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    Bring Me The Beauties: A Model Cult – como uma seita de culto capturou supermodelos da moda

    Thais BentlinBy Thais Bentlinjunho 2, 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Documentário Bring Me The Beauties sobre culto que recrutou supermodelos da indústria da moda
    (Reprodução / Estúdio)
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    Bring Me The Beauties: A Model Cult é o novo documentário da HBO que expõe como um homem que alegava ser alienígena conseguiu controlar uma rede inteira de supermodelos durante duas décadas — extraindo milhões de dólares deles enquanto os mantinha em isolamento psicológico e físico. A série em três partes, dirigida por Chris Smith (Onda de 100 Pés), reconstrói a história do Eternal Values (Valores Eternos), o culto que operava escondido à vista de todos na cena de moda de Nova York nos anos 1980 e 1990.

    Qual é o trailer de Bring Me The Beauties e o que promete?

    O trailer oficial acumula 273.063 visualizações desde o lançamento em 19 de maio de 2026. Com a tagline “Supermodels, secrets, and a cult hiding in plain sight” (Supermodelos, segredos e um culto escondido à vista de todos), o material promocional combina imagens de arquivo dos anos 1980, entrevistas em tempo presente com ex-membros e registros de como Frederick von Mierers construiu uma estrutura de controle tão eficaz que mesmo garotos de 16 anos percebidos como inteligentes e bem-sucedidos foram capturados por décadas.

    Quem é Hoyt Richards e por que sua história importa?

    Hoyt Richards é o personagem central do documentário — um supermodel cuja carreira foi sabotada e cujo dinheiro foi confiscado durante 20 anos por um culto que ele acreditava ser uma comunidade espiritual. A história dele começa de forma deceptivamente inocente: em 1978, aos 16 anos, Richards estava na praia em Nantucket quando um homem chamado Frederick von Mierers se aproximou dele. Von Mierers usou a inteligência de Richards contra ele, sugerindo que apenas pessoas muito inteligentes conseguiam compreender seus ensinamentos místicos sobre astrologia e espiritualidade.

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    Richards foi descoberto pela agência de modelos Ford enquanto estudava em Princeton, rapidamente se tornando um dos primeiros supermodelos masculinos mais bem pagos do mundo — ganhando até US$ 90 mil por mês (aproximadamente R$ 450 mil). Praticamente todo esse dinheiro foi doado ao Eternal Values. Quando finalmente escapou do grupo, após duas tentativas fracassadas, Richards tinha apenas US$ 3 mil no bolso. Ele precisou da ajuda de Fabio Lanzoni para se recuperar do que descreve como “transtorno de estresse pós-traumático complexo”.

    Como Frederick von Mierers construiu o controle sobre seus seguidores?

    Von Mierers atraía recrutas com promessas de iluminação espiritual, clareza mental e autorrealização através de dieta, exercício e celibato. O verdadeiro culto, porém, só era revelado depois que os seguidores já estavam totalmente envolvidos — geralmente após se mudarem para um apartamento compartilhado em Manhattan.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    Uma vez capturados, os membros descobriam que von Mierers acreditava ser um “walk-in” — um alienígena que havia tomado um corpo humano. Ele ensinava que sua origem era Arcturus, “o centro espiritual do universo”, e que só ele poderia salvá-los de uma catástrofe iminente que destruiria a Terra. A única forma de serem resgatados: seguir seus ensinamentos, comprar cristais de cura caros (frequentemente baratos e superfaturados) e permanecer sob seu controle absoluto.

    Para manter a disciplina, von Mierers utilizava estratégias clássicas de isolamento sectário:

    • Colocava membros uns contra os outros — incentivava vigilância interna e denúncias
    • “Slammings” — críticas verbais inesperadas e abusos sobre aparência e comportamento
    • Controle físico — membros dormiam amontoados no chão de quartos luxuosamente decorados
    • Confisco financeiro — toda renda era entregue ao líder

    Por que Jacki Adams foi tão importante para desmontar o culto?

    A supermodelo Jacki Adams é descrita pelo diretor Chris Smith como “o catalisador da queda” do Eternal Values. Adams se juntou ao grupo após ler sobre von Mierers no livro de 1985 Aliens Among Us, de Ruth Montgomery. Quando se apaixonou por John Andreadis, outro membro do culto, von Mierers interpretou o relacionamento como traição — particularmente porque acreditava que Andreadis era outro “walk-in” destinado a ser seu sucessor.

    Convencida de que o grupo não era saudável, Adams concedeu uma entrevista reveladora à revista Vanity Fair chamando publicamente o Eternal Values de “seita” e expondo a prática de von Mierers de cobrar milhares de dólares por cristais baratos. O artigo foi publicado logo após a morte de von Mierers por complicações da AIDS em 1990 — um detalhe particularmente iônico, pois von Mierers pregava celibato enquanto mantinha relações sexuais secretas com profissionais do sexo masculinos.

    Smith resume: “Não sei se teríamos conseguido fazer esta série sem Hoyt ou Jackie. Jackie foi realmente o catalisador da queda. Foi ela que percebeu que este grupo não era o que parecia. A saída dela foi realmente o começo do fim”.

    Por que um culto focado em beleza funciona diferente de outros cultos?

    O que torna o Eternal Values singular não é sua mitologia — alienígenas, cristais de cura e promessas de salvação são temáticas recorrentes em cultos. O que é raro é a especificidade do nicho: um culto construído exclusivamente para capturar e explorar supermodelos. Von Mierers não recrutava indiscriminadamente — ele procurava ativamente por pessoas atraentes, pedindo aos membros existentes que “tragam-me as beldades” (a origem do título da série).

    Isso funcionava porque a indústria de moda já era um ambiente isolado, competitivo e obsessivo com aparência. Von Mierers utilizou essas dinâmicas já presentes e as amplificou. Para uma modelo jovem, vulnerável e buscando significado, a promessa de fazer parte de um grupo “espiritual” de pessoas lindas liderado por um homem carismático era menos estranha do que poderia parecer para outsiders.

    O diretor Chris Smith observa: “Você pode olhar para uma história como essa de fora e pensar: ‘Eu jamais me envolveria com algo assim’. Mas muitas pessoas têm relacionamentos com cultos em suas vidas dos quais talvez nem se deem conta, sejam eles afiliações a partidos políticos ou religiões”.

    Qual é o desfecho do documentário?

    Após a morte de von Mierers em 1990, o grupo fragmentou-se em duas facções rivais. Sem o líder, o que restava do Eternal Values não foi liberado — tornou-se ainda mais abusivo. Richards relata que os membros remanescentes o submeteram a restrições de comida, agressões verbais e, em um incidente extremo, rasparam sua cabeça para sabotá-lo profissionalmente como modelo.

    A primeira tentativa de Richards de sair do grupo fracassou. Na segunda, ele fugiu com apenas US$ 3 mil. Seu amigo pessoal Fabio Lanzoni o acolheu e, segundo Richards, “salvou sua vida” oferecendo-lhe espaço seguro para processar o trauma complexo de duas décadas.

    Agora com 64 anos, Richards participou da série documentária não apenas para sua própria cura, mas para alertar outras pessoas sobre como é fácil entregar o poder a alguém carismático. Ele resume: “Descrevo minha experiência como um relacionamento de 20 anos com um grupo, como se fosse um culto. Relacionamentos sectários fazem parte da condição humana. Somos inconscientemente atraídos por isso porque, muito sutilmente, já vivenciamos dinâmicas semelhantes”.

    Quando Bring Me The Beauties será lançado?

    A série é uma coprodução entre HBO e BBC, com direção de Chris Smith (conhecido por Onda de 100 Pés). A data exata de estreia ainda não foi oficializada pela rede, mas a circulação do trailer em maio de 2026 sugere um lançamento próximo. O documentário em três partes inclui imagens de arquivo inéditas dos anos 1980 e 1990, além de entrevistas atuais com ex-membros do Eternal Values que levaram anos para se recuperar psicologicamente.

    Fonte: rollingstone.com.br

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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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