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O Polígamo ainda não tem renovação confirmada pela Netflix, mas a produtora Thuli Zuma já deixou claro que a cabeça dela está no que vem depois. Em entrevista ao veículo sul-africano News 24, ela revelou que já tem ideias concretas para uma possível 2ª temporada — e que o foco estaria nos filhos de Jonasi Gomora, crescendo sob o peso dos segredos do pai.

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A decisão, no entanto, não é dela. “Onde O Polígamo vai é decisão da Netflix”, disse Zuma. Sem renovação oficial, o futuro da série depende exclusivamente do quanto o streaming aposta nos números que a produção sul-africana vem gerando.

Resumo rápido

  • A Netflix ainda não renovou O Polígamo para uma 2ª temporada
  • A produtora Thuli Zuma confirmou que já tem ideias para a sequência
  • O foco imaginado seria a vida dos filhos de Jonasi depois de tudo que aconteceu
  • A 1ª temporada tem 22 episódios e estreou na Netflix em 12 de junho de 2026
  • O final revelou que Joyce orquestrou a queda de Jonasi — e Menzi começa a repetir os erros do pai

O que a produtora imagina para a 2ª temporada de O Polígamo

Thuli Zuma foi direta sobre o entusiasmo da equipe com a série, mas também honesta sobre os limites do que ela pode decidir sozinha.

“Onde O Polígamo vai é decisão da Netflix. Claro que passamos muito tempo investindo na história, nos divertindo ao contá-la, amando cada parte disso. Estamos super animadas para assisti-la junto com o resto da África do Sul e do mundo, e acho que sempre existe o desejo de ver mais. Mesmo quando você tenta dizer ‘gente, temos uma temporada, vamos escrever a melhor temporada possível’, sempre aparece alguém dizendo ‘aquilo seria ótimo para a segunda temporada!’ ou ‘imagina isso na quarta temporada!’. Vamos aguardar a resposta da Netflix.”

Thuli Zuma, em entrevista ao News 24 (em tradução livre)

Mesmo sem confirmação, Zuma não ficou na vagueza. Ela indicou exatamente o que gostaria de explorar: “Depois de assistir à série, se eu fosse escrever uma continuação, certamente olharia para a vida dos filhos crescendo naquele contexto.”

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A ideia faz sentido dramático. A 1ª temporada foi construída em torno do impacto imediato dos segredos de Jonasi — mas o estrago de longo prazo, especialmente sobre as crianças que cresceram naquele ambiente, ainda está por ser explorado.

Gugu Gumede como Joyce em cena de The Polygamist
Gugu Gumede como Joyce em cena de O Polígamo. (Reprodução / Netflix)

Por que o final da 1ª temporada já funciona como porta de entrada para a continuação

O encerramento da temporada revelou que Joyce foi a arquiteta da queda de Jonasi, levando à morte do marido. É uma reviravolta que fecha um ciclo — e abre outro.

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O personagem que mais chama atenção para o futuro, porém, é Menzi, filho de Joyce e Jonasi. Ao longo dos episódios, ele acumula traumas: vê os pais em conflito constante, descobre que a jovem por quem se apaixonou, Lindani, era amante do pai, e vai se tornando progressivamente mais manipulador e instável — exatamente o que dizia odiar em Jonasi.

No último momento da temporada, Menzi se envolve com Lindani. Ela enxerga nele o caminho de volta ao estilo de vida que buscava com o pai. Ele sabe disso e aceita mesmo assim. O ciclo não foi quebrado — foi reiniciado.

Joyce garantiu a Menzi a herança completa do império do pai, mas não conseguiu protegê-lo de se tornar a próxima versão de Jonasi. Esse é o gancho mais potente que a série deixa aberto.

A série sul-africana que subiu nos rankings globais da Netflix

O Polígamo é baseada no romance homônimo de Sue Nyathi, publicado em 2012. A adaptação para o streaming foi produzida pela Stained Glass TV Productions e tem no elenco nomes como Gugu Gumede, Sdumo Mtshali (que interpreta Jonasi), Celeste Ntuli, Kwanele Mthethwa, Luyanda Zwane, Kenneth Nkosi e Vuyo Biyela, entre outros.

A série dialoga em zulu e inglês, e tem 22 episódios na primeira — e até agora única — temporada. Desde a estreia, em 12 de junho de 2026, vem subindo nos rankings do streaming, com parte do público relatando ter assistido tudo de uma vez.

Thuli Zuma e Gugu Zuma-Ncube figuram como produtoras executivas. A direção é de Akin Omotso, que também assina a cinematografia da série.

O peso do que ficou sem resposta: Mpume e as outras histórias ainda abertas

Além do arco de Menzi, a possível 2ª temporada de O Polígamo carregaria a responsabilidade de desenvolver Mpume e os demais filhos de Jonasi espalhados por suas relações. A proposta da produtora — acompanhar essa geração crescendo — permitiria explorar como cada criança processa, repete ou recusa os padrões que herdou.

É um recorte diferente do que a 1ª temporada propôs. Enquanto a temporada estreante se concentrou no impacto imediato das traições de Jonasi sobre as mulheres ao seu redor, a sequência imaginada por Zuma deslocaria o eixo para os filhos, tornando o legado do patriarca o tema central.

Se a Netflix topar, a série teria material. Se não topar, a primeira temporada funciona razoavelmente bem como história fechada — exceto pelo gancho deliberado de Menzi, que claramente foi construído para continuar.

O futuro de O Polígamo depende do que a Netflix decide fazer com sua aposta africana

A Netflix vem ampliando o investimento em produções africanas nos últimos anos, e O Polígamo é um dos títulos que pode reforçar esse movimento — dependendo do desempenho nas próximas semanas. Séries que sobem nos rankings globais logo após a estreia costumam ganhar atenção da plataforma na hora de decidir renovações.

Por enquanto, não há prazo, data nem confirmação de qualquer tipo. A produtora tem vontade e ideias. A Netflix tem os números. A renovação, se vier, vai depender do cruzamento dessas duas coisas.

Fonte principal: thedirect.com. Informações complementares: News 24, The Mirror, Daily Express, Netflix Tudum.

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Toni Morais Ferreira editor do Salada de Cinema, cobre cinemas, séries e streaming desde 2021. Especializado em análise de séries de plataformas como Netflix, Prime Video e Paramount+, acompanha estreias, finais e bastidores com foco em cobertura aprofundada para o público brasileiro. Já analisou produções de mais de 30 países e escreve críticas, finais explicados e coberturas semanais de séries em alta.

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