Zach Cregger deixou claro na San Diego Comic-Con 2026: seu filme de Resident Evil não é uma cópia fiel do segundo jogo da franquia. A história se passa em 2026, na neve, e não nos anos 1990 como no game original — um detalhe que explica, inclusive, por que um dos personagens circula com iPhone no bolso em plena crise viral.
A declaração aconteceu durante um painel no evento, realizado nesta sexta-feira, quando o diretor comentou abertamente as diferenças entre seu roteiro e o material original da Capcom. A fala interessa a quem acompanha o projeto porque resolve uma dúvida recorrente entre fãs: até onde o filme respeita a fonte que o inspirou.
O que Cregger disse sobre a linha do tempo

Segundo o diretor, a ambientação foi uma escolha deliberada, não um deslize de roteiro.
Eu não estou fazendo exatamente uma adaptação um para um de Resident Evil 2. A história não se passa nos anos 1990, que foi quando Resident Evil 2 saiu. E ela se passa na neve, em 2026; é por isso que ele [Bryan] tem um iPhone.
Zach Cregger, diretor, em painel na San Diego Comic-Con 2026, citado pela ComicBook.com
Cregger também justificou o motivo das mudanças. Ele afirmou ter tomado liberdades criativas para contar a história que queria e alcançar o visual que imaginava para o filme, segundo o mesmo painel.
O que se mantém fiel aos jogos
Mesmo mexendo na cronologia, o diretor garante que a espinha dorsal da experiência de jogo permanece intacta. De acordo com reportagem da USA Today sobre o painel, o filme preserva três marcas registradas da franquia: a progressão linear de um ponto a outro, a escassez de recursos e a presença de múltiplas ameaças em cada cenário.
Há também um detalhe técnico que chamou atenção de quem cobriu o evento: a câmera do filme espelha a perspectiva em terceira pessoa dos games, acompanhando o personagem e girando conforme ele se move. Outro momento citado mostra um personagem encontrando uma espingarda vazia, com a munição guardada separadamente — mecânica clássica da série de jogos, segundo detalhes divulgados pela Fangoria.
Um fã da franquia atrás das câmeras
A ligação de Cregger com Resident Evil não é recente. Reportagem do The Hindu sobre o painel de Comic-Con destaca que o diretor é fã declarado da franquia há décadas, e que essa influência aparece “em todo lugar” no longa, segundo suas próprias palavras.
O elenco confirmado até agora inclui Austin Abrams no papel de Bryan e Paul Walter Hauser, conhecido pelo trabalho em O Tira da Pistola Nua. Ainda não há data exata de lançamento divulgada — apenas 2026 foi confirmado como ano de estreia, sem mercado ou mês definidos.
Por que a explicação de Cregger importa para o futuro de Resident Evil
A fala do diretor funciona como uma espécie de manual de intenções para quem vai encarar o filme com as regras dos jogos na cabeça. Ao assumir que não fez uma cópia literal, mas garantir a estrutura mecânica que define a série, Cregger tenta equilibrar duas exigências opostas: renovar a franquia visualmente e não afastar quem já joga Resident Evil há anos.
O resultado dessa aposta só poderá ser medido quando o filme chegar aos cinemas. Até lá, cada nova declaração do diretor serve como pista sobre o quanto essa versão vai se afastar — ou se aproximar — do material que inspirou a franquia.
Fonte principal: USA Today. Informações complementares: Fangoria, The Hindu e ComicBook.



