Um grito de “Get Over Here!”. Uma corrente que rasga o ar. O ninja infernal que finalmente arranca a espinha de seu rival de gelo na tela. Essa é a promessa cumprida de Mortal Kombat, o filme que entendeu o que os fãs queriam ver e que agora retornou ao catálogo do HBO Max.
A produção de 2021 não é a aventura de Sessão da Tarde dos anos 90. É a resposta sangrenta e sem censura que os jogadores esperaram por décadas. Com 1 hora e 50 minutos, Mortal Kombat funciona como um prelúdio, uma brutal rodada de aquecimento para o torneio que, de fato, só acontecerá na sequência.
A história de Mortal Kombat
A narrativa nos apresenta a Cole Young, um lutador de MMA que não entende a marca de dragão com a qual nasceu. Sua vida vira de cabeça para baixo quando Sub-Zero, tenta matá-lo.
Então, ele descobre então que é um dos escolhidos para defender a Terra em um torneio ancestral contra as forças de Outworld. Para isso, ele precisa encontrar os outros campeões, treinar e despertar seu poder oculto.
A missão é urgente, pois o feiticeiro Shang Tsung planeja trapacear e aniquilar todos eles antes mesmo de o torneio começar.
Um hino ao ‘Fan Service’ e à brutalidade honesta
Mortal Kombat entende que seus fãs não vieram para um drama shakespeariano. Eles vieram para ver as fatalidades. E, nisso, o filme entrega com uma alegria sádica.
A direção de Simon McQuoid foca na fisicalidade da violência. As lutas são coreografadas com um peso que honra os jogos. A rivalidade entre Scorpion e Sub-Zero, que abre e fecha o filme, é o verdadeiro coração da obra.
É verdade que a história do novo protagonista é o elo mais fraco. Mas ele serve a seu propósito: ser os nossos olhos neste universo bizarro. O filme não tem vergonha de ser exatamente o que é: uma celebração da mitologia e da violência que tornaram o game um fenômeno.
A equipe que deu sangue e gelo a um clássico dos games
A direção é do estreante em longas Simon McQuoid, com produção de James Wan (o mestre de Invocação do Mal). O roteiro é de Greg Russo e Dave Callaham. Já o elenco é funcional.
Lewis Tan, no papel de Cole Young, carrega a tarefa de ser o novato, mas são os personagens do game que brilham. Joe Taslim (The Raid), como Sub-Zero, é uma força da natureza, uma presença que congela a tela.

Já Hiroyuki Sanada, como Scorpion, traz uma gravidade trágica para a rivalidade. E Josh Lawson, como Kano, rouba cada cena com seu humor nojento.
A nota 6.1 no IMDb reflete um filme que divide. Mas o que torna a obra uma recomendação certeira é sua honestidade. Para quem cresceu jogando o game e esperou anos para ver um ‘Fatality’ de verdade na tela, o filme não é apenas uma adaptação; é uma recompensa.
A obra não é sobre o torneio; é sobre a carnificina que o antecede. E nos deixa com um único pensamento: que a próxima rodada comece logo. Não deixe de ver Mortal Kombat no HBO Max.
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