Aviso de spoiler: este texto revela o desfecho completo de La Captura, incluindo o destino de El Chapo, El Cholo e dos policiais federais que os capturaram.
Sim, El Cholo é preso no final de La Captura. O braço-direito de El Chapo é entregue à Marinha mexicana junto com o próprio narcotraficante, encerrando a longa noite de perseguição que domina o filme mexicano da Netflix.
A produção, inspirada em reportagem do jornalista Héctor de Mauleón, acompanha dois policiais federais fictícios, Arturo Carmona e Héctor Rosales, que acabam detendo El Chapo por acaso, durante uma patrulha de rotina. A partir daí, o longa reconstrói as horas tensas até a chegada das forças especiais da Marinha.
Resumo rápido
- El Cholo é capturado junto com El Chapo, no motel onde os policiais Carmona e Rosales os mantinham reféns.
- El Chapo é extraditado para os Estados Unidos e cumpre pena de 30 anos na prisão de segurança máxima ADX Florence, no Colorado.
- El Cholo foi extraditado aos EUA em 2023 e responde a acusações de tráfico internacional de drogas e posse de armas.
- Carmona e Rosales, os policiais que fizeram a prisão, são promovidos e passam a trabalhar no exterior sob proteção do governo mexicano.
- O Cartel de Sinaloa segue ativo, mas fragmentado em facções rivais lideradas pelos filhos de El Chapo e por aliados de El Mayo.
El Cholo foi preso? O que acontece no final de La Captura
Durante quase toda a trama, Rosales fica sozinho no carro vigiando El Cholo, enquanto Carmona enfrenta El Chapo dentro de um quarto de motel. O criminoso tenta convencer Rosales a soltá-los em troca de dinheiro e proteção, mas o policial, prestes a se aposentar depois de 29 anos de carreira, recusa a proposta.
A situação só se resolve quando um agente disfarçado, identificado como Barraza, reconhece Rosales e ajuda a mantê-lo protegido até a chegada dos fuzileiros navais. Já Carmona, dentro do quarto, quase perde o controle e aponta a arma para El Chapo depois de descobrir que pistoleiros do cartel invadiram sua própria casa.
Ele só recua ao saber, por telefone, que o Exército chegou a tempo de proteger sua esposa e os filhos. Minutos depois, os fuzileiros da Marinha entram no motel, prendem El Chapo e El Cholo, e os dois são finalmente tirados de cena sob custódia oficial.
No desfecho, El Chapo acaba extraditado para os Estados Unidos, onde cumpre pena de 30 anos na ADX Florence, presídio de segurança máxima no Colorado. El Cholo segue caminho parecido: foi extraditado em 2023 e responde a processos por tráfico internacional de drogas e posse ilegal de armas.
A base real por trás da captura em La Captura
O clímax do filme dramatiza um episódio real: a operação da Marinha mexicana que terminou na prisão de Joaquín “El Chapo” Guzmán, em Los Mochis, no estado de Sinaloa. Imagens de câmeras corporais divulgadas pelo jornal britânico The Guardian mostram o confronto armado entre fuzileiros navais e homens do cartel durante o cerco que precedeu a captura.
Segundo o material, cinco suspeitos morreram e outros seis foram presos no confronto, além de um fuzileiro naval ferido antes da rendição do narcotraficante. Esse é o pano de fundo histórico que o roteiro usa como referência para reconstruir a tensão da cena final, ainda que Carmona e Rosales sejam personagens fictícios criados a partir de relatos jornalísticos sobre a operação.
O que aconteceu com Carmona e Rosales depois da prisão de El Chapo
Depois de entregar El Chapo e El Cholo às autoridades, Carmona é promovido e passa a trabalhar fora do México, com toda a família sob custódia do Exército. O filme deixa claro que essa mudança de vida é consequência direta da ameaça que o cartel representava para ele e para os seus.
Rosales segue um caminho parecido: adia a aposentadoria, recebe reconhecimento pela atuação no caso e acaba trabalhando ao lado de Carmona no exterior. O paradeiro atual dos dois permanece confidencial dentro da narrativa, coerente com o risco real que policiais responsáveis por esse tipo de captura enfrentam no México.
Cartel de Sinaloa hoje: o que restou depois da prisão de El Chapo
A organização criminosa liderada por El Chapo continua existindo, mas está longe do poder que tinha antes da prisão do fundador. Depois que os filhos do narcotraficante assumiram o comando, o grupo se fragmentou em facções rivais.
De um lado ficaram os apoiadores dos filhos de El Chapo; do outro, os leais a Ismael “El Mayo” Zambada, cofundador do cartel, que segundo relatos foi traído por Joaquín, um dos filhos de Guzmán, e atraído para os Estados Unidos, onde acabou preso. Dois dos filhos, Ovidio e Joaquín, já estão sob custódia americana, enquanto Iván Archivaldo e Jesús Alfredo continuam foragidos.
Essa disputa interna é o retrato mais recente de como a prisão retratada em La Captura mudou o equilíbrio de poder dentro do próprio Cartel de Sinaloa, mesmo sem encerrar a atuação da organização no tráfico internacional.
Fonte principal: The Guardian. Informações complementares: DMT Talkies.



