Ghostface voltou a atacar e, desta vez, o alvo foi o próprio livro dos recordes. Lançado em 27 de fevereiro, Scream 7 transformou a franquia iniciada em 1996 em um clube bilionário de bilheteria, somando US$ 1,008 bilhão em receita global. O feito chega quase três décadas depois do primeiro filme e marca o maior fim de semana de abertura da série.
Com isso, o universo criado por Wes Craven e Kevin Williamson se torna o 117º a romper a marca de nove zeros, ultrapassando franquias como American Pie, Halloween e Predator. A façanha reacende a discussão sobre a força do terror nos cinemas, tópico que o Salada de Cinema acompanha de perto.
Retorno triunfal nas bilheterias
De acordo com o The Numbers, Scream 7 arrecadou US$ 97,2 milhões ao redor do globo em apenas três dias. Só nos Estados Unidos, o longa faturou US$ 64,1 milhões, superando com folga o recorde interno de Scream VI, que havia alcançado US$ 44,4 milhões. A quebra de barreiras coloca o título como a maior estreia doméstica da saga.
A soma total eleva a receita conjunta de todos os filmes para US$ 1,008 bilhão, deixando para trás sucessos de horror e comédia, entre eles a série Final Destination (US$ 975,5 mi) e até franquias de ação como The Expendables (US$ 840,8 mi). A nova performance também já superou a bilheteria total de Scream 4, marca destacada recentemente em nosso portal.
Atuações veteranas e novas caras
Parte do apelo de Scream 7 está no equilíbrio entre nostalgia e novidade. Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette e Matthew Lillard retornam aos papéis que os eternizaram. A química entre Campbell e Cox, por exemplo, segue afiada, entregando diálogos rápidos que remetem ao espírito autoconsciente do original.
O elenco ganha reforço de Isabel May, Joel McHale, Anna Camp, Mckenna Grace, Asa Germann, Celeste O’Connor e Ethan Embry. A integração dos novatos não ofusca os veteranos; ao contrário, injeta energia e atualiza a dinâmica de “quem é o assassino” para um público mais jovem. Destacam-se a presença intensa de Mckenna Grace, que vive uma final girl em potencial, e o humor sarcástico de Joel McHale, responsável por quebras de tensão bem-vindas.
Direção e roteiros mantendo a essência do pânico
A série, concebida por Wes Craven e roteirizada originalmente por Kevin Williamson, sempre mesclou metalinguagem e slasher clássico. Em Scream 7, esse DNA permanece evidente: o roteiro segue comentando as próprias regras do gênero enquanto multiplica reviravoltas.
Imagem: Divulgação
Os diálogos afiados evidenciam o cuidado em atualizar referências sem trair a tradição. Sequências de perseguição em corredores estreitos e telefonemas ameaçadores continuam presentes, mas agora acompanhados de discussões sobre redes sociais e cultura de true crime. O resultado é um filme que conversa com novatos e fãs de longa data, sustentado por cenas de ação coreografadas de forma mais visceral que nos capítulos anteriores.
Impacto do recorde de bilheteria na franquia
Com pouco mais de US$ 1 bilhão acumulados, Scream avança no ranking histórico e tem fôlego para subir ainda mais. Caso repita a trajetória de Scream VI, o sétimo longa pode alcançar cerca de US$ 244,1 milhões até o fim da exibição, elevando o total da marca para algo em torno de US$ 1,155 bilhão. Nessa projeção, o título ultrapassaria franquias como Ghostbusters (US$ 1,143 bi) e Saw (US$ 1,147 bi), aproximando-se do top 100 de todos os tempos.
O desempenho robusto também alimenta a possibilidade de um futuro Scream 8. Bastaria ao próximo capítulo arrecadar algo próximo de US$ 100 milhões para colocar o legado de Ghostface entre as cem séries mais lucrativas do cinema mundial. Esse resultado reforça o apelo comercial do terror, segmento que, nos últimos anos, se mostrou resistente a flutuações de mercado — tendência semelhante ao que se vê em movimentações como a fusão entre plataformas de streaming.
Vale a pena assistir?
Scream 7 entrega o pacote que o público espera: sustos criativos, humor autodepreciativo e um jogo de adivinhação que não perde o fôlego. A presença dos veteranos garante nostalgia, enquanto o elenco jovem renova a atmosfera. Para quem busca um slasher clássico temperado com comentários atuais sobre cultura pop, o filme mantém o padrão que transformou a marca em fenômeno bilionário.









