Amazon MGM Studios bateu o martelo: The Beekeeper 2 chega aos cinemas em 15 de janeiro de 2027, ocupando novamente o fim de semana prolongado de Martin Luther King Jr. — janela que se provou lucrativa para o primeiro filme. A sequência conta com Jason Statham de volta ao papel de Adam Clay, ex-agente que trocou a colmeia da espionagem por vinganças pessoais a la pancadaria pesada.
Dirigido agora por Timo Tjahjanto, o thriller de ação troca o roteirista Kurt Wimmer por Umair Aleem, mas mantém o orçamento robusto: mais de US$ 50 milhões, cobertos por um acordo global entre a Amazon e a Miramax. O Salada de Cinema acompanha cada passo da produção que, segundo o estúdio, encerrou filmagens no fim de novembro de 2026 e já entra em pós-produção acelerada.
Jason Statham lidera elenco afiado e preparado para pancadaria de alto nível
Protagonista absoluto da franquia, Statham retorna ao campo de batalha com o carisma ranzinza e a fisicalidade que o público espera. A expectativa é que o ator eleve o patamar de seu personagem, agora fugitivo em missão de acerto de contas mais pessoal. Nos bastidores, fontes próximas garantem que o britânico insistiu em gravar a maior parte das cenas de risco sem dublê, repetindo o compromisso que ajudou o primeiro longa a cravar 92 % no Rotten Tomatoes.
O segundo filme reforça o elenco com nomes de peso: Jeremy Irons assume um mentor ambíguo, Yara Shahidi oferece frescor dramático, enquanto Pom Klementieff dá continuidade ao histórico de performances intensas, unindo charme e combate corpo a corpo. Entre as adições, chama atenção a presença de Adam Copeland, ex-WWE, promessa de golpes vistosos. A mistura visa equilíbrio entre atuação e brutalidade coreografada, evitando o excesso de CGI e apostando em cenas práticas, marca registrada de Statham.
Mudança de roteirista: como o texto pode ganhar fôlego com Umair Aleem
A troca de Kurt Wimmer por Umair Aleem ocorreu em maio de 2026, poucos meses antes das filmagens, mas sem abalar o cronograma. Aleem, roteirista de filmes de vingança urbana, foi contratado para dinamizar diálogos e dar profundidade emocional a Adam Clay. O desafio é equilibrar set-pieces explosivas com motivações críveis — ponto que costuma separar thrillers de ação genéricos de sucessos sólidos no gênero.
Internamente, comenta-se que Aleem enxugou a trama, conferindo ritmo ágil e reviravoltas pontuais. A estratégia segue tendência de Hollywood: produzir roteiros compactos focados em personagens icônicos, prática que lembra a condição imposta por Chris Pratt para retornar a grandes franquias. Dessa forma, o estúdio pretende manter a série fresca, evitando desgaste precoce.
Visão de Timo Tjahjanto: violência estilizada e adrenalina como assinatura
Conhecido por filmes indonésios de pancadaria frenética, Timo Tjahjanto assume a cadeira de diretor em busca de elevar o visual da saga. A expectativa é que ele traga enquadramentos próximos, cortes secos e uso intenso de cenografia prática, características vistas em produções como The Night Comes for Us. Nos bastidores, o cineasta teria recebido carta branca para coreografar sequências longas de luta, minimizando dependência de câmera tremida.
Esse olhar mais orgânico combina com a proposta de Statham de manter autenticidade física. Fontes apontam que metade do cronograma de filmagens foi dedicada a ensaios marciais, garantindo fluidez nas cenas. Tjahjanto também promete explorar a mitologia da organização “Beekeepers”, ampliando o universo sem recair em explicações expositivas. É movimento ousado, sobretudo diante de thrillers recentes que falharam em sustentar mundos críveis, como o criticado Mercy, soterrado por 17 % de aprovação.
Imagem: Divulgação
Estratégia de lançamento e disputa por atenção no feriado de MLK
Manter a estreia em 15 de janeiro visa repetir o desempenho financeiro do primeiro longa, que arrecadou US$ 162,6 milhões globalmente. O feriado norte-americano de Martin Luther King Jr. costuma impulsionar sessões diurnas, atraindo público que busca entretenimento leve no inverno. Para The Beekeeper 2, a meta é ultrapassar a marca anterior, consolidando a franquia como aposta recorrente do estúdio para a temporada.
Porém, a data não estará livre de rivais: Paramount planeja soltar Children of Blood and Bone, enquanto Universal e Blumhouse armam projeto de terror ainda sem título. A concorrência cria cenário semelhante ao que ocorreu quando “Sinners”, de Ryan Coogler, liderou indicações ao Oscar mesmo dividindo salas com blockbusters. A Amazon acredita no poder de Statham para capturar público adulto que procura ação direta, sem super-heróis ou narrativa multiversal.
Vale a pena ficar de olho em The Beekeeper 2?
Para quem acompanha thrillers de vingança, The Beekeeper 2 surge como candidato natural a manter o subgênero vivo no circuito comercial. O retorno de Jason Statham, aliado à direção visceral de Timo Tjahjanto, promete unir força bruta e estilo visual que fogem do piloto automático. Se Umair Aleem entregar roteiro mais compacto e emocional, a sequência pode evitar armadilha de repetição que costuma ameaçar segundas partes.
Outro ponto de interesse reside no elenco de apoio, recheado de veteranos respeitados, como Jeremy Irons, e figuras queridas do cinema pop, caso de Pom Klementieff. Essa combinação amplia a chance de performances marcantes, ingrediente essencial para diferenciar a produção num mercado saturado de franquias. O fato de Statham atuar também como produtor sugere controle criativo maior, o que costuma refletir em cenas de luta mais autênticas.
Por fim, a estratégia de lançamento em janeiro, período historicamente propício para surpresas de bilheteria, pode garantir fôlego ao longa antes da maratona de blockbusters de verão. Resta saber se o público seguirá engajado após três anos de espera; o termômetro inicial virá dos trailers e do boca a boca entre fãs de ação, dispostos a conferir se Adam Clay continuará “picando” sem dó nem piedade.


