O universo de Peaky Blinders volta a crescer com Peaky Blinders: O Homem Imortal (The Immortal Man). A principal novidade é a troca de intérprete de Duke Shelby: sai Conrad Khan, entra Barry Keoghan. A mudança foi confirmada pelo criador Steven Knight e acompanha um salto temporal que leva a narrativa aos anos 1940.
A alteração põe o holofote sobre a performance de Keoghan, ator conhecido por papéis intensos em Saltburn e O Sacrifício do Cervo Sagrado. Segundo Knight, o irlandês sempre foi sua primeira escolha para viver o filho perdido de Tommy Shelby, agora mais velho e influente dentro do império criminoso da família.
A chegada de Barry Keoghan ao clã Shelby
Quando Duke surgiu na sexta temporada, Conrad Khan interpretou um jovem tentando se compreender dentro de uma família dominada pelo poder de Tommy. Agora, com a trama avançando para 1940, a produção buscou um ator capaz de transmitir autoridade imediata; daí a escalação de Barry Keoghan.
Em entrevista à Entertainment Weekly, Steven Knight elogiou a “calma” do ator em cena e afirmou que Keoghan “levou o personagem a outro nível”. Trata-se de um elogio direto ao magnetismo que o irlandês costuma exibir em personagens dúbios e imprevisíveis, característica essencial para um Shelby prestes a comandar os negócios em meio à Segunda Guerra Mundial.
O que muda com o salto temporal para 1940
Peaky Blinders: O Homem Imortal acompanha Tommy Shelby (Cillian Murphy) retornando a Birmingham após período de exílio durante a guerra. Esse afastamento abre espaço para que Duke assuma as rédeas da gangue, como indica o trailer: “Seu filho cigano está tocando os Peaky Blinders como se fosse 1919”, adverte Ada Shelby.
Com o avanço de vários anos, a transição de um Duke adolescente para um adulto plenamente inserido no submundo exige uma leitura dramática mais densa. A filmografia recente de Keoghan prova que ele sabe explorar camadas sombrias — algo que deve ressaltar a tensão inerente à relação entre pai e filho, ponto que o longa promete investigar.
Direção, roteiro e elenco de apoio
O longa é dirigido por Tom Harper e roteirizado por Steven Knight, dupla que volta a trabalhar para manter o ritmo frenético da série, agora em escala cinematográfica. Ao lado de Keoghan, o elenco reúne Cillian Murphy, Rebecca Ferguson, Tim Roth, Sophie Rundle, Stephen Graham, Ned Dennehy, Packy Lee, Ian Peck e Jay Lycurgo.
Imagem: Divulgação
Murphy volta ao papel que lhe rendeu aclamação e, mesmo sendo anunciado como sua última aparição como Tommy Shelby, o ator terá espaço para confrontar o filho em um momento crucial. A participação de Murphy ganha ainda mais curiosidade após a arte conceitual de Tron: Ares descartar seu retorno, mostrando como o astro equilibra projetos diversos.
Impacto futuro para a franquia Peaky Blinders
O recast de Duke não se resume a substituir um ator; ele sinaliza a possível transição de protagonismo. Ao elogiar Keoghan publicamente, Knight deixa claro que o personagem deve ser eixo central, seja em futuras continuações no cinema ou em séries derivadas que venham a surgir.
Peaky Blinders: O Homem Imortal estreia em salas selecionadas em 6 de março de 2026 e chega à Netflix em 20 do mesmo mês, com 112 minutos de duração. A produção conta com Caryn Mandabach, Cillian Murphy, Guy Heeley e o próprio Knight entre os produtores executivos, reforçando a intenção de manter controle criativo na expansão da marca.
Vale a pena ficar de olho?
A escalação de Barry Keoghan como Duke Shelby adiciona vigor ao elenco e sugere novo rumo para a saga dos Peaky Blinders. A combinação de salto temporal, reencontro entre pai e filho e o retorno de Cillian Murphy sob direção de Tom Harper cria cenário fértil para performances marcantes. Para quem acompanha a série ou busca boa atuação aliada a narrativa de época, o filme desponta como aposta certeira — e o Salada de Cinema seguirá atento a cada passo dessa nova fase.



