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    NOTÍCIA | One Piece da Netflix pode resgatar cenas cortadas, indica ator do live-action

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 12, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    One Piece mal chegou à segunda temporada e já trabalha a todo vapor na terceira, que iniciou filmagens em Cape Town, na África do Sul. Mesmo com o ritmo acelerado, parte do material previsto para o segundo ano acabou ficando de fora do corte final.

    O intérprete de Wapol, Rob Colletti, revelou que esses momentos descartados podem não ter ficado no limbo para sempre. Em conversa com a imprensa, o ator elogiou o trabalho dos roteiristas ao condensar arcos densos do mangá e deixou no ar a possibilidade de reciclar algumas histórias no futuro.

    Equilíbrio entre fidelidade e ritmo narrativo

    Depois de apresentar o Bando do Chapéu de Palha e a entrada na Grand Line na estreia, a segunda temporada amplia o universo da obra de Eiichiro Oda ao visitar Loguetown e Drum Island. Segundo Colletti, o roteiro precisou “afinar” a seleção de eventos para impedir que a trama ficasse confusa.

    Os showrunners Matt Owens e Steven Maeda conduziram essa filtragem com o cuidado de manter a essência do material original, mas sem comprometer o dinamismo exigido pela televisão. O resultado, aponta o ator, reflete o “gênio” de Oda e a liberdade que a Netflix tem para reorganizar a cronologia quando necessário.

    A estratégia lembra a forma como outras adaptações equilibram mistério e desenvolvimento de personagens, como visto em Imperfect Women, analisado em crítica publicada no Salada de Cinema.

    Rob Colletti detalha o desafio de viver Wapol

    Colletti contou que chegou ao projeto sem conhecer One Piece. O teste de elenco, realizado sob codinome, exigiu que ele preenchesse lacunas sem roteiro completo. A aposta em um tom cômico, mas ameaçador, garantiu o papel.

    Nos bastidores, o ator recebeu liberdade para ajustar nuances do monarca de Drum após ingerir a fruta “Munch-Munch”. Ele descreve a primeira gravação, um confronto com Dalton na floresta, como ponto de virada para entender a arrogância ferida do personagem. A construção incluiu meses de treinamento de dublês e adaptação de próteses que não limitassem a expressividade.

    Cenas removidas podem ganhar nova vida na terceira temporada

    A densidade do mangá obrigou a sala de roteiristas a cortar passagens inteiras. Para Colletti, nada impede que essas sequências retornem recontextualizadas no futuro. “One Piece não está preso a restrições criativas tradicionais”, comentou.

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    O depoimento alimenta a curiosidade dos fãs que viram arcos como o de Drum sofrerem compressão. Se confirmado, o resgate de cenas traria mais tempo de tela para personagens recém-chegados e permitiria aprofundar conflitos políticos apresentados de forma pontual.

    NOTÍCIA | One Piece da Netflix pode resgatar cenas cortadas, indica ator do live-action - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    No Salada de Cinema, já se destacou que a segunda temporada supera limitações técnicas; a eventual reinserção de material cortado pode reforçar ainda mais essa impressão.

    Salto de produção em Cape Town impulsiona a série

    Com cenários construídos do zero — o gabinete subaquático de Crocodile é citado por Colletti como “tudo prático, sem CGI” —, a mudança para os estúdios sul-africanos deve ampliar a escala visual já elogiada. Detalhes como papel de parede em relevo de jacaré e mobiliário com adornos dourados demonstram a obsessão da equipe por imersão.

    Esse capricho reforça a confiança do ator em retornar para a terceira temporada, mesmo sem contrato fechado. Ele define o emprego como “o melhor da vida” e não economiza elogios a Netflix e Tomorrow Studios pela gestão do set.

    Vale a pena assistir?

    Quem valoriza adaptações que conciliam respeito ao original e ousadia em reordenar eventos tem encontrado em One Piece um bom exemplo. A possível recuperação de cenas excluídas indica compromisso em entregar ao público momentos que não couberam no cronograma inicial.

    O trabalho de Rob Colletti como Wapol mostra o cuidado em escalar atores capazes de alternar humor e ameaça na medida certa, aspecto fundamental para manter a identidade leve e, ao mesmo tempo, épica da obra de Oda.

    Somado ao salto de produção em Cape Town e ao envolvimento direto do criador, o live-action confirma que ainda há muito a explorar nos mares da Netflix. Para quem embarcou na Grand Line ou pensa em começar agora, a jornada segue promissora.

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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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