Sequências raramente capturam a magia do original, mas Doze Homens e Outro Segredo continua sendo um bom filme para assistir no final de semana. A continuação do sucesso de Steven Soderbergh, agora disponível novamente na Netflix, troca a precisão de Las Vegas pelo caos charmoso da Europa.
O resultado é uma aventura mais solta, mais cômica e deliciosamente autoconsciente, que reúne um dos elencos mais carismáticos da história do cinema. Quem assistiu a Onze Homens e um Segredo, claramente deve acompanhar de perto o enredo de Doze Homens e Outro Segredo.
A história de Doze Homens e Outro Segredo
A narrativa, com 2 horas e 5 minutos, se passa três anos após o ousado assalto ao Bellagio. O antigo inimigo da equipe, o vingativo Terry Benedict (Andy Garcia), localiza cada um dos onze membros da quadrilha. Ele lhes dá um ultimato implacável: eles têm duas semanas para devolver todo o dinheiro roubado, com juros.
Com a maior parte da fortuna gasta, Danny Ocean (George Clooney) e seu braço direito, Rusty Ryan (Brad Pitt), reúnem a equipe novamente. Como já são marcados nos Estados Unidos, eles partem para a Europa em busca de novos golpes.
Sua missão é complicada por dois novos adversários: a inteligente detetive da Europol, Isabel Lahiri (Catherine Zeta-Jones), e um ladrão rival e mestre do disfarce, François Toulour (Vincent Cassel).
A crítica: pontos positivos e negativos da obra
O grande destaque de Doze Homens e Outro Segredo, e o que define seu tom, é sua autoconsciência. A cena em que a personagem de Julia Roberts precisa se passar pela atriz Julia Roberts, com a participação de Bruce Willis, é um momento meta-linguístico brilhante.
Ela encapsula a proposta da obra: ser mais uma comédia de amigos do que um thriller de assalto tenso. A direção primorosa de Steven Soderbergh abraça um estilo que homenageia o cinema europeu dos anos 60, com uma fotografia fabulosa.
A produção, no entanto, é frequentemente considerada inferior ao original. O roteiro de George Nolfi, embora com diálogos excelentes, deixa alguns personagens sem função clara. Além disso, o clímax de Doze Homens e Outro Segredo encontra uma solução mais fácil, e o assalto em si carece da complexidade do primeiro filme.
Elenco e a produção
Imagem: Divulgação/Doze Homens e Outro Segredo – Warner Bros.
O filme de 2004 é comandado pelo diretor vencedor do Oscar Steven Soderbergh. O roteiro é de George Nolfi. O elenco estelar retorna em peso, com George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon e Julia Roberts liderando o time.

As adições de Catherine Zeta-Jones e Vincent Cassel trazem um novo frescor à dinâmica. O que torna o filme imperdível, apesar de suas falhas, é o puro prazer de ver este grupo interagindo.
É um entretenimento sofisticado e engraçado, que compensa a trama menos elaborada, provando que, às vezes, a jornada é mais divertida que o destino.
Ainda que não alcance a perfeição de seu antecessor, Doze Homens e Outro Segredo é uma sequência que ousa ser diferente. E isso, de fato, faz valer a pena dar o play.
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