Matar um protagonista no final de um filme de terror parece óbvio, mas a franquia Resident Evil nunca tinha feito isso de verdade. O novo longa dirigido por Zach Cregger muda essa lógica ao encerrar a história com a morte de Bryan, um dos personagens centrais, algo que a Screen Rant destacou como a decisão mais corajosa entre todas as adaptações do jogo da Capcom para o cinema.
A escolha chama atenção porque rompe com um padrão que atravessou mais de duas décadas de franquia. Nos seis filmes estrelados por Milla Jovovich como Alice, entre 2002 e 2016, a protagonista sempre sobrevivia até os créditos, mesmo quando a trama flertava com a possibilidade de sacrifício. Cregger decide não repetir essa fórmula.
O final de Resident Evil (2026) mata Bryan, algo inédito na franquia
Bryan participa da resistência final contra a ameaça que domina o terceiro ato do filme e não sobrevive ao desfecho. A Screen Rant trata a cena como o momento que define o tom da adaptação, justamente por retirar da história um personagem que o público via como peça permanente da narrativa.
Isso muda a forma como o espectador acompanha o restante do filme. Sem a certeza de que os protagonistas vão sair ilesos, cada confronto ganha um peso que as versões anteriores de Resident Evil raramente sustentaram até o fim.
Do primeiro Resident Evil, em 2002, até Resident Evil: O Capítulo Final, em 2016, a franquia manteve Alice viva mesmo diante de perdas constantes ao redor dela. Isso deu à série um selo de previsibilidade que funcionava para o público fiel, mas limitava a sensação real de risco.
Ao matar Bryan, a nova versão sugere que nenhum personagem está protegido pela lógica de franquia. Essa mudança de postura é o tipo de decisão que costuma render leitura mais tensa às cenas de ação, já que o desfecho de cada confronto deixa de ser previsível.
A marca de Zach Cregger em Barbarian e Weapons explica a escolha
Antes de assumir Resident Evil, Cregger construiu reputação justamente por subverter expectativas de gênero. Em Barbarian, ele guiou o público para um lugar completamente diferente do que a premissa inicial prometia, e Weapons seguiu o mesmo caminho de desconforto controlado.

Essa característica ajuda a explicar por que a morte de Bryan não soa como um golpe barato de roteiro. Ela se encaixa no estilo de um diretor que já demonstrou disposição para desafiar a zona de conforto do próprio gênero em que trabalha.
O contraste com o histórico da franquia reforça esse ponto. Enquanto as adaptações anteriores tratavam a sobrevivência dos protagonistas quase como regra de gênero, Cregger usa a morte de um personagem central para sinalizar que essa versão de Resident Evil não opera com a mesma rede de segurança.
Ainda não há confirmação oficial sobre continuações diretas dessa versão, mas a decisão de matar um protagonista central deixa a porta aberta para uma sequência com apostas narrativas mais altas do que qualquer filme anterior da saga.
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