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    Final de Resident Evil (2026) explicado: por que a morte de Bryan muda a franquia

    Zach Cregger encerra sua adaptação matando um protagonista, algo que nem os filmes com Milla Jovovich ousaram fazer
    Matheus AmorimBy Matheus Amorimsetembro 29, 2026Nenhum comentário3 Mins Read

    Matar um protagonista no final de um filme de terror parece óbvio, mas a franquia Resident Evil nunca tinha feito isso de verdade. O novo longa dirigido por Zach Cregger muda essa lógica ao encerrar a história com a morte de Bryan, um dos personagens centrais, algo que a Screen Rant destacou como a decisão mais corajosa entre todas as adaptações do jogo da Capcom para o cinema.

    A escolha chama atenção porque rompe com um padrão que atravessou mais de duas décadas de franquia. Nos seis filmes estrelados por Milla Jovovich como Alice, entre 2002 e 2016, a protagonista sempre sobrevivia até os créditos, mesmo quando a trama flertava com a possibilidade de sacrifício. Cregger decide não repetir essa fórmula.

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    O final de Resident Evil (2026) mata Bryan, algo inédito na franquia

    Bryan participa da resistência final contra a ameaça que domina o terceiro ato do filme e não sobrevive ao desfecho. A Screen Rant trata a cena como o momento que define o tom da adaptação, justamente por retirar da história um personagem que o público via como peça permanente da narrativa.

    Isso muda a forma como o espectador acompanha o restante do filme. Sem a certeza de que os protagonistas vão sair ilesos, cada confronto ganha um peso que as versões anteriores de Resident Evil raramente sustentaram até o fim.

    Do primeiro Resident Evil, em 2002, até Resident Evil: O Capítulo Final, em 2016, a franquia manteve Alice viva mesmo diante de perdas constantes ao redor dela. Isso deu à série um selo de previsibilidade que funcionava para o público fiel, mas limitava a sensação real de risco.

    Ao matar Bryan, a nova versão sugere que nenhum personagem está protegido pela lógica de franquia. Essa mudança de postura é o tipo de decisão que costuma render leitura mais tensa às cenas de ação, já que o desfecho de cada confronto deixa de ser previsível.

    A marca de Zach Cregger em Barbarian e Weapons explica a escolha

    Antes de assumir Resident Evil, Cregger construiu reputação justamente por subverter expectativas de gênero. Em Barbarian, ele guiou o público para um lugar completamente diferente do que a premissa inicial prometia, e Weapons seguiu o mesmo caminho de desconforto controlado.

    Cena de ação com personagem em cenário de neve em Resident Evil
    Cena de ação em ambiente nevado do filme. (Reprodução / Sony Pictures Releasing)

    Essa característica ajuda a explicar por que a morte de Bryan não soa como um golpe barato de roteiro. Ela se encaixa no estilo de um diretor que já demonstrou disposição para desafiar a zona de conforto do próprio gênero em que trabalha.

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    O contraste com o histórico da franquia reforça esse ponto. Enquanto as adaptações anteriores tratavam a sobrevivência dos protagonistas quase como regra de gênero, Cregger usa a morte de um personagem central para sinalizar que essa versão de Resident Evil não opera com a mesma rede de segurança.

    Ainda não há confirmação oficial sobre continuações diretas dessa versão, mas a decisão de matar um protagonista central deixa a porta aberta para uma sequência com apostas narrativas mais altas do que qualquer filme anterior da saga.

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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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