Aviso de spoiler: este texto revela o desfecho completo de O Último Nascer do Sol, incluindo o destino de Oriah “Ry” Pera e o rumo do romance com Julián García.
Ry sobrevive até o final de O Último Nascer do Sol. O filme sugere por boa parte da trama que está construindo uma despedida trágica, mas a protagonista termina a história viva, ainda lidando com a epilepsia e ainda ao lado de Julián.
Isso importa porque a tensão do longa é montada em torno de uma dúvida real: até que ponto o corpo de Ry vai resistir depois que ela abandona o tratamento médico. O desfecho não elimina esse risco, mas muda o que a personagem decide fazer com ele.
Por que Ry decide abandonar o tratamento contra a epilepsia

Antes da viagem a Mallorca, Ry já enfrenta uma escolha difícil: seguir com remédios fortes todos os dias ou passar por uma cirurgia no cérebro que pode comprometer parte de suas memórias. Nenhuma das duas opções é simples, e é esse impasse que empurra a personagem para a decisão de parar o tratamento escondida da mãe.
A atitude não nasce de negligência. Ry está cansada de ter cada decisão da própria vida controlada pela doença, e a liberdade que encontra em Mallorca, ao lado de Julián e de novos amigos, reforça esse desejo de deixar de ser tratada apenas como paciente.
O problema é que a epilepsia não desaparece só porque ela ignora os sintomas. A piora das crises ao longo da viagem é o que, no fim, obriga Ry a encarar de frente o futuro que vinha evitando.
O conflito imobiliário que aproxima e separa as famílias de Ry e Julián
A viagem a Mallorca não é só um cenário romântico. Isolde, mãe de Ry, está na ilha por causa de um negócio imobiliário que ameaça diretamente as atividades da família de Julián, colocando os dois lados em rota de colisão.
Esse conflito explica boa parte do comportamento de Isolde, que pode parecer excessivamente controladora, mas age assim por medo de perder a filha para uma nova crise. Quando descobre que Ry abandonou os remédios, ela decide levá-la de volta ao Texas, mas a filha se recusa a partir.
A disputa também revela que Mallorca não é apenas palco de um acordo comercial para Isolde. A ilha está ligada ao passado dela, e o envolvimento de Ry com Julián traz de volta questões familiares que a mãe preferia deixar enterradas.
O que acontece com Ry e Julián no final
Julián representa boa parte da liberdade que Ry busca durante a viagem. Ele é espontâneo e, no início, desconhece a gravidade da epilepsia da jovem, o que torna o relacionamento mais complicado quando a verdade aparece e as duas famílias se veem em lados opostos da disputa por terras.
Julián permanece ao lado de Ry mesmo depois de descobrir a doença e de ver a saúde dela piorar. O romance sobrevive a essa revelação, mas o filme evita transformá-lo em solução mágica para os problemas da protagonista.
O papel dele é mais o de empurrar Ry a perceber que ainda quer construir um futuro do que o de resolver, sozinho, a relação da personagem com a própria doença.
O epílogo do livro de Anna Todd e o que ele revela além do filme
No fim de O Último Nascer do Sol, Ry deixa Mallorca disposta a enfrentar o que vier a seguir, em vez de agir como se seu destino já estivesse selado. A epilepsia continua fazendo parte da vida dela, e o relacionamento com Julián não resolve isso, mas os dois seguem juntos quando a história do filme se encerra.
O romance em que o filme é baseado, escrito por Anna Todd, vai além desse ponto: um epílogo ambientado um ano depois mostra Ry e Julián ainda juntos. Esse trecho pertence ao livro e não deve ser tratado como parte literal do desfecho apresentado na tela.
Ainda assim, tanto o livro quanto o filme chegam à mesma ideia central sobre Ry: sobreviver à epilepsia não significa deixar de viver por causa dela.



