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O Urso encerra com sua quinta e última temporada estreando em 25 de junho de 2026 no Hulu e no Disney+. São 8 episódios para fechar a história de Carmy, Sydney e Richie — e a pergunta que fica depois de assistir é honesta: a série chegou ao fim no momento certo, mas não necessariamente da melhor forma.

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Resumo rápido

  • Estreia: 25 de junho de 2026, no FX, Hulu e Disney+
  • Episódios: 8 no total (temporada final)
  • Elenco principal: Jeremy Allen White, Ayo Edebiri, Ebon Moss-Bachrach, Liza Colón-Zayas, Oliver Platt
  • Premissa da temporada: toda a ação se passa em um único dia caótico, com chuva torrencial, inundação e colapso financeiro do restaurante
  • Nota da crítica: 7/10

Uma temporada inteira dentro de um único dia

A quarta temporada terminou com uma bomba: Carmy Berzatto (Jeremy Allen White) anunciou que vai largar a cozinha. Depois de temporadas inteiras tentando transformar o The Bear num restaurante de sucesso, o chef chegou ao limite. Ele quer passar o controle para Sydney Adamu (Ayo Edebiri) e Richie Jerimovich (Ebon Moss-Bachrach) e, finalmente, sair de cena.

A quinta temporada começa exatamente depois desse anúncio. E quase toda ela — ao menos os sete dos oito episódios disponibilizados para a crítica — se passa em um único dia. Um dia ruim, aliás: chuva que despeja o equivalente a um mês de precipitação sobre Chicago, inundação, colapso de teto e a informação de que Jimmy (Oliver Platt), o principal investidor do restaurante, ficou sem dinheiro. A equipe precisa fechar o serviço de jantar enquanto tudo desmorona ao redor.

A aposta é ousada. Concentrar o arco final em poucas horas reais cria urgência — mas também cria um problema: a série já recorreu a esse tipo de pressão acumulada muitas vezes. E nesta temporada, a sensação de que o caos foi programado para parecer caos aparece mais do que deveria.

Cozinha do restaurante The Bear durante inundação e crise operacional
Cozinha do restaurante O Urso durante inundação e crise operacional. (Reprodução / Disney)

O declínio começou antes do final

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Quando O Urso estreou em 2022, a velocidade do roteiro, o estresse quase físico das cenas de cozinha e a atuação de Jeremy Allen White criaram algo que parecia genuíno. A primeira temporada foi ótima. A segunda foi ainda melhor — e rendeu recordes no Emmy: 11 prêmios numa única edição.

A terceira temporada foi onde as coisas começaram a descolar. O episódio de abertura trouxe uma montagem de 30 minutos sem diálogo convencional — uma escolha arriscada que dividiu o público. Mas o problema maior veio no final da temporada, quando o último episódio optou por focar em chefs reais fazendo participações especiais em vez de desenvolver os personagens que o público acompanhava há dois anos. E o episódio ainda terminou com um cliffhanger, algo que a série nunca tinha feito — e que soou forçado.

A quarta temporada tentou corrigir esses erros. Havia ali momentos que pareciam uma espécie de pedido de desculpas implícito pela terceira. Mas o impulso inicial da série já tinha perdido força. A quinta chega com esse histórico e precisa fazer mais do que apenas fechar a história.

O que ainda funciona: os personagens

O maior acerto de O Urso sempre foi a forma como os personagens foram construídos ao longo do tempo. E a temporada final tem consciência disso.

Richie é o exemplo mais claro. O arco dele, de um cara sem rumo e com atitude ruim para alguém com propósito real, é um dos mais bem executados de toda a série. A temporada 5 bate nesse ponto com insistência, e funciona — porque o trabalho feito antes justifica o peso emocional agora.

Há uma cena em que Sydney diz a Tina (Liza Colón-Zayas) que vai continuar ao lado dela, aconteça o que acontecer. Para quem acompanhou as duas desde o começo, quando mal se toleravam, o momento pesa de forma genuína. Esse tipo de payoff emocional é onde a série ainda entrega.

Carmy, por sua vez, está num lugar estranho. Ele está presente, mas já se afastou mentalmente. Sydney não sabe direito como agir com ele. Há tensão entre os dois, mas a temporada não resolve essa dinâmica de forma completamente satisfatória — ao menos nos sete episódios avaliados.

Imagem promocional de The Bear
Ayo Edebiri e Jeremy Allen White em cena da série. (Reprodução / Disney)

O que não funciona: o caos que se repete

The Bear sempre usou gritos, ordens sobrepostas e ritmo acelerado como linguagem. Aqui, esse recurso começa a parecer um maneirismo. Um padrão específico se repete com frequência incômoda: um personagem grita uma ordem, o outro repete em tom de incredulidade, o primeiro confirma com ainda mais intensidade. Isso acontece várias vezes por episódio, e a repetição esvazia o que deveria soar como urgência.

A ausência do episódio final também pesa na avaliação. Os sete episódios vistos têm energia, mas funcionam como preparação — uma longa corrida sem a linha de chegada. A sensação é de que a série precisa do oitavo episódio para se justificar como temporada final, e sem ele fica difícil dizer se o fechamento vai chegar à altura do que foi construído.

Um ponto positivo da abordagem desta temporada: a decisão de reduzir as participações especiais foi acertada. Depois que esse recurso começou a pesar a partir da segunda temporada, a quinta foca nos personagens centrais — e era o que precisava acontecer.

Cena de pressão e caos na cozinha de The Bear temporada 5
Momento de tensão em The Bear. (Reprodução / Disney)

Vale a pena assistir a última temporada de O Urso?

Depende de onde você está com a série. Se as temporadas 1 e 2 te prenderam e você continuou mesmo depois da queda de ritmo, a quinta temporada tem o suficiente para fechar o ciclo. Os personagens ainda funcionam, a atuação do elenco segura bem e há momentos emocionalmente verdadeiros.

Se você já tinha esfriado depois da terceira temporada, esta provavelmente não vai te reconquistar. O problema não é falta de talento — é que a série ficou repetindo soluções que já cansaram. Gritar mais alto não aumenta a tensão quando o público já se acostumou com o volume.

Para quem quer rever o melhor da série antes do final, este guia com os melhores episódios por ator pode ajudar a lembrar por que tudo começou tão bem.

⭐ Nota: 7.0/10

Imagem promocional de The Bear
(Reprodução / Disney)

O legado de The Bear depois do encerramento da série

Com 21 prêmios Emmy em 49 indicações ao longo de sua trajetória, The Bear deixa uma marca real na televisão americana recente. As duas primeiras temporadas definiram um estilo, pressionaram os limites do formato de comédia dramática e mostraram que streaming e FX podiam sustentar algo de alto risco criativo.

O criador Christopher Storer construiu uma série que, no seu melhor, era sobre pessoas tentando sobreviver em ambientes que as destruíam — e ainda assim escolhendo ficar. Esse núcleo continua valendo. A quinta temporada não apaga o que foi feito antes; apenas confirma que o encerramento chegou na hora certa.

Para quem quer saber o que Jeremy Allen White falou sobre o futuro depois de The Bear, o ator já se pronunciou sobre os próximos passos.

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Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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