O novo filme do diretor japonês Kiyoshi Kurosawa, “The Samurai and the Prisoner”, fechou acordos de distribuição em mais de 20 territórios depois de estrear na seção Cannes Premiere. Os negócios foram fechados pela agência de vendas Charades, responsável por levar o longa a mercados na Europa, Ásia e Oceania.
O filme já roda em cartaz no Japão e nos Estados Unidos, com números de bilheteria divulgados publicamente. A seguir, os principais dados sobre a expansão internacional do longa e o que se sabe até agora sobre uma possível chegada ao Brasil.
Resumo rápido
- “The Samurai and the Prisoner” foi vendido pela Charades para mais de 20 territórios após a estreia mundial em Cannes Premiere.
- No Japão, o filme já ultrapassou JPY1,1 bilhão (cerca de US$ 7,1 milhões) em bilheteria, com 800 mil ingressos vendidos, sob distribuição da Shochiku.
- Nos Estados Unidos e no Canadá, distribuído pela Janus Films, o longa acumula aproximadamente US$ 800 mil.
- A história é adaptada de um romance de Yonezawa Honobu vencedor do Prêmio Naoki e se passa no período Sengoku do Japão.
- Ainda não há confirmação de distribuidora ou data de estreia do filme no Brasil.
Quanto “The Samurai and the Prisoner” já arrecadou no Japão e nos Estados Unidos
O desempenho comercial do filme chama atenção justamente por sair do circuito estrito de festivais. No Japão, onde a distribuição fica a cargo da Shochiku, a bilheteria já passa de JPY1,1 bilhão, o equivalente a US$ 7,1 milhões, somando 800 mil admissões.
Nos Estados Unidos e no Canadá, a Janus Films detém os direitos de exibição, e o filme já soma cerca de US$ 800 mil arrecadados nesses dois mercados. São números expressivos para um título japonês de arte que estreou originalmente dentro da programação paralela de Cannes.
Para quais países o novo filme de Kiyoshi Kurosawa foi vendido
Além do Japão e da América do Norte, a Charades negociou os direitos do longa para uma lista extensa de distribuidoras ao redor do mundo. Entre os acordos fechados estão:
- Blue Finch Film, para o Reino Unido;
- I Wonder Pictures, para a Itália;
- Arthouse, para a França;
- Adso Films, para a Espanha;
- Film4you, para Portugal;
- Mars Films, para a Turquia;
- Cinemart, para República Tcheca e Eslováquia;
- Palace Entertainment, para Austrália e Nova Zelândia;
- Studio DHL, Sky Digi Entertainment, Singapore Film Society e Falcon Indonesia, respectivamente para Coreia do Sul, Taiwan, Singapura e Indonésia;
- Paradise MGN, para os países bálticos e a Comunidade dos Estados Independentes;
- MCF Megacom Film, para a ex-Iugoslávia e a Bulgária;
- Bofrato, responsável pelos direitos de exibição em voos comerciais.
A quantidade de territórios já fechados indica um interesse comercial acima da média para um filme de autor japonês recém-saído de Cannes, o que ajuda a explicar por que a bilheteria segue crescendo tanto no Japão quanto na América do Norte.
A trama sobre o cerco a Lord Araki Murashige no período Sengoku
“The Samurai and the Prisoner” é uma adaptação do romance vencedor do Prêmio Naoki escrito por Yonezawa Honobu. A história se passa no período Sengoku do Japão e acompanha Lord Araki Murashige, vivido por Masahiro Motoki, um senhor feudal que se rebela contra o tirano Oda Nobunaga e acaba cercado dentro dos próprios muros de seu castelo.
Com mortes misteriosas ameaçando a ordem da corte, Murashige forma uma aliança incômoda com Kuroda Kanbei, interpretado por Masaki Suda, um estrategista brilhante mantido prisioneiro nos calabouços do castelo. A trama sugere que o verdadeiro poder pode estar justamente com quem está preso.
O diretor Kiyoshi Kurosawa, que assina o filme sozinho como diretor e roteirista, não deve ser confundido com Akira Kurosawa, cujo clássico “Viver” ganhou um remake britânico recente disponível na Netflix. Os dois compartilham apenas o sobrenome.
O que a crítica especializada disse sobre o filme
Em texto publicado pela Variety após a exibição em Cannes, a crítica Jessica Kiang destacou o equilíbrio entre poder e aprisionamento como o núcleo dramático mais forte do longa.
A leitura reforça por que o filme conseguiu atravessar fronteiras com facilidade: a premissa de poder invertido entre carcereiro e prisioneiro funciona tanto como drama de época quanto como thriller político, dois gêneros que costumam viajar bem entre mercados diferentes.
Ainda não há data de estreia de “The Samurai and the Prisoner” no Brasil
Apesar da lista extensa de territórios já vendidos, nenhum distribuidor brasileiro foi anunciado até o momento. A ausência de um acordo local não significa necessariamente que o filme ficará de fora do país, mas por ora não há previsão oficial de estreia em cinemas ou streaming no Brasil.
Dado o volume de vendas já fechadas pela Charades em praticamente todos os continentes, é plausível que um acordo para a América Latina apareça nos próximos meses, mas isso ainda depende de confirmação futura.
Fonte principal: The Numbers. Informações complementares: Variety.



