Em 2018, um diretor estreante chamado Ari Aster pegou o drama familiar e o transformou no filme de terror mais perturbador da década. Hereditário, a obra que redefiniu o horror moderno, está disponível na Prime Video por meio de aluguel, esperando para te assombrar.
Não espere sustos fáceis de Hereditário. Com 2 horas e 6 minutos, o filme é um luto que vira pesadelo. É uma descida lenta e sufocante à loucura de uma família presa em uma herança que vai muito além de traços genéticos.
A história de Hereditário, a família amaldiçoada pela própria árvore genealógica
A avó reclusa da família Graham morre. A filha, Annie, uma artista de miniaturas, tenta lidar com a perda complicada de uma mãe com quem nunca teve uma boa relação.
Seu marido, Steve, tenta manter a paz. O filho adolescente, Peter, fuma maconha para escapar. E a filha mais nova, Charlie, uma garota estranha obcecada por fazer barulhos com a boca, parece ser a única que realmente sente a falta da avó.
Após o funeral em Hereditário, no entanto, a presença da matriarca continua a pairar sobre a casa, como uma sombra. Eventos bizarros começam a acontecer. Annie busca consolo no sobrenatural.
E uma nova tragédia, ainda mais devastadora, empurra a família para um abismo de dor, culpa e para a descoberta de um segredo ancestral aterrorizante.
O luto como o verdadeiro monstro
A direção de Ari Aster transforma o filme em uma experiência física. Ele filma a casa da família Graham não como um lar, mas como uma das miniaturas de Annie: uma prisão perfeitamente construída, onde cada cômodo parece observar os personagens.
A câmera se move com uma lentidão torturante, criando uma sensação de pavor constante. A obra usa o luto como o verdadeiro monstro. O sobrenatural existe, mas ele se alimenta da dor e da culpa que já corroíam a família por dentro.
Hereditário se recusa a oferecer alívio. É um estudo sobre como o trauma pode ser uma herança passada de geração em geração, uma maldição da qual não se pode escapar.
A equipe que deu corpo ao pesadelo familiar
Bom, o primeiro detalhe importante aqui é que o filme é escrito e dirigido por Ari Aster, em uma estreia que o colocou instantaneamente no panteão dos mestres do horror.
E claro, a obra pertence à sua atriz principal. Toni Collette (recentemente fazendo sucesso com novo título da Netflix, Desobedientes), como Annie, entrega uma das performances mais fortes da história do terror, sua jornada do luto à possessão é um tour de force que merecia um Oscar.

Alex Wolff, no papel do filho Peter, personifica a angústia adolescente amplificada pelo horror. Já Milly Shapiro, como a jovem Charlie, cria uma das figuras infantis mais perturbadoras do cinema com uma naturalidade desconcertante.
E Gabriel Byrne, como o pai Steve, representa a razão tentando sobreviver em um mundo que abraçou a loucura. Com aclamação da crítica (89% no Rotten Tomatoes) e nota 7.3/10 no IMDb, o filme se sustenta nessas atuações.
Se você busca um terror que troca os sustos pela atmosfera e não tem medo de te deixar desconfortável, Hereditário é uma sessão obrigatória.
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