Imagine um trem que nunca para, carregando os últimos sobreviventes da humanidade através de um planeta congelado. Dentro dele, uma sociedade rigidamente dividida entre a miséria e o luxo. Esta é a premissa de Expresso do Amanhã, uma série de ficção científica distópica que usa a adrenalina da sobrevivência para fazer uma pergunta poderosa: que tipo de mundo construiríamos se tivéssemos uma segunda chance?
Com suas quatro temporadas completas já disponíveis na Netflix, esta é a hora de embarcar nesta jornada de Expresso do Amanhã. Já adiantamos, tanto elenco, quanto roteiro e diretores, fizeram um excelente trabalho aqui, tornando-a uma das melhores séries do estilo.
Qual é a história de Expresso do Amanhã?
A narrativa se passa sete anos após um experimento para conter o aquecimento global falhar catastroficamente, mergulhando o mundo em uma nova era glacial.
Os únicos remanescentes da humanidade vivem a bordo do Expresso do Amanhã, um trem com 1.001 vagões que circunda o globo perpetuamente. Dentro desta arca de metal, uma sociedade brutalmente dividida por classes é imposta.
Os passageiros da primeira classe vivem em opulência, enquanto os “fundistas”, que invadiram o trem no último momento, sobrevivem em condições sub-humanas na cauda.
Cansados da injustiça, os fundistas, liderados pelo ex-detetive Andre Layton (Daveed Diggs), começam a arquitetar uma revolução que ameaça desestabilizar a frágil ordem do trem e o futuro da humanidade.
A crítica da série e porque é uma boa dica
Esta é uma série sensacional, mas que vai muito além da ação e do suspense. Afinal, se analisar bem, você verá que a produção serve para reflexão de como queremos moldar nossa sociedade.
O grande mérito de Expresso do Amanhã é funcionar como uma alegoria social potente e complexa. O trem é um microcosmo do nosso mundo, com todas as suas injustiças, lutas de classes e dilemas políticos.
A série tem a coragem de não apresentar heróis perfeitos ou vilões caricatos, explorando as áreas cinzentas da moralidade em uma situação de sobrevivência extrema.
Expandindo o universo do aclamado filme de Bong Joon Ho (Parasita), a série usa seu formato mais longo para aprofundar a política e as conspirações. No final, a melhor recomendação é: “Assista. E tire suas próprias conclusões”.
O elenco e a produção da série
Imagem: Divulgação/Expresso do Amanhã – Netflix

A produção de Expresso do Amanhã é liderada por performances excelentes de Daveed Diggs (Hamilton) como o líder revolucionário e Jennifer Connelly (Top Gun: Maverick) como a enigmática Melanie Cavill. O elenco conta ainda com Mickey Sumner e, a partir da segunda temporada, com o aclamado Sean Bean (Game of Thrones).
A série foi desenvolvida para a TV por Josh Friedman e Graeme Manson, sendo baseada tanto no filme sul-coreano de 2013 dirigido por Bong Joon Ho, quanto na graphic novel francesa original, Le Transperceneige.
Com suas quatro temporadas completas, Expresso do Amanhã é um thriller de ficção científica inteligente e provocador. Uma jornada brutal e reflexiva que vale cada minuto.
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