Itachi Uchiha sempre foi sinônimo de mistério e poder em Naruto. Desde os primeiros capítulos, o personagem surgia como uma lenda viva, capaz de paralisar adversários e leitores com o mesmo olhar sereno. A adaptação animada, dirigida por Hayato Date, amplificou esse impacto ao dar ritmo e voz a cada gesto calculado do anti-herói.
Mas o que, de fato, sustenta o posto de “mais forte da Akatsuki” na obra criada por Masashi Kishimoto? Abaixo, destrinchamos popularidade, habilidades, contexto de produção e a comparação inevitável com outros antagonistas para entender por que o nome de Itachi ainda domina enquetes e discussões.
Popularidade duradoura de Itachi na franquia
Mesmo durante a publicação semanal na Shonen Jump, Itachi já figurava no topo dos levantamentos de popularidade. A segunda colocação no ranking global de 2022-2023 confirma que o fascínio não se perdeu com o tempo; apenas Minato o superou, atraindo atenções para a origem do Rasengan. Ainda assim, a curiosidade pelo irmão mais velho de Sasuke segue intacta.
Parte desse interesse vem da construção do personagem. Kishimoto entrega um shinobi prodígio que desperta o Sharingan na infância e, ainda cedo, carrega o peso da responsabilidade pelo destino do clã Uchiha. No anime, a interpretação vocal contida reforça o contraste entre juventude e maturidade, traduzindo em poucas falas a culpa que move cada ação.
Os jutsu que sustentam o título de mais forte
Não basta ter carisma; em Naruto, força se mede em técnicas. Itachi desbloqueou o Mangekyō Sharingan bem antes da maioria dos Uchihas, ganhando acesso a três pilares de seu arsenal:
- Tsukuyomi – Ilusão relâmpago que prende a vítima em uma realidade distorcida.
- Amaterasu – Chamas negras inextinguíveis que consomem tudo no caminho.
- Susanoo – Avatar colossal de chakra, último recurso de defesa e ataque.
Além do trio, o ninja domina genjutsu clássico, Fire Release e até Water Release com a mesma naturalidade. O temido Izanami, dōjutsu proibido que aprisiona o oponente em um looping sensorial, completa o repertório – talvez o recurso definitivo para controlar batalhas sem precisar de força bruta.
Do ponto de vista da animação, a equipe do estúdio Pierrot enquadra cada ativação do Mangekyō com cores saturadas e trilha tensa, transformando o momento em espetáculo visual. Não há diálogo expositivo que iguale o impacto de ver o Susanoo ocupar a tela inteira – mérito da direção em sincronizar som e imagem.
Imagem: Divulgação
Da tragédia ao disfarce: caminho até a Akatsuki
O massacre do clã Uchiha, executado sob ordens veladas de Konoha, molda tanto Itachi quanto Sasuke. Manipulado por Tobi/Obito, o jovem aceitou o rótulo de traidor para poupar a Vila da Folha de uma guerra civil. Essa virada dramática, revelada somente no terço final do mangá, reposiciona Itachi de vilão para mártir silencioso.
Após o massacre, ele ingressa na Akatsuki como agente duplo. Lá, mantém vigilância sobre os planos da organização enquanto aparenta lealdade. O roteiro de Kishimoto dosa pistas que só fazem sentido em retrospecto, valorizando revisionismos posteriores. No anime, Hayato Date destaca esse subtexto com closes prolongados no olhar cansado do personagem, sublinhando o peso da missão secreta.
Quem realmente poderia derrotá-lo?
Nos fóruns, a discussão sobre o “mais forte da Akatsuki” costuma esbarrar em duas exceções: Madara Uchiha e Obito portador do Rinnegan. Madara, com reservas de chakra quase ilimitadas, superaria Itachi em confronto direto. Já Obito, reforçado pelo Rinnegan, oferece mobilidade e defesa que anulam parte dos genjutsu.
A análise, porém, precisa considerar o estado de saúde de Itachi no enredo principal. Gravemente doente, o shinobi lutava longe do auge. Se saudável, ele provavelmente elaboraria contramedidas – característica que vai além da força física, passando pela inteligência estratégica. Contra membros como Pain ou Deidara, o domínio de ilusões daria ampla vantagem, justificando o título de membro mais poderoso dentro de um patamar “humano”.
Vale a pena revisitar Naruto pela história de Itachi?
Para quem busca personagens complexos, a trajetória de Itachi oferece tragédia, sacrifício e cenas de ação memoráveis. O contraste entre a direção eficiente de Hayato Date e o roteiro meticuloso de Masashi Kishimoto mantém o arco relevante, mesmo anos após o fim da série. Se algum motivo ainda faltava para maratonar Naruto no streaming, a jornada desse Uchiha cumpre o papel com folga — e o Salada de Cinema sabe que poucos antagonistas entregam tanta densidade em um shonen.



