem parar enquanto ele processa a bronca. É um momento de virada que humaniza Aegon sem apagar os erros do personagem — e que ganha ainda mais força quando ele, pouco depois, mata um homem que tentava expô-lo, sussurrando “podem me chamar de Vossa Graça”.
Por que a guerra entra em um ponto sem retorno
Pela avaliação do Winter is Coming, sim: o episódio equilibra três tramas que poderiam facilmente se atropelar, mas que aqui reforçam um tema comum — o peso de decisões tomadas sob pressão, seja no campo de batalha ou dentro de um castelo. É um daqueles episódios que lembram, segundo a crítica, o melhor do que Game of Thrones fazia quando misturava ação, política e drama pessoal sem perder o ritmo.
Vale lembrar que o desfecho de Criston Cole segue como especulação de quem já leu o livro Fogo e Sangue, sem confirmação da HBO sobre o que vem no episódio 6. O que está garantido, por enquanto, é que a temporada finalmente parece estar entregando o peso dramático que os fãs esperavam desde o início.
Fonte principal: ComingSoon. Informações complementares: Winter is Coming.



