Existem filmes de terror, e existe O Massacre da Serra Elétrica. A obra-prima de Tobe Hooper, de 1974, não é um filme que assusta, é um filme que agride. Um pesadelo sujo e febril que, mesmo 50 anos depois, não perdeu um pingo de sua capacidade de perturbar quem assiste.
Este clássico absoluto, que agora pode ser visto de graça no Mercado Play, é um divisor de águas no cinema de horror. É a certidão de nascimento do slasher moderno e uma experiência cinematográfica que, uma vez vista, nunca mais é esquecida. Agora com a alta da série Monstros: Ed Gein, O Massacre da Serra Elétrica voltou a ser revisitado.
A história de O Massacre da Serra Elétrica
A narrativa, com 1 hora e 23 minutos, acompanha cinco jovens amigos em uma van. Eles viajam pelas estradas poeirentas do Texas em um dia quente de verão.
A viagem deles toma um rumo sinistro quando dão carona a um andarilho bizarro e violento. Após se livrarem dele, eles param em um posto de gasolina em busca de combustível.
Ignorando os avisos do proprietário, eles se aproximam de uma velha casa de fazenda. O que eles encontram lá dentro é uma família de canibais. Um a um, os jovens são caçados por uma figura aterrorizante: um homem gigante que usa uma máscara feita de pele humana e uma serra elétrica como arma.
A Sinfonia do Medo Sujo e Realista
O que torna O Massacre da Serra Elétrica uma obra tão icônica é a sua recusa em ser bonito. Tobe Hooper filma o Texas como um inferno de sol e poeira. A câmera granulada e o som incessante da serra elétrica criam uma atmosfera de documentário, como se estivéssemos assistindo a uma filmagem real.
A genialidade do filme está em sua sugestão. Apesar do título, há pouquíssimo sangue na tela. O terror não vem do gore, mas da insanidade palpável da família de canibais e do desespero absoluto da “final girl”.
A cena do jantar é, talvez, um dos momentos mais perturbadores da história do cinema, construída com cortes rápidos e o som de gritos. A produção se tornou um pilar do horror, influenciando tudo o que veio depois, de Halloween a Pânico.
A equipe que criou um pesadelo atemporal

A direção de O Massacre da Serra Elétrica é de Tobe Hooper. O roteiro foi co-escrito por Hooper e Kim Henkel. O filme foi feito com um orçamento baixíssimo e um elenco de atores então desconhecidos, incluindo Marilyn Burns no papel da icônica Sally.
O personagem Leatherface foi vagamente inspirado nos crimes de Ed Gein. O que torna o filme uma recomendação obrigatória é sua importância histórica. Com uma nota 7.4 no IMDb, é um estudo sobre como criar terror puro a partir da atmosfera, e não de artifícios.
Muitos filmes de terror terminam quando a manhã chega. O Massacre da Serra Elétrica termina com sua heroína rindo histericamente sob o sol nascente, coberta de sangue. E é nesse momento que entendemos: ela sobreviveu em O Massacre da Serra Elétrica, mas a sanidade ficou para trás, na estrada. Veja no Mercado Play clicando aqui.
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