Ormund Hightower não tem dragão próprio, mas controla um dos poucos disponíveis para o lado dos Verdes: Tessarion, a dragoa de seu pupilo Daeron Targaryen. Essa dependência explica boa parte das decisões do lorde de Oldtown na 3ª temporada de A Casa do Dragão.
O detalhe ficou mais claro no episódio 4 da temporada, quando a trama reforça o quanto Ormund enxerga a si mesmo como um estrategista superior aos próprios Targaryen. O problema é que inteligência e riqueza não bastam em um mundo onde um único dragão pode incinerar um exército inteiro.
A comparação com Tywin Lannister não é por acaso
O showrunner Ryan Condal já comparou Ormund a Tywin Lannister, de Guerra dos Tronos: dois homens riquíssimos, com exércitos enormes e ambição política acima da média. A diferença é que Ormund sabe que, sem um dragão sob sua influência direta, todo esse poder militar pode ser reduzido a cinzas em minutos.
É por isso que Tessarion se tornou peça central do plano do Hightower. Sem ela, seu exército numeroso perde qualquer vantagem real contra Rhaenyra Targaryen e o restante da facção Negra.
Por que Daeron e a dragoa se tornaram tão importantes agora
A situação dos Verdes mudou bastante nas últimas semanas da trama. Aegon Targaryen foi declarado morto por Rhaenyra, e o paradeiro de Aemond Targaryen segue incerto — o que tira Ormund do acesso à dragoa Vhagar, antes sob comando de Aemond.
Com Sunfyre e Vhagar praticamente fora de cena, Tessarion passou a ser o único dragão em idade de combate ainda disponível para o lado Verde, à exceção de Dreamfyre. E Dreamfyre não deve entrar na guerra, já que sua cavaleira, Helaena Targaryen, é declaradamente pacifista.
Isso deixa Daeron como o herdeiro mais acessível ao trono, caso Aegon e Aemond continuem fora do tabuleiro — e Ormund sabe exatamente como aproveitar essa brecha.
O paralelo com Otto Hightower
A estratégia de Ormund lembra bastante a de Otto Hightower, que usou a proximidade com Alicent Hightower para ganhar influência direta sobre a coroa. A diferença é que, agora, o instrumento de poder não é um casamento, e sim um dragão.
Sem o controle sobre Tessarion, o plano de Ormund simplesmente não funciona: não haveria como tomar o Torreão Vermelho nem impor qualquer ameaça real a quem estiver no caminho.
A atriz Emma D’Arcy, que interpreta Rhaenyra na série da HBO, já falou sobre o efeito que Ormund causa na rainha.
Acho que isso marca o início de uma espécie de paranoia para a Rhaenyra. Ormund é uma verdadeira incógnita, um tipo de elemento imprevisível. Vamos vendo isso à medida que avançamos, ele se torna uma espécie de bicho-papão para Rhaenyra, alimentando uma desconfiança generalizada em relação ao seu conselho, seus aliados e à sua corte em geral.
Emma D’Arcy, atriz de Rhaenyra, em entrevista à Variety (tradução: AdoroCinema)
Um vilão sem material de origem definido
Ormund Hightower tem pouquíssima participação no livro Fogo e Sangue, de George R. R. Martin, o que dá à produção liberdade criativa para moldar o personagem como quiser. Isso torna suas próximas jogadas ainda mais difíceis de prever para quem já leu a obra original.
Se a comparação de Ryan Condal com Tywin Lannister se confirmar na prática, Ormund tem tudo para se consolidar como uma das ameaças mais calculadas da guerra em A Casa do Dragão — e o controle sobre Tessarion continua sendo a peça que sustenta toda essa jogada.
Fonte principal: AdoroCinema. Informações complementares: The Ringer; Winter Is Coming; Wiki of Thrones e Screen Rant (via feed).



